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Gravações do suspeito do ataque em Nova Orleans expressam opiniões religiosas extremas | Ataque de caminhão em Nova Orleans
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2 anos atrásem
Ramon Antonio Vargas in New Orleans
Quase um ano antes de ele supostamente morto 14 pessoas e dezenas de feridos ao dirigir uma caminhonete voando Estado Islâmico (IS) bandeira no meio de uma multidão de foliões de Ano Novo em Nova OrleãesShamsud-Din Jabbar expressou suas crenças de que música, intoxicantes, sexo e outros prazeres eram males que mereciam destruição.
Uma conta no SoundCloud plataforma sob o nome de Jabbar postou três gravações totalizando cerca de 20 minutos cada uma contendo essas e outras expressões de pontos de vista religiosos extremistas.
O SoundCloud não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. A voz nas gravações corresponde à de Jabbar ouvida em um vídeo promovendo um negócio imobiliário que ele dirigia antes que as autoridades digam que ele planejou um ataque terrorista mortal contra uma das festas festivas mais famosas do mundo, matando ou ferindo uma mistura de residentes da área local, bem como visitantes estrangeiros. Ele foi então morto a tiros pela polícia no final do ataque de quarta-feira na Bourbon Street, elevando o número total de mortos para 15, disse o legista local na quinta-feira.
Estudiosos muçulmanos rejeitaram amplamente as posições extremistas que o EI ou aqueles que simpatizam com o grupo terrorista têm em relação à religião, dizendo que o Islão ensina misericórdia e paz, bem como a importância da justiça.
Aludindo a relatos de que Jabbar já havia enfrentado acusações de envolvimento em alguns dos comportamentos que ele condena nas gravações, incluindo dirigir embriagado e abuso conjugal, uma declaração do Conselho de Relações Americano-Islâmicas na quinta-feira disse: “Seu crime é o mais recente exemplo da razão pela qual grupos extremistas cruéis, impiedosos e que se alimentam do fundo do poço foram rejeitados pela esmagadora maioria do mundo muçulmano – desde académicos islâmicos, a mesquitas, a organizações e a muçulmanos individuais.”
“Denunciamos veementemente este crime, (e) nos solidarizamos com o povo de Nova Orleães”, disse a organização, apelando a que as pessoas que possam ajudar os investigadores a capturar quaisquer potenciais cúmplices de Jabbar se apresentem.
No entanto, as gravações parecem responder a uma questão inicial sobre Jabbar: há quanto tempo ele estava radicalizado sem ser detectado. O áudio estabelece que Jabbar detalhava abertamente as visões religiosas extremistas por volta de fevereiro de 2024, embora relativamente poucos observadores tivessem notado, com as gravações reunindo coletivamente menos de 300 audições até quinta-feira. A conta tinha dois seguidores enquanto seguia várias contas relacionadas a muçulmanos na plataforma.
A gravação mais longa centra-se na interpretação das escrituras de Jabbar para significar que “a poesia, como o rap” poderia gradualmente atrair as pessoas “para as coisas que Deus nos proibiu: os intoxicantes como a marijuana, o álcool, os sedativos, os opiáceos, os estimulantes e outros”.
“Depois, há a forma como a música nos induz ao sexo ilícito, à vulgaridade, à violência, à traição, à arrogância, ao roubo, à traição, à ingratidão para com os nossos cônjuges ou outras pessoas em geral”, continuou ele. Sugerir que a música era “a voz de Satanás”, acrescentou: “Ela leva-nos a desperdiçar a nossa riqueza, a romper os laços de parentesco – e até mesmo a idolatria, chamando-nos a adorar… os próprios artistas”.
O homem de 42 anos que morou recentemente em Houston culparia uma música rap em particular por uma série de três assassinatos que ocorreram em seu bairro logo após seu lançamento no início dos anos 2000. Ele também disse acreditar que as escrituras ordenam que as pessoas “proíbam o mal”.
“Na verdade, Alá ordena que Satanás incite a humanidade com a sua voz e a ataque com os seus soldados e se torne um parceiro”, observou Jabbar, um cidadão nascido nos EUA e veterano do exército que serviu no Afeganistão. “Proibir… o mal é um mandato para toda a humanidade.”
Jabbar, em outra gravação, afirma que “Allah… diz: ‘Salve aqueles que acreditam e praticam ações justas… Estes terão as boas novas do paraíso com todos os seus dons e prazeres, sem nunca haver uma interrupção neles”.
A retórica de Jabbar mais tarde aumentaria dramaticamente. Joe Biden disse que o FBI disse a ele e aos seus assessores da Casa Branca que os agentes descobriram, “poucas horas antes do ataque”, que Jabbar tinha “publicado vídeos nas redes sociais indicando que foi inspirado pelo EI, expressando um desejo de matar”.
CNN relatado conversando com dois funcionários que foram informados sobre os vídeos. Neles, Jabbar referia-se ao divórcio e planeja reunir sua família sob o pretexto de uma celebração antes de matá-los.
Mas Jabbar teria dito que mais tarde sonhou sobre por que deveria se juntar ao EI antes de finalmente mudar seus planos e se tornar parte do grupo terrorista, disse a CNN. A rede acrescentou que não revisou os vídeos de forma independente, mas entendeu que eles foram feitos enquanto Jabbar dirigia à noite.
Notícias do Punchbowl na quinta-feira relatado que Jabbar publicou cinco vídeos no Facebook na manhã anterior ao ataque em Nova Orleans, de acordo com um briefing dado a alguns membros da Câmara e do Senado. Citando uma fonte que foi informada, a repórter do Congresso de Punchbowl, Mica Soellner, escreveu no X: “No primeiro (vídeo), ele explicou sua adesão à ideologia do ISIS e no segundo ele ‘forneceu seu testamento’.”
Jabbar reclamou em processos judiciais que um de seus dois divórcios estava dificultando o pagamento da conta da casa. Entre outros problemas legais estavam uma condenação por dirigir embriagado, bem como uma ordem de restrição obtida por uma ex-mulher que alegou que ele era abusivo, o que foi relatado pela primeira vez por TMZ.
Na quarta-feira, depois de alugar uma caminhonete e pendurar uma bandeira do EI na traseira, Jabbar contornou um bloqueio policial no sopé da Bourbon Street e se chocou contra os foliões de Ano Novo que celebravam em uma cidade sinônimo de jazz e rap, bem como de celebrações estridentes como como carnaval. Ele também disparou um rifle contra a multidão no histórico bairro French Quarter de Nova Orleans, bem como contra a polícia – enquanto usava armadura e capacete. Ele feriu dois policiais que o confrontaram antes de ser morto a tiros pela polícia.
As autoridades disseram que Jabbar matou 14 vítimas e feriu outras 35. Muitas das vítimas eram da área de Nova Orleans ou do vizinho Mississippi. Mas também havia residentes de outros estados e cidadãos de outros países, incluindo México e Israel, segundo informações divulgadas até agora por várias autoridades.
Em entrevista coletiva na quinta-feira, um oficial do FBI disse que os investigadores suspeitavam que Jabbar era o único responsável pelas mortes do dia anterior. As autoridades passaram a quarta-feira à procura de possíveis cúmplices depois de encontrarem vários dispositivos explosivos improvisados deixados perto do local do ataque. Uma casa alugada de curto prazo onde Jabbar ficou também foi encontrada mais tarde intencionalmente incendiada a cerca de três quilômetros de distância do ataque.
Os líderes locais e estaduais transmitiram geralmente a necessidade de demonstrar resiliência – juntamente com compaixão na sequência do ataque – ao embarcarem nos planos para um regresso à normalidade na quinta-feira.
“Lembre-se de que não há sentido no mal”, disse Oliver Thomas, membro do conselho municipal de Nova Orleans, em um comunicado. “Nosso foco precisa estar nas orações e no apoio a todos os envolvidos.”
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Licenciatura Indígena realiza defesa de TCCs em aldeias no Juruá — Universidade Federal do Acre
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23 de outubro de 2026O curso de Licenciatura Indígena, do campus Floresta da Ufac, realizou o 1º Seminário Acadêmico de Apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). O evento possibilitou a defesa de 16 trabalhos nas aldeias Barão, da terra indígena Puyanawa, em Mâncio Lima (AC), e Morada Nova, na terra indígena Katukina/Kaxinawá, em Feijó (AC). As atividades ocorreram entre 25 de setembro e 2 de outubro, envolvendo estudantes, professores, egressos do curso, pós-graduandos e as comunidades locais.
Os TCCs defendidos nas aldeias são de autoria de discentes que ingressaram na Ufac em 2023 e deverão colar grau no início de 2027. Os temas das pesquisas contemplaram variados aspectos da vida indígena, abrangendo história, biografia, mitologia, organização política, território, medicina tradicional, grafismos, gênero, terminologias linguísticas, educação especial, atividade cinegética e rituais tradicionais.
A viabilização das defesas nas aldeias ocorreu pela primeira vez em 18 anos de existência da graduação e está de acordo com a pedagogia da alternância, pela qual parte da carga horária do curso é realizada nas comunidades indígenas dos alunos, por meio de pesquisa e extensão. Os recursos para realização do evento foram provenientes de projeto de extensão com o mesmo nome do seminário.
As bancas de avaliação foram compostas por docentes do curso, egressos de outras turmas da Licenciatura Indígena e egressos indígenas de outros cursos da Ufac, inclusive da pós-graduação. Também compuseram algumas bancas pessoas reconhecidas por suas comunidades com “notório saber”, expediente previsto no regulamento de TCC do curso. Além de familiares dos estudantes e moradores das aldeias, indígenas de outras etnias estiverem presentes no seminário.

Organização
A atividade no município de Mâncio Lima, que é vizinho ao campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), ocorreu num só dia, em 25 de setembro, com a defesa de dois TCCs. Já para o evento em Feijó foi necessário um deslocamento de ônibus, com duração de quase seis horas, em 30 de setembro, até o porto da cidade. E, à noite, uma embarcação levou cerca de 20 pessoas até a aldeia Morada Nova, onde houve uma recepção musical para o grupo. Na manhã do dia seguinte começaram as defesas, que prosseguiram até 2 de outubro.

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Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre
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22 de outubro de 2026A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.
Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.
Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.
Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.
Herbário
O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.
Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.
A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.
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