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Graffiti e slogans hostis de manifestantes pró-Palestina para protestar contra a chegada de Yaël Braun-Pivet à Universidade de Lyon-III

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A presidente da Assembleia Nacional, Yaël Braun-Pivet, foi alvo na sexta-feira, 8 de novembro, de pichações e slogans hostis de ativistas pró-palestinos que se opunham à sua vinda para a Universidade Lyon-III, mas finalmente trocou calmamente com os estudantes.

“Sugeri a esses jovens que não queriam que eu dialogasse. Eles não queriam, preferiram a ação violenta”ela se arrependeu no final da visita, ressaltando que queria “privilegiar sempre o diálogo”.

“Estamos numa democracia, o Presidente da Assembleia Nacional que sou deve poder ir a qualquer lugar do território (…) Este é o meu papel e nunca desistirei”ela acrescentou.

“Yaël sai daí”, “Genocida, fora das nossas universidades”, «Gaza Livre» ou «Palestina Livre» : várias mensagens em letras grandes foram espalhadas durante a noite perto do campus. Alguns foram rapidamente excluídos.

Cerca de 200 manifestantes continuaram no mesmo registo na tarde anterior à chegada do deputado macronista, gritando “Israel criminoso, Yaël cúmplice” ou “Yaël, saia daí, Lyon-III não é seu”.

“Deriva fascista”

O Ministro do Interior, Bruno Retailleau, denunciado em um “deriva fascista de ativistas que exploram a tragédia vivida pelos palestinos”. “Apoio total a Yaël Braun-Pivet, que manifestantes de extrema esquerda com ideias antissemitas querem banir da universidade. A República está em casa em todos os lugares”escreveu o ministro (Les Républicains).

O seu colega do ensino superior, Patrick Hetzel, por sua vez condenou “com força os insultos antissemitas proferidos contra Yaël Braun-Pivet e as ações inaceitáveis ​​de grupos de estudantes ocorridas em Lyon-III”. “Minha firmeza contra o antissemitismo e qualquer forma de exploração política da universidade é total”, ele reagiu em X.

Num breve comunicado de imprensa, citado pela Agence France-Presse, a Universidade de Lyon-III condenou “com a maior firmeza as inscrições inaceitáveis ​​e escandalosas que foram etiquetadas” e anunciou que havia tomado medidas legais. Segundo a equipa universitária, imagens de videovigilância mostram, pouco depois da meia-noite, cinco autores destas inscrições, vestidos com roupa escura, encapuzados e encapuzados, incluindo uma jovem.

“Grito de raiva”

Yaël Braun-Pivet viajou pelo Ródano na sexta-feira como parte da política de abertura do Parlamento. Várias organizações de esquerda, incluindo os sindicatos Solidaires Etudiant-es e a União Nacional dos Estudantes de França (Unef) ou a secção local de Jeunes Insoumis.es, denunciaram a sua vinda para Lyon-III, descrevendo-a num comunicado de imprensa como “figura proeminente de apoio incondicional às ações criminosas do Estado israelense”.

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“Embora as mortes causadas pelas operações de Israel cheguem a dezenas de milhares (…) Yaël Braun-Pivet mais uma vez ousou defender a entrega de armas a um estado criminoso »destaque os signatários do comunicado.

Leia também a pesquisa | Artigo reservado para nossos assinantes Sciences Po: o comitê palestino, uma geração espontânea e diversificada de ativistas

Em 6 de outubro, sobre BFM-TV, Mmeu Braun-Pivet declarou que “Israel não deveria ser desarmado”em reação às declarações de Emmanuel Macron apelando ao fim das entregas de armas utilizadas para travar os combates em Gaza.

A manifestação contra a sua visita é “um grito de raiva contra o apoio do governo a Israel”explicou Timothée Martin-Brossat, do Sindicato dos Estudantes, que também veio manifestar a sua insatisfação com a precariedade dos estudantes.

Numa atmosfera tensa, a sede da união estudantil de direita Union nationale inter-universitaire (UNI) foi dividida. Fora da universidade, cerca de dez pessoas apareceram com cartazes exibindo “Você se acostumou com o anti-semitismo? Nós não! » ou “Anti-semitismo é um crime”.

O mundo com AFP

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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