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Guerra Rússia-Ucrânia: Lista dos principais eventos, dia 998 | Notícias da guerra Rússia-Ucrânia
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À medida que a guerra entra no seu 998º dia, estes são os principais desenvolvimentos.
Esta é a situação na terça-feira, 19 de novembro:
Combate
- Um ataque com mísseis russos contra um bairro residencial matou 10 pessoas e feriu 44 no porto ucraniano de Odesa, no Mar Negro. Quatro crianças estavam entre os feridos, enquanto três pessoas estão em estado grave, segundo autoridades locais.
- O Ministério da Defesa da Rússia disse que as suas forças assumiram o controlo da aldeia de Novooleksiivka, na região de Donetsk, no leste da Ucrânia.
- O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, visitou as cidades da linha de frente oriental de Pokrovsk e Kupiansk, enquanto Kiev marca 1.000 dias desde o início da invasão em grande escala da Rússia.
- A agência mundial de vigilância de armas químicas disse ter encontrado vestígios de gás lacrimogêneo em amostras coletadas no mês passado na linha de frente com a Rússia, na região ucraniana de Dnipropetrovsk. A equipa não foi obrigada a atribuir culpas, mas a Ucrânia e os EUA alegaram que a Rússia utilizou ilegalmente gás lacrimogéneo para limpar trincheiras.
- Os ucranianos em Odesa estavam sem energia há 24 horas na manhã de segunda-feira e mais cortes eram esperados em todo o país depois que um ataque com mísseis russos danificou a infraestrutura energética.
Mísseis de longo alcance
- Os Estados Unidos afirmaram que a Rússia está a intensificar a sua guerra na Ucrânia ao enviar tropas norte-coreanas depois de o Kremlin ter alertado Washington que estava a colocar “combustível na fogueira” ao permitindo que as forças de Kyiv atacassem longe na Rússia com armas fabricadas nos EUA.
- O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia reiterou que a utilização pela Ucrânia de mísseis de longo alcance para atacar o território russo marcaria uma escalada radical do conflito, desencadeando uma resposta “adequada e tangível”.
- Mudanças na doutrina nuclear da Rússia foram elaboradas e só precisam ser formalizadas, segundo Dmitry Peskov, secretário de imprensa do Kremlin.
- O presidente francês, Emmanuel Macron, disse que a administração do presidente dos EUA, Joe Biden, tomou uma “boa decisão” ao permitir que a Ucrânia usasse armas fabricadas nos EUA para atacar dentro da Rússia.
- O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Jean-Noel Barrot, também sinalizou que permitir que Kiev atacasse alvos militares dentro da Rússia continuava a ser uma opção para a França, que forneceu mísseis de longo alcance à Ucrânia.
- O presidente polaco, Andrzej Duda, disse que a decisão de permitir que a Ucrânia utilize armas fabricadas nos EUA para atacar profundamente a Rússia pode ser um momento decisivo na guerra.
- Um porta-voz do governo alemão disse que Berlim mantém a sua decisão de não fornecer mísseis de longo alcance à Ucrânia, apesar da decisão de Washington.
- O primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, disse que se opõe veementemente à decisão dos EUA, chamando-a de “escalada de tensões sem precedentes” destinada a frustrar as negociações de paz.
- O ministro das Relações Exteriores da Hungria, Peter Szijjarto, também classificou a medida como “surpreendentemente perigosa”.
- O chefe de política externa da UE, Josep Borrell, disse esperar que o bloco concorde em permitir que a Ucrânia use armas para atacar dentro da Rússia. Ele também expressou preocupação com relatos de que o Irã, a Coreia do Norte e a China produzem e fornecem sistemas de armas à Rússia para a guerra na Ucrânia.
Diplomacia internacional
- Os líderes do Grupo das 20 principais economias, reunidos no Brasil esta semana, emitiram uma declaração conjunta destacando o sofrimento causado pelos conflitos em Gaza e na Ucrânia, alcançando um consenso estreito sobre a escalada da guerra na Rússia centrada no “sofrimento humano” e nas suas consequências económicas.
- O chanceler alemão, Olaf Scholz, disse que discutirá a entrega de bens de dupla utilização com o presidente chinês, Xi Jinping, no G20, após uma notícia de que uma fábrica chinesa está produzindo drones militares para a Rússia. Scholz acrescentou que também dirá a Xi que é inaceitável que soldados norte-coreanos sejam enviados para combater a Ucrânia.
- Falando na Cimeira do G20, o presidente sul-coreano, Yoon Suk-yeol, instou a Coreia do Norte e a Rússia a pôr fim ao que ele disse ser a sua cooperação militar ilegal.
- Falando à margem da cimeira do G20, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, disse que o apoio à Ucrânia é o “número um” da sua agenda.
- A Embaixadora dos EUA na ONU, Linda Thomas-Greenfield, disse que os EUA anunciarão assistência de segurança adicional para a Ucrânia nos próximos dias.
- O ministro das Relações Exteriores da Estônia, Margus Tsahkna, disse que a ligação de Scholz com o presidente russo, Vladimir Putin, foi um “erro estratégico” que enfraqueceu a unidade europeia diante da guerra de Moscou contra a Ucrânia.
Sanções
- A UE ampliou as sanções contra o Irão devido ao apoio de Teerão à Rússia na sua guerra contra a Ucrânia, disse a Comissão Europeia, visando a República Islâmica do Irão e o seu diretor Mohammad Reza Khiabani, entre outros.
- O Reino Unido impôs sanções contra a companhia aérea e transportadora nacional do Irão em resposta à alegada transferência de mísseis balísticos do Irão para a Rússia para utilização no campo de batalha contra a Ucrânia.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre
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16 de junho de 2026
A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.
A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.
O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.
O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.
Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.
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Ufac e Fiocruz fazem oficina sobre leishmaniose em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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16 de junho de 2026A Ufac e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram a oficina Epidemiologia, Vigilância e Controle da Leishmaniose Cutânea. O evento ocorreu em 1 de junho, no auditório do Instituto Federal do Acre, em Sena Madureira (AC), reunindo 110 agentes comunitários de saúde e 20 agentes de combate às endemias.
A programação contou com palestras e discussões sobre aspectos epidemiológicos, clínicos e diagnósticos da doença, abordando ciclos de transmissão, vetores e reservatórios envolvidos na manutenção da chamada “ferida brava”, nome popular da leishmaniose cutânea. Além disso, foram realizadas atividades práticas com o uso de lupas e microscópios, permitindo aos profissionais a observação de características dos vetores e compreensão dos métodos laboratoriais utilizados no diagnóstico da doença.
Com mais de 11 mil casos registrados na última década, o Acre ocupa posição de destaque no cenário nacional da doença. Em 2025, o município de Sena Madureira foi classificado pelo Ministério da Saúde como área de risco intenso para transmissão da leishmaniose cutânea, apresentando média anual de 64 casos.
A oficina integra as atividades do projeto de ensino, pesquisa e extensão EpiLeish-Acre, que na Ufac é coordenado pelo professor Francisco Glauco de Araujo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza. Para o pesquisador Leandro Siqueira, do Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz, ações educativas para enfrentar a doença são fundamentais. “Profissionais bem capacitados conseguem orientar de forma mais eficaz a população, contribuindo para o diagnóstico e tratamento precoce”, ressaltou.
O secretário municipal de Saúde de Sena Madureira, Willisson Viana, destacou a relevância das parcerias institucionais. “Buscamos fortalecer parcerias com instituições de referência, como a Fiocruz e a Ufac, que contribuem significativamente para o desenvolvimento técnico das nossas equipes.”
O diretor da Vigilância em Saúde de Sena Madureira, Serginey Amorim, disse que a capacitação fortalece ações de saúde pública. “Com conhecimento atualizado e capacitação contínua, ampliamos a prevenção, melhoramos o diagnóstico precoce e fortalecemos as ações de controle da doença em nosso município.”
A iniciativa foi organizada pelos Laboratórios de Patologia e Biologia Parasitária e de Entomologia Médica, da Ufac, e pelo Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz.
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