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Hora de festa no aeroporto de Damasco com a retomada dos voos internacionais | Síria
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1 ano atrásem
Ruth Michaelson and Obaida Hamad in Damascus
Os voos internacionais foram retomados no aeroporto de Damasco pela primeira vez desde a queda de Bashar al-Assad, incluindo o primeiro voo direto de Doha em 13 anos, num clima de festa no saguão de desembarque.
Uma mulher apoiou um alto-falante tocando uma canção patriótica, enquanto outras duas soltaram chamas de fumaça verde enquanto a multidão aplaudia, cantava e cantava.
“Esta é a primeira vez que passo por este aeroporto desde 2005 e sinto orgulho de ser sírio”, disse um passageiro, Bashar al-Hussein, originário da cidade síria de Daraa, que disse ter viajado de sua atual casa em Dubai para Doha para poder embarcar no primeiro voo directo para Damasco.
O Qatar, um forte oponente de Assad, suspendeu os voos 13 anos antes, após a revolta contra o seu governo.
A reabertura do aeroporto foi mais do que apenas viagens, disse ele. Chegar ao aeroporto sob um novo governo, onde os passageiros já não se sentiam sob vigilância e os funcionários se recusavam a aceitar subornos, foi uma experiência nova. “Do aeroporto até a última porta, você acabaria pagando cerca de US$ 200”, disse ele. “Mesmo as pessoas que não fizeram nada de errado tiveram que pagar.”
Numa recordação da vida sob o estado de segurança de Assad, acrescentou, alguns passageiros do seu voo souberam apenas no controlo de passaportes que o regime anterior tinha apresentado acusações contra eles.
Muitos dos funcionários de terra, trabalhadores das companhias aéreas e tripulantes de cabine da Cham Wings e da SyriaAir da Síria regressaram ao trabalho, embora pelo menos um tenha mencionado que ainda não foram pagos.
Forças de segurança em trajes totalmente pretos ou equipamentos camuflados circulavam pela entrada do aeroporto, enquanto outras alinhadas ao novo governo, lideradas pelo grupo islâmico HTS, guarneciam pontos de imigração e segurança do aeroporto. Um muezzin cantou o chamado à oração de uma varanda, enquanto membros da defesa civil da Síria, conhecidos como Capacetes Brancos, observavam.
Ali Reda, piloto da SyriaAir, estava alegre após retornar ao trabalho. Os buracos de bala na torre de controle de tráfego aéreo foram consertados, disse ele, bem como alguns outros reparos necessários quando o aeroporto foi saqueado durante um período de 12 horas, quando foi abandonado por forças leais a Assad após a fuga do ditador. Muitos dos que agora controlam o aeroporto nunca tinham feito este tipo de trabalho antes, disse ele.
“O aparato de segurança mudou, mas o pessoal da aviação civil e o pessoal de terra que trabalhavam no dia a dia acabaram de voltar a fazer o seu trabalho”, acrescentou. Reda veio trabalhar no dia de folga para ajudar nos primeiros vôos de Damasco. Ele elogiou as novas medidas de segurança no aeroporto como “alinhadas com os padrões internacionais”.
Uma passageira que se identificou apenas como Basma disse que estava muito nervosa antes de embarcar em seu primeiro voo para Doha, onde transitaria para visitar sua filha em Brisbane. Ela havia feito a reserva há apenas alguns dias, disse ela, evitando uma viagem de carro de duas horas até o aeroporto de Beirute, que anteriormente era a única forma de acesso à maioria das companhias aéreas internacionais.
“É muito melhor viajar pelo aeroporto de Damasco do que lidar com os guardas de fronteira libaneses. Eles sempre nos humilhavam quando atravessávamos”, disse ela. “Os sírios em geral estão felizes por ter o aeroporto de Damasco de volta.”
Os funcionários da SyriaAir e da Cham Wings, ambas ainda sob sanções do Tesouro dos EUA pelo transporte de mercenários, armas e outras formas de tráfico sob o comando de Assad, estavam optimistas de que novas rotas de voo poderiam ser abertas em breve.
As companhias aéreas voam atualmente regularmente para os Emirados, e o pessoal da Cham Wings disse que estavam reiniciando os voos para o Kuwait, Bagdá e Erbil, enquanto a Turquia e outras companhias aéreas internacionais deveriam reiniciar os voos diretos para Damasco.
O Tesouro dos EUA suspendeu sanções selecionadas com instituições governamentais sírias no início desta semana, dizendo que isso permitiria a prestação de serviços públicos e assistência humanitária. Reda estava esperançoso de que um novo governo na Síria significasse que as sanções à SyriaAir poderiam ser levantadas em breve, permitindo-lhe restaurar a frota.
“Estar na lista de sanções destruiu a nossa frota porque não conseguimos peças sobressalentes para os aviões – a nossa frota está reduzida a dois aviões dos 18 que tínhamos antes”, disse ele. O levantamento das sanções também poderia significar a retomada dos voos diretos para a Europa pela primeira vez em anos, esperava ele – “Sinto falta das minhas escalas na Europa – em Manchester”.
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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