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Hospitais são usados para críticos ao regime da China – 26/01/2025 – Mundo

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Nyima Pratten

Quando Zhang Junjie tinha 17 anos, ele decidiu protestar do lado de fora da sua universidade contra as regras estabelecidas pelo governo da China. Em poucos dias, ele foi internado em um hospital psiquiátrico para tratamento de esquizofrenia.

Junjie é uma das dezenas de pessoas identificadas pela BBC que foram internadas depois de protestar ou reclamar com as autoridades.

Muitas pessoas com quem conversamos receberam medicamentos antipsicóticos e, em alguns casos, eletroconvulsoterapia (ECT), sem seu consentimento.

Há décadas, há notícias de que a hospitalização estava sendo usada na China como uma forma de deter cidadãos dissidentes sem envolver os tribunais. No entanto, a BBC descobriu que um problema que a legislação procurou resolver voltou à tona recentemente.

Junjie diz que foi contido e agredido pela equipe do hospital antes de ser forçado a tomar medicamentos.

Sua provação começou em 2022, depois que ele protestou contra as duras políticas de lockdown da China em decorrência da pandemia de covid-19. Ele diz que seus professores o identificaram depois de apenas cinco minutos, e entraram em contato com seu pai, que o levou de volta para a casa da família. Ele conta que seu pai chamou a polícia e, no dia seguinte – em seu aniversário de 18 anos -, dois homens o levaram para o que eles diziam ser um centro de testes de covid-19, mas que, na verdade, era um hospital.

“Os médicos me disseram que eu tinha um transtorno mental muito grave… Depois me amarraram em uma cama. Os enfermeiros e os médicos me disseram repetidamente que, por causa das minhas opiniões sobre o partido e o governo, eu devia estar mentalmente doente. Foi aterrorizante”, disse ele ao Serviço Mundial da BBC. Ele ficou lá por 12 dias.

Junjie acredita que seu pai se sentiu forçado a entregá-lo às autoridades porque ele trabalhava para o governo local.

Pouco mais de um mês depois de receber alta, Junjie foi preso novamente. Desafiando a proibição de fogos de artifício no Ano Novo Chinês (medida adotada para combater a poluição do ar), ele fez um vídeo de si mesmo soltando fogos. Alguém fez o upload do vídeo online, e a polícia conseguiu vinculá-lo a Junjie.

Ele foi acusado de “provocar brigas e criar problemas”, acusação frequentemente usada para silenciar as críticas ao governo chinês. Junjie diz que foi internado à força novamente por mais de dois meses.

Após receber alta, Junjie recebeu uma receita para medicamentos antipsicóticos. Vimos a receita – era de Aripiprazol, usado para tratar esquizofrenia e transtorno bipolar.

“Tomar o medicamento me fazia sentir como se meu cérebro estivesse uma bagunça”, diz ele, acrescentando que a polícia ia à sua casa para verificar se ele havia tomado o remédio.

Temendo uma terceira internação, Junjie decidiu deixar a China. Ele disse aos pais que estava voltando para a universidade para arrumar seu quarto – mas, na verdade, ele fugiu para a Nova Zelândia.

Ele não se despediu da família nem dos amigos.

Junjie é uma das 59 pessoas que a BBC confirmou – seja conversando com elas ou com seus parentes, seja consultando documentos judiciais – que foram internadas por motivos de saúde mental depois de protestar ou desafiar as autoridades.

A questão foi reconhecida pelo governo da China – a Lei de Saúde Mental do país, de 2013, teve como objetivo impedir esse abuso, tornando ilegal o tratamento de alguém que não esteja mentalmente doente. Também declara explicitamente que a internação psiquiátrica deve ser voluntária, a menos que o paciente represente um perigo para si mesmo ou para os outros.

De fato, o número de pessoas detidas em hospitais de saúde mental contra a vontade aumentou recentemente, disse um renomado advogado chinês ao Serviço Mundial da BBC. Huang Xuetao, que participou da elaboração da lei, culpa o enfraquecimento da sociedade civil e a falta de freios e contrapesos.

“Já me deparei com muitos casos como este. A polícia quer poder, mas evita a responsabilidade”, diz ele.

“Qualquer pessoa que conheça as deficiências deste sistema pode abusar dele.”

Um ativista chamado Jie Lijian nos contou que recebeu tratamento para um transtorno mental sem seu consentimento em 2018.

Lijian diz que foi detido por participar de um protesto exigindo melhores salários em uma fábrica. Ele afirma que a polícia o interrogou por três dias antes de levá-lo a um hospital psiquiátrico.

Assim como Junjie, Lijian conta que receitaram medicamentos antipsicóticos para ele, que prejudicaram seu pensamento crítico.

Após uma semana internado, ele diz que recusou mais medicamentos. Depois de brigar com a equipe e ser informado de que estava causando problemas, Lijian foi enviado para a eletroconvulsoterapia – terapia que envolve a passagem de correntes elétricas pelo cérebro do paciente.

“A dor era da cabeça aos pés. Meu corpo inteiro parecia que não era meu. Foi muito doloroso. Choque elétrico ligado. Depois, desligado. Choque elétrico ligado. Depois, desligado. Desmaiei várias vezes. Achei que estava morrendo”, revela.

Ele afirma que recebeu alta depois de 52 dias. Agora, ele tem um emprego de meio período em Los Angeles, nos EUA, e está buscando asilo no país.

Em 2019, um ano após Lijian dizer que foi internado, a Associação Médica Chinesa atualizou suas diretrizes de ECT, afirmando que a terapia só deve ser administrada com consentimento e sob anestesia geral.

Queríamos saber mais sobre o envolvimento dos médicos nesses casos.

Falar com a imprensa estrangeira, como a BBC, sem permissão poderia colocá-los em apuros, portanto, nossa única opção era nos disfarçar.

Marcamos consultas telefônicas com médicos que trabalham em quatro hospitais que, de acordo com nossas evidências, estão envolvidos em internações forçadas.

Usamos uma história inventada sobre um parente que havia sido hospitalizado por postar comentários contra o governo na internet – e perguntamos a cinco médicos se eles já haviam se deparado com casos de pacientes enviados pela polícia.

Quatro confirmaram que sim.

“O departamento de psiquiatria tem um tipo de internação chamado de ‘encrenqueiros'”, nos contou um médico.

Outro médico, do hospital onde Junjie foi internado, parece confirmar sua história de que a polícia continua a vigiar os pacientes após receber alta.

“A polícia vai verificar você em casa para garantir que você tome seu remédio. Se você não tomar, pode infringir a lei novamente”, ele disse.

Entramos em contato com o hospital em questão para comentar o assunto, mas eles não responderam.

Tivemos acesso aos prontuários médicos do ativista pela democracia Song Zaimin, internado pela quinta vez no ano passado, o que deixa claro como as opiniões políticas parecem estar intimamente ligadas a um diagnóstico psiquiátrico.

“Hoje, ele estava… falando muito, falando incoerentemente e criticando o Partido Comunista. Portanto, ele foi enviado ao nosso hospital para tratamento hospitalar pela polícia, pelos médicos e pelo comitê de moradores locais. Esta foi uma internação involuntária”, diz o documento.

Pedimos a Thomas G. Schulze, presidente eleito da Associação Mundial de Psiquiatria, que analisasse estas anotações. Ele respondeu:

“Pelo que está descrito aqui, ninguém deveria ser internado involuntariamente e tratado contra sua vontade. Isso cheira a abuso político.”

Entre 2013 e 2017, mais de 200 pessoas relataram que haviam sido internadas injustamente pelas autoridades, de acordo com um grupo de jornalistas cidadãos na China que documentou abusos da Lei de Saúde Mental.

Suas reportagens terminaram em 2017, porque o fundador do grupo foi detido e posteriormente preso.

Para as vítimas que buscam justiça, o sistema jurídico parece estar contra elas.

Um homem que vamos chamar de Li, que foi internado em 2023 após protestar contra a polícia local, tentou entrar com um processo judicial contra as autoridades por seu encarceramento.

Diferentemente de Junjie, os médicos disseram a Li que ele não estava doente, mas a polícia contratou um psiquiatra externo para avaliá-lo, que o diagnosticou com transtorno bipolar, e ele foi mantido lá por 45 dias.

Após ser liberado, ele decidiu contestar o diagnóstico.

“Se eu não processar a polícia, é como se eu aceitasse estar mentalmente doente. Isso vai ter um grande impacto no meu futuro e na minha liberdade, porque a polícia pode usar isso como motivo para me prender a qualquer momento”, diz ele.

Na China, os prontuários de qualquer pessoa diagnosticada com um transtorno grave de saúde mental podem ser compartilhados com a polícia – e até mesmo com os comitês de moradores locais.

Mas Li não foi bem-sucedido – os tribunais rejeitaram seu recurso.

“Ouvimos nossos líderes falarem sobre o Estado de direito”, ele nos disse. “Nunca sonhamos que um dia poderíamos ser trancados em um hospital psiquiátrico.”

A BBC encontrou 112 pessoas listadas no site oficial de decisões judiciais chinesas que, entre 2013 e 2024, tentaram entrar com processos contra a polícia, governos locais ou hospitais por esse tipo de tratamento.

Cerca de 40% dos autores dos processos estavam envolvidos em reclamações contra as autoridades. Apenas dois ganharam seus casos.

E o site parece ser censurado – cinco outros casos que investigamos não constam no banco de dados.

A questão é que a polícia desfruta de “considerável poder discricionário” para lidar com “encrenqueiros”, de acordo com Nicola MacBean, da The Rights Practice, uma organização de direitos humanos de Londres.

“Enviar alguém para um hospital psiquiátrico, contornando os procedimentos, é uma ferramenta muito fácil e muito útil para as autoridades locais.”

As atenções agora estão voltadas para o destino da vlogger Li Yixue, que acusou um policial de agressão sexual. Diz-se que Yixue foi internada recentemente pela segunda vez depois que suas postagens nas redes sociais falando sobre a experiência se tornaram virais. Há informações de que ela está agora sob vigilância em um hotel.

Apresentamos as conclusões da nossa investigação à embaixada chinesa no Reino Unido. Eles disseram que, no ano passado, o Partido Comunista Chinês “reafirmou” que precisa “melhorar os mecanismos” em torno da lei, que, segundo ele, “proíbe explicitamente a detenção ilegal e outros métodos para privar ou restringir ilegalmente a liberdade pessoal dos cidadãos”.

*Reportagem adicional de Georgina Lam e Betty Knight

Texto publicado originalmente aqui.



Leia Mais: Folha

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Ufac retoma reuniões presenciais dos conselhos superiores após 6 anos — Universidade Federal do Acre

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A Ufac retomou as sessões presenciais dos seus órgãos colegiados após quase seis anos. O retorno foi marcado pela 2ª reunião ordinária do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepex) de 2026, a qual ocorreu nesta quarta-feira, 19, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede.

As sessões passaram a ser remotas devido à pandemia da covid-19, em 2020. Depois, foram impactadas por paralisações dos servidores, crise no transporte público de Rio Branco e greve dos estudantes. “É um recomeço e o cumprimento de um dos principais compromissos assumidos durante nossa campanha eleitoral”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Este anfiteatro foi arena de grandes lutas do movimento sindical e dos próprios conselhos universitários.”

Segundo o servidor Jairo Nogueira, que atuou na intermediação do encontro com a Reitoria, a volta do formato presencial é fundamental para resgatar a interação direta entre os colegas e destravar os processos acumulados do Cepex. A sessão serviu de preparo para a reunião do Conselho Universitário (Consu), agendada para esta quinta-feira, 20.

Entre as propostas para a sessão do Consu, destacam-se reformulações no organograma da universidade, como a criação da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade, a reestruturação da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, que passará a incorporar ações de inovação e o fortalecimento da autonomia do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, com a criação da figura do diretor do campus e de duas diretorias administrativas de suporte.

Por conta dos custos operacionais para o deslocamento dos 21 conselheiros de Cruzeiro do Sul, o modelo no campus do interior seguirá de forma híbrida temporariamente. A gestão está estruturando uma sala com suporte tecnológico para garantir a transmissão em tempo real, sem prejuízos aos participantes remotos. Paralelamente, nos próximos cem dias, a Reitoria pretende adaptar um espaço definitivo para as reuniões dos órgãos colegiados no campus-sede.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Podcast da Ufac entrevista novo reitor Josimar Ferreira — Universidade Federal do Acre

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O canal UfacTV no YouTube transmitiu ao vivo, na quinta-feira, 13, a estreia da terceira temporada do CapiCast, podcast oficial produzido pela Assessoria de Comunicação da universidade. O episódio inaugural trouxe como convidado o professor Josimar Ferreira, que assumiu a Reitoria da instituição para o quadriênio 2026-2030, em uma entrevista conduzida pela apresentadora e assessora de Comunicação Nattércia Damasceno. A solenidade oficial de transmissão de cargo será na sexta-feira, 21, às 17h, no Teatro Universitário.

Com a temática geral “Ufac em Perspectiva: Floresta, Conhecimento, Futuro”, a nova temporada busca debater o papel da universidade na transformação social e no desenvolvimento regional, integrando a produção acadêmica à preservação ambiental e às demandas da comunidade acreana.

Durante a conversa, o novo reitor relembrou sua trajetória acadêmica iniciada em 1997, quando ingressou no curso de Agronomia como filho de produtores rurais e enfrentou os desafios do ensino superior na época, como a escassez de transporte e de bolsas de estudo. “Estar no cargo de reitor me faz refletir isso, porque eu sei de onde vim, como se diz, o chão de fábrica, um filho de um produtor rural que, graças ao processo educacional, chega ao maior posto da sua casa.”

Ao tratar das prioridades para os primeiros cem dias de gestão, Josimar antecipou medidas voltadas à reestruturação de serviços e ao diálogo com a comunidade. O primeiro ato administrativo a ser submetido ao Conselho Universitário (Consu) será a revogação das reuniões virtuais, garantindo o retorno das sessões presenciais dos colegiados.

O plano de ação inicial também inclui a retomada dos serviços de xerox para alunos e docentes, o estudo para implantação de reconhecimento facial nas catracas do Restaurante Universitário e o foco na conclusão de obras pendentes, como a passarela da Medicina Veterinária e as instalações do Colégio de Aplicação.

Outro tema abordado foi o compromisso com a inclusão e a equidade. O gestor anunciou que proporá ao Consu a criação da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade, estrutura planejada para centralizar e fortalecer as políticas voltadas aos estudantes indígenas, ao Núcleo de Apoio à Inclusão e aos observatórios sociais da instituição.

Por fim, o fortalecimento da comunicação pública foi apontado como peça-chave para romper os muros da academia e levar o conhecimento científico diretamente à sociedade.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Josimar Ferreira inicia gestão de 4 anos como reitor da Ufac — Universidade Federal do Acre

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Josimar Ferreira inicia gestão de 4 anos como reitor da Ufac-reitor-e-vice.jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com os novos pró-reitores da administração superior para marcar o início da gestão do quadriênio 2026-2030 e tratar das primeiras ações e prioridades a serem tomadas na universidade. O encontro ocorreu nesta quarta-feira, 12, na Reitoria, campus-sede. A sessão solene pública de transmissão de cargo da Reitoria será realizada na sexta-feira, 21, às 17h, no Teatro Universitário.

Josimar afirmou que a eficiência na aplicação dos recursos e a austeridade estarão entre os princípios da gestão. Hoje ele também se reúne com as equipes das áreas de planejamento e administração para avaliar o orçamento disponível para execução das atividades até o fim do ano. “Esse é um princípio que adotamos desde o primeiro dia”, afirmou.

Entre as primeiras medidas anunciadas está a retomada das reuniões presenciais dos conselhos universitários. Segundo o reitor, a mudança será implementada já nesta primeira semana de gestão.

Outra ação prevista é a criação de uma nova pró-reitoria, voltada a ações afirmativas, equidade, gênero e inclusão. De acordo com Josimar, a proposta é colocar essas políticas no centro da estrutura administrativa da universidade e ampliar sua atuação nas políticas acadêmicas.

A nova gestão também dará continuidade ao processo de realização do vestibular do curso de Medicina. O reitor informou que a Ufac já garantiu recursos e iniciará a fase de contratação da empresa responsável pelo certame. A previsão é que as provas sejam aplicadas nas cinco regionais do Acre, com manutenção do bônus regional.

A interiorização também está entre as prioridades apresentadas. A gestão pretende iniciar discussões sobre a ampliação da presença permanente da universidade no interior, incluindo a regional do Purus, em Sena Madureira, e a região de Tarauacá e Envira.

Josimar destacou ainda a intenção de ampliar a aproximação da Ufac com diferentes setores da sociedade. “Queremos aproximar a relação com a sociedade, com o serviço, com o comércio, com a indústria, e com isso fortalecer o nosso tripé, o ensino, a pesquisa e a extensão.”

Integram a nova administração superior a vice-reitora Almecina Balbino; a pró-reitora de Graduação, Danila Torres; o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Dionatas Meneguetti; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro; a pró-reitora de Assuntos Estudantis, Aline Nicolli; o pró-reitor de Planejamento, Edcarlos Souza; o pró-reitor de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Thiago Lima; e o pró-reitor de Administração, Tone Roca.

 



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