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Hospital de Campanha do Juruá é inaugurado após mais de 24 dias de atraso, em Cruzeiro do Sul

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Unidade foi inaugurada nesta sexta (10), em Cruzeiro do Sul. Hospital vai disponibilizar mais 10 leitos de UTI para pacientes com Covid-19.

CAPA: Hospital Regional do Juruá foi inaugurado nesta sexta (10) em Cruzeiro do Sul — Foto: Glédisson Albano/Rede Amazônica Acre. 

Avaliado em R$ 4,1 milhões, o Hospital Regional do Juruá, em Cruzeiro do Sul, interior do Acre, foi inaugurado nesta sexta-feira (10) após mais de 24 dias de atraso. A entrega da unidade estava marcada para o dia 16 de junho, mas por falta de gases foi adiada para o dia 29 do mesmo mês.

Porém, a unidade não tinha todos os equipamentos da UTI e nem a usina de gases para começar a atender e a inauguração foi adiada por uma segunda vez. Então, a data mudou para esta sexta.

A ordem de serviço foi assinada pelo governador Gladson Cameli no dia 8 de maio. A unidade tem 10 leitos de UTI, 20 leitos semi-intensivos e 60 leitos normais. O hospital vai atender os pacientes em tratamento contra a Covid-19 das cidades de Rodrigues Alves, Mâncio Lima, Porto Walter, Marechal Thaumaturgo, além de Cruzeiro do Sul.

A cidade de Cruzeiro do Sul é a segunda com mais pessoas contaminadas no estado acreano. O boletim da Secretaria de Saúde (Sesacre), desta sexta, mostrou que o município tem 2.269 pessoas infectadas. O número de mortos pela Covid-19 na cidade é de 39.

Mais de 2 mil pessoas já receberam alta médica e são consideradas curadas da doença.

Hospital de campanha do Juruá vai disponibilizar mais 10 leitos de UTIs para pacientes — Foto: Glédisson Albano/Rede Amazônica Acre

Hospital de campanha do Juruá vai disponibilizar mais 10 leitos de UTIs para pacientes — Foto: Glédisson Albano/Rede Amazônica Acre.

O governador Gladson Cameli discursou no local sem o uso da máscara. Ele afirmou que a unidade vai continuar a atender a população do Juruá após a pandemia do novo coronavírus.

“Mesmo depois do coronavírus vai continuar a atender as pessoas. Em todo estado não vão achar um hospital tão completo. Tem o mesmo padrão do da capital, são mais 60 enfermarias, 20 semi-intensivos e mais 10 UTIs”, acrescentou.

O gestor falou também sobre a doação da prefeitura de oito respiradores para atender os pacientes em tratamento contra a doença. “Vão ser instalados no hospital de campanha e serão enviados para as unidades de outros municípios”, destacou.

O prefeito de Cruzeiro do Sul, Ilderlei Cordeiro, reafirmou que a inauguração da unidade de saúde permite a reabertura dos setores comerciais na cidade. Ele afirmou também que a região vive um sonho que deve trazer mais estruturas para salvar e cuidar das vidas.

“Essa obra foi o ponto chave para decidir flexibilizar as atividades da cidade porque o povo não estava aguentando mais. Eu dizia que na hora certa, com as condições que temos aqui, vamos retornar com as atividades. Vamos retomar a partir de amanhã [sábado, 11] várias áreas, principalmente aqueles que acham que a igrejas não são essenciais, mas são os maiores hospitais que Deus deixou na terra”, defendeu.

Fase laranja

Apesar de Cruzeiro do Sul ter esse número de casos registrados e ser a cidade mais populosa da região, com pelo menos 88,3 mil habitantes, na primeira classificação pacto Acre Sem Covid, as regionais do Juruá e Tarauacá/Envira foram reclassificadas para a bandeira laranja, que quer dizer alerta.

Os dados foram divulgados na segunda (6), quando o governo do Acre fez uma coletiva para falar dos primeiros resultados da avaliação das regionais de saúde após a implantação do pacto, que estipula bandeiras com relação à pandemia nos municípios do estado.

As fases são definidas por bandeiras: a vermelha é de emergência e as demais fases do planejamento são: alerta, simbolizada pela cor laranja; atenção, pela cor amarela, e cuidado na cor verde. Com essa mudança na situação de emergência, a prefeitura pode fazer alterações nas restrições impostas às atividades consideradas não essenciais para que voltem a funcionar.

Na quinta (9), a prefeitura da cidade divulgou o decreto que estabelece a reabertura do comércio após a reclassificação. Foi permitido o retorno com restrições de lojas de moveis, construção, salões de beleza, academias, quadras de esportes, espaços públicos, motéis, igrejas e outros espaços.

Porém, nem todos os espaços listados no decreto estão autorizados pelo Pacto Acre Sem Covid, criado pelo governo do Acre e que avalia os casos de Covid-19 nas cidades em fases. É o caso de igrejas e templos religiosos, que só podem passar a funcionar a partir da fase amarela; de academias, que estão autorizadas a reabrir na fase verde e com apenas 80% da capacidade e dos espaços púbicos, e quadras, também autorizadas a funcionar só na fase verde

Sobrepreço

O Tribunal de Contas do Acre (TCE) identificou um sobrepreço nas obras dos dois hospitais de campanha de Rio Branco e de Cruzeiro do Sul. O estado foi notificado e recebeu um prazo de 15 dias para que a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Desenvolvimento (Seinfra) explique a direção nos valores.

Na obra de Rio Branco, os levantamentos identificaram um sobrepreço de mais de R$ 400 mil e na obra de Cruzeiro do Sul R$ 100 mil. Ao G1, o secretário de Infraestrutura do Estado, Ítalo Medeiros, negou sobrepreço nas obras.

Responsável pelo processo no TCE, a conselheira Naluh Gouveia falou que foi identificada uma diferença no valor da obra de Rio Branco de mais de R$ 400 mil. Já na obra de Cruzeiro do Sul, a diferença é de mais de R$ 100 mil.

Colaborou o repórter Glédisson Albano, da Rede Amazônica Acre.

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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física. 

O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.

A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.

Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico. 

“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.

Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.

O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

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Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre

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O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.

A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.

Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.

Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.

As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.

“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”

Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.

Próximos passos

Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:

– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;

– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.

 



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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

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Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



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