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Híbrido BYD Song Plus passa por teste de 30 dias – 16/12/2024 – Mercado

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Rodrigo Mora

Na saída para o teste de longa duração com o BYD Song Plus, os marcadores indicavam que o SUV híbrido com tecnologia plug-in poderia ir longe.

O indicador do tanque combustível aponta 1.099 quilômetros de autonomia, enquanto o da bateria mostra 86 quilômetros de alcance. O desafio foi ficar um mês sem colocar gasolina, utilizando somente a energia elétrica nos reabastecimentos.

Lançado em novembro de 2022, o modelo já passou por atualizações, sendo a principal a troca da bateria de 8,3 kWh por outra de maior capacidade, com 18,3 kWh.

Dados da montadora garantem que o Song Plus roda até 105 quilômetros sem emitir fumaça, ou 1.200 km até que ambas fontes de energia se esgotem. O ideal é sempre manter as baterias com alguma carga, para poluir menos.

Instalado no eixo dianteiro, o motor elétrico de 194 cv faz o SUV se mover com ânimo, embora não apresente a aceleração abrupta dos carros a bateria mais potentes, como os esportivos da Porsche, da Audi e da BMW.

Quando aparece, o 1.5 aspirado (105 cv) se mostra um tanto áspero e ruidoso. Combinados, os motores somam 235 cv e 40,8 kgfm de torque, suficientes para garantir bom desempenho ao BYD.

Segundo a medição feita pelo Instituto Mauá de Tecnologia, o SUV chinês acelera do zero até os 100 km/h em 8,5 segundos.

A cabine isola bem os ruídos externos, enquanto os bancos permitem viajar com conforto, sem causar incômodo mesmo após duas ou três horas ao volante.

O acabamento surpreende aos que conheceram os carros chineses da década passada. As texturas pobres de antes deram lugar a materiais que aparentam qualidade. Até o cheiro melhorou.

O entre-eixos de 2,76 metros garante bom espaço interno. Com 4,71 m de comprimento, ainda há lugar para um porta-malas com 574 litros de capacidade.

O porte do BYD Song Plus é semelhante ao do Jeep Commander, mas o preço de R$ 239,8 mil o aproxima do Jeep Compass Série S T270, que sai por R$ 241.990. A dupla produzida pelo grupo Stellantis é referência no segmento.


Ao volante do Song Plus, o motorista tem a sensação agradável de ver o marcador de combustível imóvel por muitos quilômetros. Contudo, quando chega a hora de recarregar a bateria, se depara com situações outrora raras para um usuário de elétricos ou híbridos plug-in.

A primeira é a disputa por um carregador. No shopping utilizado pela reportagem para a primeira recarga, na zona sul de São Paulo, duas das quatro vagas demarcadas estavam ocupadas —por modelos da BYD, aliás.

É como uma dança das cadeiras: quando alguém desocupa aquele espaço, é preciso correr para garantir a vez de espetar o carro na tomada.

Outra novidade é a cobrança pela energia, o que não ocorria quando essa frota era quase inexistente. Hoje, além da tarifa que costumam variar de R$ 2 a R$ 4 por kWh (quilowatt-hora), pode haver uma taxa adicional por ociosidade.

O valor começa a ser cobrado alguns minutos após a recarga ser concluída. É uma forma de evitar que o veículo fique plugado desnecessariamente, impedindo que um outro automóvel seja reabastecido.

Números da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) revelam que os 136,8 mil carros híbridos e elétricos vendidos entre janeiro e outubro deste ano superam em 8% o montante de veículos dessas categorias emplacados entre 2012 e 2022. Fornecer energia gratuita, portanto, não é mais viável.

Ao longo de um mês de avalição, outras três paradas para a reposição de energia foram feitas, embora nem sempre necessárias. Mas manter a bateria cheia é o truque para garantir a eficiência de um híbrido plug-in.

Caso não faça as recargas, o motorista pode se deparar com um consumo até pior do que o de um carro apenas a combustão. O motivo principal é o peso extra gerado pelo conjunto de baterias associado à motorização elétrica.

Com 1.790 kg, leveza não é uma característica do Song Plus.

Outra razão para se preservar a energia está no desempenho. Quando se está no fim da carga, o BYD fica mais lento, já que o seu cérebro eletrônico privilegia a autonomia. é possível perceber a redução do desempenho nas retomadas, por exemplo.

Ao fim do teste foram 1.065 quilômetros rodados, que custaram R$ 61,07 de energia elétrica. Na devolução à BYD, o marcador estava na reserva e exibia 50 km de autonomia com gasolina.



Leia Mais: Folha

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Projeto de extensão seleciona resumos expandidos para publicação — Universidade Federal do Acre

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O projeto de extensão ComunicAÇÃO, da Ufac, realiza processo seletivo para submissão de trabalhos extensionistas, na modalidade de resumo expandido. Os selecionados comporão a Coleção de Cadernos de Extensão “Ufac e Comunidade”. As inscrições estão abertas até 30 de junho, por meio de formulário online.

O trabalho inscrito deve estar contemplado em uma das áreas temáticas: comunicação, cultura, direitos humanos e justiça, educação, meio ambiente, saúde, tecnologia e produção, trabalho. Cada resumo deverá estar vinculado a uma ação de extensão (projeto, curso, evento ou programa) institucionalizada na Ufac.

“O resumo expandido deverá evidenciar, de forma clara e consistente, as experiências adquiridas e/ou vivenciadas junto à comunidade externa ao longo do desenvolvimento da ação de extensão, destacando as interações estabelecidas, os impactos gerados, os aprendizados construídos e as contribuições mútuas decorrentes da execução das atividades”, detalha o item 3.1 do edital.

A seleção consiste em avaliação por uma comissão que indicará 50 trabalhos aptos para publicação na 1ª Edição da Coleção de Cadernos de Extensão, considerando a formatação e os aspectos científicos, além do envolvimento da comunidade externa, dos resultados obtidos e da efetividade da metodologia proposta. O resultado final do processo seletivo está previsto para 21 de agosto.

Para mais informações sobre o certame, leia o edital Proex n.º 9.1/2026.

 



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Reitora da Ufac participa de fórum Brasil-África em Brasília — Universidade Federal do Acre

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A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou, nessa segunda-feira, 25, em Brasília, do 1º Fórum de Reitores Brasil-África. A convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Ministério da Educação (MEC), ela representou a Ufac no encontro, acompanhada da pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino Ferreira. O evento segue até quarta-feira, 27, e tem como foco o fortalecimento da cooperação internacional em educação superior entre universidades brasileiras e instituições africanas.

Guida destacou a importância da presença da Ufac em um espaço voltado ao diálogo internacional e à construção de parcerias acadêmicas. Segundo a reitora, a aproximação entre Brasil e África por meio da educação, da pesquisa, da inovação e da troca de experiências permite avançar em soluções conjuntas para desafios comuns. “Temos histórias, identidades e desafios que nos aproximam, e a universidade tem um papel fundamental nessa conexão”, afirmou.

O fórum é uma iniciativa liderada pelo MEC, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior. A programação reúne reitores, pró-reitores e assessores de cooperação internacional de universidades federais, estaduais e privadas do Brasil, além de representantes de universidades africanas mobilizadas pela Associação de Universidades Africanas.

Reitora da Ufac participa de fórum de reitores em Brasília-vice.jpg

A proposta do encontro é ampliar as relações acadêmicas entre Brasil e África, com a construção de novos acordos institucionais, programas de mobilidade estudantil, intercâmbio científico e cooperação em áreas estratégicas como agricultura, energias renováveis, mineração, petróleo e gás, setor aeroespacial, inteligência artificial e ciências humanas.

A programação inclui painéis temáticos, reuniões bilaterais, workshops e sessões voltadas à construção de novas parcerias universitárias. Ao final do evento, os resultados e compromissos construídos serão formalizados na Carta de Brasília do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, documento que deve orientar os próximos passos da cooperação entre universidades brasileiras e africanas.

 



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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre

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Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.

A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.

O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.

Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.

A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.

A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.

Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.



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