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Houthis vão deter ataques em Israel e no Mar Vermelho se a trégua em Gaza entrar em vigor | Notícias do conflito Israel-Palestina

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O porta-voz al-Bukhaiti diz que os Houthis interromperão as operações de apoio a Gaza quando a trégua entrar em vigor no domingo.

Rebeldes Houthi apoiaram Gaza acordo de cessar-fogo alcançado entre Israel e o Hamas, com o porta-voz do grupo iemenita dizendo que eles interromperão suas operações militares contra Israel, bem como contra navios comerciais no Mar Vermelho, se a trégua entrar em vigor no domingo.

“Se Israel parar a agressão em Gaza, e se os EUA, o Reino Unido e Israel pararem a agressão contra o Iémen, os Houthis irão parar as suas operações, incluindo ataques contra marinhas e navios comerciais”, disse Mohammed al-Bukhaiti à Al Jazeera no sábado.

O Reino Unido e os Estados Unidos realizaram numerosas greves em alvos dentro do Iêmen para dissuadir os Houthis. Washington também sanções esbofeteadas sobre o grupo ligado ao Irão.

Israel, no entanto, continua a matar mulheres e crianças (em Gaza), por isso os Houthis foram forçados a lançar um ataque com mísseis, disse ele, aparentemente referindo-se ao ataque com mísseis lançado no sábado.

O exército israelense disse que interceptou dois mísseis lançados contra Israel pelo Iêmen pela manhã e à tarde. O da manhã teve como alvo o centro de Israel, enquanto o segundo foi lançado em direção ao sul do país, disseram declarações militares.

Os Houthis também anunciaram que dispararam um míssil contra o centro de Israel pela manhã. Eles afirmaram repetidamente que parariam os seus ataques se Israel parasse a sua ofensiva militar em Gaza. Os 15 meses de bombardeamentos ininterruptos israelitas mataram mais de 46 mil palestinianos e transformaram Gaza em escombros.

Israel bombardeou portos controlados pelos Houthi, incluindo o porto de Hodeidah, considerado uma tábua de salvação para a nação devastada pela guerra, e centrais eléctricas.

Ataques Houthi apoiam palestinos

O grupo tem sido lançando foguetes contra Israel desde Outubro de 2024, no que dizem ser uma demonstração de solidariedade com os palestinianos em Gaza. Os rebeldes Houthi também atacaram marinhas e navios comerciais ligados a Israel e aos seus aliados que passavam por Bab al-Mandeb, no Mar Vermelho, perturbando o comércio global.

Israel justificou a sua devastadora ofensiva militar dizendo que visava derrotar o grupo armado Hamas, que realizou um ataque dentro de Israel em 7 de outubro de 2023, que matou cerca de 1.100 pessoas. Os combatentes palestinos também levaram cerca de 250 pessoas cativas.

Mas Israel foi acusado de crimes de guerra e de travar uma guerra genocida contra os palestinos por grupos de direitos humanos. O Tribunal Internacional de Justiça, em Fevereiro de 2024, disse que a ofensiva israelita “plausivelmente” equivalia a genocídio. Israel rejeitou as acusações.

Israel e Hamas anunciado um acordo de cessar-fogo na quarta-feira que interromperá o Guerra de 15 meses que devastou o enclave palestiniano, com quase 90 por cento dos seus 2,3 habitantes deslocados e um número substancial deles a passar fome.

Um breve cessar-fogo em novembro de 2023 viu a libertação de 110 cativos israelenses e cerca de 240 prisioneiros palestinos.

Na primeira fase deste cessar-fogo, 33 cativos israelitas serão libertados em troca de cerca de 1.900 prisioneiros palestinianos, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Egipto.

Mas o exército israelita intensificou os ataques a Gaza desde que o acordo foi anunciado, matando pelo menos 123 pessoas. O exército israelense disse ter conduzido ataques contra 50 “alvos terroristas” em Gaza na sexta-feira.

O porta-voz das Brigadas al-Quds, o braço armado da Jihad Islâmica Palestina, diz que o grupo está fazendo os preparativos finais para a libertação dos cativos, mas a intensificação dos bombardeios israelenses corre o risco de matá-los.



Leia Mais: Aljazeera

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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre

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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard - interna.jpg

Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.

A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.

O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.

Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.

A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.

A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.

Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.



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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre

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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio-interna.jpg

A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.

A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.

O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.

Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.

A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.

A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.

O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.



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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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