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Houthis do Iêmen vão lutar pela Rússia? – DW – 28/11/2024

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A Rússia está a utilizar drones de combate chineses e iranianos na sua guerra em grande escala contra a Ucrânia. Também está mobilizando soldados norte-coreanos e mísseis balísticos. Em breve, a Rússia poderá enviar combatentes iemenitas para a batalha, segundo reportagem do jornal Financial Times.

O jornal dizia Iêmen A milícia islâmica Houthi está a recrutar homens para serem destacados nas forças armadas russas e já enviou centenas de combatentes para a Rússia através de uma “operação obscura de tráfico”.

Citando alguns dos homens envolvidos, o Tempos Financeiros disse que foi prometido aos indivíduos iemenitas emprego assalariado e cidadania na Rússia. Quando chegaram ao país, os homens foram forçados a ingressar no exército russo e enviados para as linhas de frente na Ucrânia.

O Tempos Financeiros relatou que os homens estão a ser recrutados através de uma empresa fundada por um proeminente político Houthi. Também disse isso viu um contrato de recrutamento indicando que homens iemenitas foram recrutados para o exército russo desde Julho de 2024. A milícia Houthi apoiada pelo Irão atacou repetidamente petroleiros ocidentais no Golfo de Aden, por exemplo, desde que a guerra Israel-Hamas começou há pouco mais de um ano.

Terceira Guerra Mundial se aproximando?

O Ministério dos Negócios Estrangeiros alemão disse que seria “extremamente preocupante” se este relatório se revelasse verdadeiro. O primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, também expressou preocupação, dizendo que o perigo de uma “guerra global” era “sério e real”.

Qual é o perigo de esta guerra se agravar ainda mais?

Valerii Zaluzhnyi, ex-chefe do exército da Ucrânia que agora atua como embaixador do país no Reino Unido, disse A Terceira Guerra Mundial já havia começado visto que muitas nações diferentes já estavam envolvidas na guerra da Ucrânia.

As tropas russas sofreram 700 mil baixas até agora, segundo estimativas recentes. Esta é provavelmente uma das razões pelas quais cerca de 12.000 Norte-coreano soldados foram enviados para lutar na Rússia pelo governante de Pyongyang, Kim Jong Un, particularmente na região de Kursk.

As notícias sobre os combatentes iemenitas na Ucrânia também chegaram aos ministros dos Negócios Estrangeiros do G7, reunidos em Itália, com a alemã Annalena Baerbock a dizer: “Se isto for confirmado, irá mais uma vez sublinhar que não há limites para a condução da guerra pelo presidente russo”.

O legislador alemão Roderich Kiesewetter é visto olhando para a câmera
O legislador alemão Roderich Kiesewetter diz que o presidente russo Putin está lutando para recrutar soldados para sua guerra contra a UcrâniaImagem: Bernd Elmenthaler/IMAGO

Roderich Kiesewetter, especialista em política externa do grupo parlamentar de oposição União Democrata Cristã Alemã (CDU), disse que não ficou surpreso com relatos de combatentes iemenitas agora engajados na Ucrânia.

“A Rússia tem enfrentado enormes problemas de recursos há algum tempo, tanto em termos de materiais como de pessoal”, disse Kiesewetter à DW. “Agora tem de pagar aos soldados russos quantias muito elevadas para serem mobilizados e está a oferecer-lhes alívio da dívida.”

Kiesewetter disse que o presidente russo, Vladimir Putin, já estava trabalhando com o grupo islâmico palestino Hamas e o Milícia Houthiambos apoiados pelo Irão.

“Portanto, não é surpreendente que combatentes iemenitas estejam a ser recrutados”, disse o legislador alemão à DW. “Há indicações de que estes não são terroristas Houthi, mas sim iemenitas que estão a ser atraídos para a Rússia com falsas promessas e depois recrutados (para o exército) à força”.

Guerra na Ucrânia vira tema eleitoral alemão

Os políticos alemães alertaram repetidamente contra uma nova escalada da guerra na Ucrânia, tanto militarmente, em termos de pessoal como financeiramente. A Alemanha é atualmente um dos mais fortes apoiantes da Ucrânia, ao lado dos Estados Unidos. No entanto, é incerto qual o papel que os EUA desempenharão quando o Presidente eleito Donald Trump assume o comando da Casa Branca.

O chanceler alemão, Olaf Scholz, dos Social-Democratas (SPD), está ansioso por se apresentar como um “chanceler da paz”, à medida que a campanha eleitoral começa antes de eleições antecipadas esperadas para fevereiro. Scholz recusou-se a fornecer à Ucrânia Sistema de mísseis Taurus da Alemanha — que pode ser usada para atingir alvos dentro da Rússia — apesar dos repetidos pedidos de Kiev e da aprovação de outros aliados ocidentais para usar as suas armas de longo alcance contra alvos na Rússia.

Scholz disse recentemente que “embora sejamos o maior e mais confiável apoiante da defesa do país, não estamos a fazer certas coisas – por exemplo, entregar mísseis de cruzeiro (à Ucrânia), por exemplo aceitar que as armas perigosas que fornecemos podem ser usado para atacar alvos nas profundezas da Rússia.”

A guerra cada vez maior na Ucrânia provavelmente dominará a campanha eleitoral alemã. A última pesquisa representativa da ARD-Deutschlandtrend conduzida pelo pesquisador infratest-dimap descobriu que 61% dos entrevistados eram contra o fornecimento do sistema de mísseis alemão Taurus para a Ucrânia.

Este artigo foi escrito originalmente em alemão.



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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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