ACRE
Guerra judicial: Ex-modelo Playboy Karen McDougal, amante de Donald J. Trump, quebra silêncio
PUBLICADO
9 anos atrásem
Na foto, Karen McDougal, uma ex-modelo da Playboy que diz ter tido um caso com Donald J. Trump, está processando para ser liberada de um acordo com uma empresa de mídia para ficar quieta. CréditoDimitrios Kambouris / Getty Images, pela Playboy.
Uma ex-modelo da Playboy que alegou ter tido um caso com Donald J. Trump foi processada na terça-feira para ser liberada de um acordo legal de 2016 exigindo seu silêncio, tornando-se a segunda mulher neste mês a desafiar os esforços dos aliados Trump durante a campanha presidencial para enterrar histórias sobre relacionamentos extraconjugais.
(Leia a queixa )
A modelo, Karen McDougal, está processando a empresa dona do The National Enquirer, a American Media Inc., que pagou US $ 150 mil e cujo executivo-chefe é amigo do presidente Trump. A outra mulher, a estrela de entretenimento para adultos Stephanie Clifford, mais conhecida como Stormy Daniels, recebeu US $ 130 mil para ficar quieta com o advogado pessoal do presidente, Michael D. Cohen. Ela entrou com uma ação no início deste mês.
Ambas as mulheres, que argumentam que seus contratos são inválidos, estão tentando contornar as cláusulas que os obrigam a resolver disputas em procedimentos de arbitragem secretos em vez de em tribunal aberto. O Sr. Trump negou os assuntos.
McDougal, em um processo aberto no Tribunal Superior de Los Angeles, alega que o Sr. Cohen esteve secretamente envolvido em suas conversas com a AMI, e que a empresa de mídia e seu advogado na época a enganaram sobre o acordo. Ela também afirma que depois de ter falado com a The New Yorker no mês passado, após ter obtido notas que mantinha o Sr. Trump, a AMI advertiu que “qualquer divulgação adicional violaria o contrato de Karen” e “causaria danos monetários consideráveis”.
Em um e-mail para o New York Times, seu novo advogado, Peter K. Stris, acusou a AMI de “um esforço multifacetado para silenciar Karen McDougal”.
“A ação apresentada hoje visa restaurar seu direito à sua própria voz”, disse ele, acrescentando: “Pretendemos invalidar o chamado contrato que a American Media Inc. impôs a Karen para que ela possa seguir em frente com a vida privada que ela merece .
McDougal entrou com seu processo alguns dias antes de Clifford aparecer em “60 Minutes” para discutir seu relacionamento com o Sr. Trump e os esforços que o Sr. Cohen empreendeu em nome de seu cliente para pagar por seu silêncio.
Trump juntou-se a um esforço legal na semana passada, buscando cerca de US $ 20 milhões em multas vinculadas ao acordo de Clifford.

A disputa judicial chamou a atenção do público para uma questão que foi anteriormente marginalizada. E os dois ternos femininos poderiam fornecer mais material para reclamações federais do grupo de defesa Common Cause de que os pagamentos eram, efetivamente, contribuições de campanha ilegais.
Clifford e McDougal contam histórias surpreendentemente semelhantes sobre suas experiências com Trump, que incluíram supostos encontros no mesmo torneio de golfe do Lake Tahoe em 2006, datas no mesmo hotel em Beverly Hills e promessas de apartamentos como presentes. Suas histórias surgiram pela primeira vez no The Wall Street Journal quatro dias antes da eleição, mas tiveram pouca força no turbilhão de notícias que se seguiu à vitória de Trump. As mulheres até dividiram o mesmo advogado de Los Angeles, Keith Davidson, que trabalha há muito tempo para clientes que vendem suas histórias para os tablóides.
McDougal negociou com o principal provedor de notícias de tablóides do país, o AMI, que é conhecido por comprar e enterrar histórias que podem prejudicar amigos e aliados de seu chefe executivo, David J. Pecker – uma prática conhecida como “pegar e matar”.
A queixa legal de McDougal alega que ela não sabia sobre a prática, ou sobre a amizade de Pecker com Trump, quando ela começou a falar com representantes da empresa na primavera de 2016, logo após o Sr. Trump encerrar a indicação republicana.
A AMI reconheceu anteriormente que Trump era amigo de Pecker, mas disse que nunca tentou influenciar a cobertura das publicações da empresa.
McDougal disse que era ambivalente em vender sua história no mercado de notícias de tablóides, mas sentiu que sua mão foi forçada depois que uma sugestão do suposto caso apareceu em maio de 2016 nas redes sociais. Convencido de que algo mais sairia, ela estava determinada a contar sua história em seus termos, diz seu terno.
Um amigo em comum ligou-a a Davidson, que, segundo ela, contou que a história poderia valer milhões. Ele organizou uma entrevista com Dylan Howard, diretor de conteúdo da AMI, em Los Angeles. Davidson disse a ela antes da entrevista que a AMI colocaria US $ 500.000 em uma conta de garantia para ela, e que “um contrato de publicação de sete dígitos a aguardava”, diz a queixa.
Howard passou várias horas pressionando McDougal nos detalhes de sua história. Mas vários dias depois, a empresa de mídia se recusou a comprá-lo, diz a queixa, e “Sr. Davidson revelou que, de fato, não havia dinheiro em depósito.
Um porta-voz de Davidson disse na terça-feira que o advogado “cumpriu suas obrigações e defendeu zelosamente que McDougal cumpra suas metas declaradas na época”, mas que comentar mais seria “violar o privilégio advogado-cliente”.
A AMI disse ao The Times no mês passado que decidiu não publicar a matéria de McDougal porque não pôde verificar detalhes importantes, embora tenha admitido discutir suas alegações com Cohen, o advogado do presidente, dizendo que o fez como parte de seu processo de reportagem.
A empresa de tablóides mostrou interesse renovado no verão de 2016, quando a Sra. McDougal começou a conversar com a ABC News. Desta vez, a AMI ofereceu um acordo diferente.
Davidson informou a ela que a AMI compraria sua história, mas não a publicaria por causa do relacionamento de Pecker com Trump, diz o processo. O pagamento seria de US $ 150.000, com Davidson e outros envolvidos em seu nome recebendo 45%. Mais atraente para a Sra. McDougal, que agora é uma especialista em fitness, foi que a empresa de mídia iria apresentá-la em suas capas e em colunas regulares de saúde e fitness, diz a queixa.
Enquanto a AMI e o Sr. Davidson a pressionavam para assinar o acordo em 5 de agosto, a Sra. McDougal expressou dúvidas. Mas, de acordo com seu processo, Davidson e Howard argumentaram em um telefonema urgente do Skype que o acordo para promovê-la “impulsionaria e revitalizaria” sua carreira, já que ela era “velha agora”. Ela tinha 45 anos.
No total, eles disseram, o contrato obrigaria a AMI a publicar mais de 100 colunas ou artigos e pelo menos duas capas sobre ela. Quando perguntou ao Sr. Davidson o que ela deveria fazer se sua história vazasse, o Sr. Davidson respondeu em um e-mail: “SE VOCÊ NEGAR VOCÊ ESTÁ SEGURO”, e pediu que ela assinasse o mais rápido possível, de acordo com os documentos do tribunal.
O The Times informou no mês passado que Davidson enviou um e-mail para Cohen em 5 de agosto de 2016, pedindo que ele ligasse. Davidson então disse ao Sr. Cohen por telefone que o acordo foi concluído, de acordo com uma pessoa familiarizada com a conversa.
O cronograma apresentado na ação mostra que o e-mail de Davidson veio quando ele e a AMI ainda estavam discutindo os termos do acordo, que McDougal não assinou até o dia seguinte, 6 de agosto. Cohen disse ao The Times por último mês que ele não se lembrava das comunicações.
Depois de assinar o contrato, a Sra. McDougal ficou frustrada quando não ouviu falar sobre colunas ou sessões de fotos durante várias semanas. Mais tarde ela descobriu o porquê. Embora o acordo explicitamente mencionado “uma coluna mensal” sobre envelhecimento e fitness para OK! e Star, e “quatro posts por mês” no Radar Online, isso só deu à AMI “o direito” de imprimi-los. Não foi uma obrigação.
“Ela foi enganada a assiná-lo enquanto estava sendo enganada quanto ao seu conteúdo (inclusive por seu próprio advogado, a cujo conselho ela tinha o direito de confiar)”, diz o processo. Até agora, a AMI tem uma capa e cerca de duas dúzias de colunas ou posts com ela. A empresa posteriormente alterou seu contrato para permitir que ela respondesse a “legítimos pedidos de informações à imprensa” sobre o Sr. Trump.
O Sr. Stris alega que seu cliente foi enganado e que o contrato foi executado sob circunstâncias fraudulentas, dando-lhe o direito de processar judicialmente ao invés de prosseguir na arbitragem.
Rebecca Ruiz contribuiu com reportagem. Publicado por THE NEW YORK TIMES – JIM RUTENBERG
Relacionado
VOCÊ PODE GOSTAR
ACRE
Licenciatura Indígena realiza defesa de TCCs em aldeias no Juruá — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
3 dias atrásem
23 de outubro de 2026O curso de Licenciatura Indígena, do campus Floresta da Ufac, realizou o 1º Seminário Acadêmico de Apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). O evento possibilitou a defesa de 16 trabalhos nas aldeias Barão, da terra indígena Puyanawa, em Mâncio Lima (AC), e Morada Nova, na terra indígena Katukina/Kaxinawá, em Feijó (AC). As atividades ocorreram entre 25 de setembro e 2 de outubro, envolvendo estudantes, professores, egressos do curso, pós-graduandos e as comunidades locais.
Os TCCs defendidos nas aldeias são de autoria de discentes que ingressaram na Ufac em 2023 e deverão colar grau no início de 2027. Os temas das pesquisas contemplaram variados aspectos da vida indígena, abrangendo história, biografia, mitologia, organização política, território, medicina tradicional, grafismos, gênero, terminologias linguísticas, educação especial, atividade cinegética e rituais tradicionais.
A viabilização das defesas nas aldeias ocorreu pela primeira vez em 18 anos de existência da graduação e está de acordo com a pedagogia da alternância, pela qual parte da carga horária do curso é realizada nas comunidades indígenas dos alunos, por meio de pesquisa e extensão. Os recursos para realização do evento foram provenientes de projeto de extensão com o mesmo nome do seminário.
As bancas de avaliação foram compostas por docentes do curso, egressos de outras turmas da Licenciatura Indígena e egressos indígenas de outros cursos da Ufac, inclusive da pós-graduação. Também compuseram algumas bancas pessoas reconhecidas por suas comunidades com “notório saber”, expediente previsto no regulamento de TCC do curso. Além de familiares dos estudantes e moradores das aldeias, indígenas de outras etnias estiverem presentes no seminário.

Organização
A atividade no município de Mâncio Lima, que é vizinho ao campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), ocorreu num só dia, em 25 de setembro, com a defesa de dois TCCs. Já para o evento em Feijó foi necessário um deslocamento de ônibus, com duração de quase seis horas, em 30 de setembro, até o porto da cidade. E, à noite, uma embarcação levou cerca de 20 pessoas até a aldeia Morada Nova, onde houve uma recepção musical para o grupo. Na manhã do dia seguinte começaram as defesas, que prosseguiram até 2 de outubro.

Relacionado
ACRE
Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
4 dias atrásem
22 de outubro de 2026A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.
Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.
Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.
Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.
Herbário
O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.
Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.
A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.
Relacionado
ACRE
Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
4 dias atrásem
21 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza até esta sexta-feira, 23, a 3ª Semana Acadêmica de Física, no prédio do curso, no campus-sede, em Rio Branco. Iniciado nessa segunda-feira, 19, o evento retoma as atividades presenciais da semana acadêmica após seis anos de interrupção, causada pela pandemia de covid-19 e pela reorganização do calendário universitário.
A programação tem atrações abertas ao público, como oficinas de astronomia, observação do Sol com telescópio e um planetário móvel, instalado no segundo andar do prédio de Física. Há ainda palestras, apresentações de pesquisas de estudantes e minicursos práticos de elaboração de material didático, física experimental, criação de mapas, processamento de dados e sismologia.
Organizada em três eixos temáticos, a semana é voltada aos estudantes da licenciatura e do bacharelado em Física e do curso de Física Aplicada às Ciências da Terra. Os primeiros dias tiveram debates e palestras sobre o ensino de física e a formação docente. Em seguida, a programação trata de física pura, como mecânica quântica, relatividade e física de partículas, e termina com geofísica, astronomia e fenômenos naturais.
Segundo o coordenador do evento e professor do curso de Física, Victor Carreira, a retomada presencial reaproxima o curso da comunidade externa e das escolas de educação básica. Turmas do Instituto Federal do Acre visitaram a semana, e escolas da rede pública foram convidadas.

“A semana acadêmica é muito importante tanto para os nossos alunos quanto para a comunidade em geral de Rio Branco”, disse Carreira. “É uma oportunidade para jovens do ensino médio conhecerem a universidade e vivenciarem a ciência na prática.”
A cerimônia de encerramento ocorre nesta sexta-feira, 23, à tarde.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
Relacionado
PESQUISE AQUI
MAIS LIDAS
ACRE7 dias agoUfac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre
ACRE6 dias agoPavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre
ACRE4 dias agoUfac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre
ACRE3 dias agoLicenciatura Indígena realiza defesa de TCCs em aldeias no Juruá — Universidade Federal do Acre
Você precisa fazer login para comentar.