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Guerra na Síria ainda não acabou, diz comandante curdo – 22/12/2024 – Mundo
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Patrícia Campos Mello
Enquanto boa parte do mundo está focada na HTS (Organização para a Libertação do Levante, na sigla em árabe), a milícia que assumiu o poder em Damasco após derrubar o ditador Bashar al Assad, a Turquia avança no norte da Síria e ameaça ocupar o território controlado hoje pelos curdos.
Em entrevista à Folha, o comandante das Forças Democráticas da Síria (SDF, na sigla em inglês), Mazloum Abdi, alerta que o conflito ainda não acabou naquela região do país.
“A guerra acabou em outras partes da Síria; agora, a comunidade internacional precisa pressionar a Turquia a parar com seus ataques no norte do país e chegar a um cessar-fogo”, disse Mazloum. “Nós estamos propondo a criação de uma zona desmilitarizada em Kobani [na fronteira com a Turquia], com a retirada de forças curdas e com supervisão de militares dos EUA, para ter uma trégua duradoura.”
Formada pela milícia curda YPG, por forças sunitas moderadas e por tropas dos Estados Unidos, a SDF foi crucial para derrotar o Estado Islâmico no país. Com o recuo de Assad do norte da Síria durante a guerra (2011-2024), os curdos passaram a controlar 25% do território do país.
Desde a queda do ditador e do avanço da HTS, patrocinado pela Turquia, forças apoiadas por Ancara, como o Exército Nacional Sírio, intensificaram ataques contra os curdos.
O governo turco considera a YPG uma extensão do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que lidera uma insurgência separatista e é listado como uma organização terrorista. Ancara exige que a YPG seja dissolvida e os EUA retirem o apoio aos curdos.
Nas últimas duas semanas, forças turcas assumiram o controle de Manbij e ameaçam invadir Kobani, cidade que ficou famosa por sua resistência em cerco do Estado Islâmico em 2014.
No novo xadrez geopolítico do Oriente Médio, houve um recuo da Rússia e do Irã, e a Turquia se tornou o país mais influente na Síria.
A primeira autoridade estrangeira a se reunir com o líder da HTS, Ahmad Al-Sharaa, foi Ibrahim Kalin, chefe da inteligência turca. E o país foi o primeiro a reabrir sua embaixada em Damasco. Em visita a Idlib, província controlada pela HTS desde 2017, a Folha viu várias bases militares e instalações turcas.
Neste domingo (22), o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, reuniu-se com Sharaa em Damasco e afirmou que “não há espaço para militantes do YPG na Síria”. Segundo ele, o novo governo sírio pode assumir o combate ao Estado Islâmico.
É justamente isso que cacifa os curdos junto aos EUA. Até hoje, eles são responsáveis pela segurança das prisões onde estão milhares de combatentes do EI.
Mazlum afirmou à reportagem que o grupo terrorista está se fortalecendo. “Nas áreas próximas à fronteira do Iraque e no deserto sírio, está crescendo a mobilização do EI. Eles se beneficiam da situação atual e estão se reorganizando.”
Além da retirada das tropas da SDF de Kobani, Mazloum declarou que todos os membros estrangeiros da YPG, curdos vindos de outros países, retornariam caso houvesse um cessar-fogo. Essa era outra reivindicação de Ancara. Mas o chanceler turco se recusa a negociar e disse que os curdos precisam discutir sua situação com o novo governo em Damasco.
Indagado sobre seus contatos com o governo da HTS, Mazloum reconheceu não haver contato direto, “só por meio de nossos aliados”. Já se desenham outros potenciais conflitos: Sharaa afirmou que pretende ter um governo centralizado na Síria, rejeitando a manutenção da autonomia de Rojava, como é chamada a região administrada pelos curdos.
Desde 2011, eles estabeleceram seu próprio governo, embora digam não querer independência. Rojava segue princípios feministas e socialistas, em contraste com o islamismo da HTS.
Os curdos também temem ser traídos novamente por Donald Trump. Em 2019, durante o primeiro mandato, o presidente dos EUA retirou tropas americanas da região, abrindo caminho para que forças patrocinadas pelos turcos ocupassem o oeste de Rojava. Milhares de curdos da província de Afrin tiveram de se refugiar em outras partes do país.
Sob o governo Biden, Washington aumentou gradualmente o número de soldados na região curda, e hoje são cerca de 2 mil.
Trump deu indicações de que deve seguir a mesma linha de sua primeira passagem pela Casa Branca. Já sinalizou que vai adotar posição de não interferência. “Os EUA não têm nada a ver com isso. Essa não é nossa guerra”, tuitou após a HTS derrubar Assad.
Fã declarado do estilo durão do presidente turco, Recep Erdogan, Trump elogiou o papel da Turquia na queda do ditador sírio. Disse que foi um movimento “muito inteligente”, “sem perda de muitas vidas”.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.
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