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Haddad: Brasil crescerá menos em 2025, para segurar preços – 07/03/2025 – Mercado
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Pedro S. Teixeira
O Brasil vai continuar crescendo, “com um pouquinho mais de moderação”, por causa do esforço para controlar a inflação no país, disse, nesta sexta-feira (7), o ministro Fernando Haddad (Fazenda).
“Essa calibragem é fundamental para continuar crescendo, mas mantendo a inflação minimamente controlada”, afirmou ele, durante participação no programa de entrevistas Flow Podcast.
Segundo as projeções do Ministério da Fazenda, o PIB (Produto Interno Bruto) deve avançar 2,5% em 2025. No ano passado, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a alta foi de 3,4%, com a atividade econômica impulsionada pelo consumo das famílias, além dos setores de serviços e indústria.
Bancos de investimento ouvidos pela Folha projetam um crescimento ainda menor —em uma faixa entre 1,5% e 2,2%.
As projeções para o primeiro trimestre deste ano são de crescimento mais forte, por causa dos resultados do agronegócio, que opera sob expectativa de boa safra. O resultado deve desacelerar nos trimestres seguintes.
Para Haddad, a inflação deve cair quando os resultados da produção agrícola chegarem aos mercados. “Produtos que estão com preços altos hoje vão ficar sob controle quando entrar a safra.”
“O milho está caro. A galinha come milho, o ovo ficou caro, o frango ficou caro”, disse. “Há algumas coisas como o café que exigem mais cuidado. A demanda do café no mundo está desatendida”, acrescentou.
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O ministro também mencionou o corte do imposto de importação sobre uma lista de alimentos, que inclui, milho, café, azeite, óleos de palma e girassol, além de outros gêneros alimentícios.
Na ocasião, o chefe da Fazenda comparou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao par americano, Donald Trump. “O cara [Trump] está taxando todo mundo, enquanto o Lula está reduzindo imposto de importação”
O patamar da taxa básica de juros, hoje referenciada em 13,25% sob justificativa de controlar a inflação, puxada sobretudo pelos alimentos, é um dos motivos para a projeção de breque no crescimento. A pesquisa Focus, que ouve economistas, projeta uma alta para 15% até o fim do ano.
Rafaela Vitória, economista-chefe do banco Inter, projeta um crescimento de apenas 1,5% em 2025 e afirma que a economia opera abaixo do seu potencial, o que permite discutir o fim do ciclo de alta dos juros, sem que seja necessário levar a taxa básica dos atuais 13,25% para os 15% ao ano projetados na pesquisa Focus.
Sob influência de uma baixa no consumo das famílias, a economia brasileira já perdeu ritmo no quarto trimestre, mas fechou 2024 com alta de 3,4% no acumulado do ano, apontam dados do PIB (Produto Interno Bruto) divulgados pelo IBGE.
O crescimento de 3,4% veio após avanço de 3,2% em 2023. Trata-se da maior alta desde 2021 (4,8%), quando o PIB se recuperava dos estragos da pandemia no ano anterior.
Se o ano atípico de 2021 não fosse levado em conta, já que a base de comparação com 2020 estava fragilizada pela pandemia, a alta de 3,4% seria a maior desde 2011 (4%).
Estudo recente da consultoria LCA indicou que o patamar elevado dos preços ofuscou a percepção de melhora da renda do trabalho e da atividade econômica.
Para frear a inflação, o governo anunciou na quinta (6) que vai zerar a alíquota de importação de produtos como carne, café, milho, óleos e açúcar. Associações afirmaram que a medida é inócua.
O aumento do óleo diesel e do frete pressiona os alimentos e pode ameaçar as ações para conter os preços da comida.
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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre
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1 de junho de 2026A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física.
O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.
A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.
Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico.
“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.
Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.
O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre
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1 de junho de 2026O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.
A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.
Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.
Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.
As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.
“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”
Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.
Próximos passos
Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:
– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;
– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.
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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre
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28 de maio de 2026O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.
O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.
O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.
Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.
A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.
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