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Hugo Motta e Alcolumbre ampliam favoritismo no Congresso – 31/10/2024 – Poder

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Ranier Bragon

O senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e o deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB) removeram nos últimos dias os principais obstáculos e ampliaram o favoritismo para chegar ao comando do Congresso a partir de fevereiro.

Os dois parlamentares já reúnem uma lista formal de apoios que, no caso de Hugo, soma mais de 60% das 513 cadeiras da Câmara. Alcolumbre tem até agora o apoio formal de bancadas que somam menos parlamentares, mas a tendência é que nos próximos dias ele anuncie publicamente adesões que, nos bastidores, já estão acertadas.

Hugo é o candidato do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e nesta semana conseguiu o apoio formal do oposicionista PL e do governista PT, as duas maiores bancadas da Casa, o que praticamente sepultou as chances de seus dois adversários diretos, Elmar Nascimento (União Brasil-BA) e Antonio Brito (PSD-BA).

O candidato de Lira já tem a adesão formal de oito partidos (PL, PT, PP, MDB, Republicanos, Podemos, PC do B e PV), que somam 324 das 513 cadeiras da Câmara.

O União Brasil, que tem 59 deputados, também já decidiu apoiar Hugo e deve fazer o anúncio oficial nos próximos dias.

A corrente pró-Hugo foi motivada não só pela ascendência de Lira, mas mediante uma série de acordos de bastidor que incluem divisão de poder nos cargos de comando da Câmara e em comissões e promessas de análise de projetos à esquerda e à direita, entre eles o da anistia aos condenados pelo 8 de janeiro e ao próprio Bolsonaro.

A eleição para o comando do Senado e da Câmara ocorre no início de fevereiro e os vencedores cumprirão mandato de dois anos. A votação é secreta, ou seja, pode haver traição nos partidos que formalmente declararam apoio.

No Senado, Alcolumbre já é há meses o favorito para suceder Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que foi o nome escolhido por ele próprio em 2021 para o cargo após ver sua tentativa de reeleição frustrada pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

Alcolumbre comandou o Senado de 2019 a 2021 após derrotar Renan Calheiros (MDB-AL) em uma acirrada disputa.

O único pequeno obstáculo do senador para conseguir seu terceiro mandato à frente do Senado estava na bancada do PL, que tem 14 das 81 cadeiras.

A ala mais bolsonarista tem como principal bandeira a aprovação do impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal, em especial Alexandre de Moraes.

Pela lei, cabe ao Senado analisar eventual destituição de integrantes da corte, embora nunca um magistrado da mais alta corte do país tenha perdido o cargo por esse meio.

É preciso para isso o voto de ao menos 54 dos 81 senadores, em caso de sessão com quórum completo.

Os bolsonaristas enfrentaram Pacheco em 2021, ocasião em que o atual presidente do Senado disputou a reeleição e tinha como principal articulador da campanha o próprio Alcolumbre. A dupla venceu a eleição, mas por um placar não muito confortável —49 a 32.

Ao anunciar o apoio ao candidato do União Brasil, o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), afirmou nesta quinta-feira (31) que espera o avanço de projetos como o pedido de impeachment de Moraes, que segundo ele já conta com o apoio de 36 senadores.

“Se por acaso tivermos a possibilidade de termos as 41 assinaturas, nós queremos que seja respeitado esse direito da maioria da Casa.”

Alcolumbre tem o apoio formal de quatro partidos (PL, PP, PSB e PDT), que somam 28 das 81 vagas, mas é praticamente certo também o suporte de ao menos o seu próprio partido, o União Brasil, além do PSD de Pacheco e do PT de Lula, ou seja, mais 31 senadores.

Hoje Alcolumbre conta apenas com um rival que formalmente se lançou na disputa, Astronauta Marcos Pontes (PL-SP).

O senador bolsonarista se lançou candidato na terça-feira (29) em um discurso para um plenário esvaziado. Ele não conta nem com o apoio do seu próprio partido.

Dizendo ser um vencedor improvável, tanto por sua ida ao espaço, em 2006, como por sua eleição ao Senado, em 2022, Pontes afirmou ter feito uma escolha pessoal pela necessidade de o Senado “ouvir a população”.

Enquanto ele discursava, a poucos metros de distância Bolsonaro combinava a portas fechadas, no gabinete do PL, o apoio da legenda a Alcolumbre. Na longa entrevista que deu após deixar o gabinete, Bolsonaro não citou em nenhum momento o nome de Marcos Pontes, que foi seu ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações.



Leia Mais: Folha

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Plácido de Castro e Acrelândia recebem graduações da Ufac — Universidade Federal do Acre

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Plácido de Castro e Acrelândia recebem graduações da Ufac (2).jpg

O programa de interiorização da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), da Ufac, realizou a aula inaugural dos cursos de Enfermagem, em Plácido de Castro (AC), e Letras/Português, em Acrelândia (AC). Ambos os cursos contemplam alunos dos dois municípios. Após a cerimônia, que ocorreu nessa segunda-feira, 27, foram distribuídos kits estudantis de boas-vindas aos discentes.

Os eventos ocorreram na Câmara Municipal de Plácido de Castro, para Enfermagem, e no Centro Estadual de Educação Permanente, polo educacional de Acrelândia, para Letras/Português, reunindo autoridades da Ufac e representantes dos municípios.

A reitora Guida Aquino ressaltou que levar a Ufac para além da capital é uma estratégia fundamental para ampliar o acesso à educação superior e impulsionar o desenvolvimento do Estado. Segundo ela, a presença da instituição no interior permite que estudantes permaneçam em suas comunidades enquanto constroem sua formação acadêmica, fortalecendo a inclusão educacional e reduzindo desigualdades.

Para o prefeito de Plácido de Castro, Camilo da Silva (PP), a ampliação da oferta de cursos da Ufac representa um marco para os municípios. “Quero parabenizar a reitora Guida Aquino pela visão e pelo compromisso com o povo acreano”, disse. “A implantação de novos cursos de graduação no interior, chegando a atender 16 municípios do Acre, demonstra sensibilidade com as necessidades dos nossos municípios e um olhar voltado para o futuro.”

Também participaram da solenidade, em Plácido de Castro, o diretor de Apoio à Interiorização e de Programas Especiais, Marcelo Feliciano de Melo; o coordenador do curso de Enfermagem, João Francalino da Rocha; o presidente da Câmara Municipal de Plácido de Castro, Rogério Ribeiro (PP); a representante do Coren-AC, Iunaira Cavalcante; a representante do Sindicato dos Enfermeiros do Acre, Ionara Araújo.

Também participaram da solenidade, em Acrelândia, o diretor de Apoio à Interiorização e de Programas Especiais, Marcelo Feliciano de Melo; o coordenador do curso de Letras/Português, Sérgio da Silva Santos; o vice-diretor do Centro de Educação, Letras e Artes, Micael Carmo Côrtes Gomes; o vice-prefeito de Plácido de Castro, Luiz Américo Azimoto (Republicanos); o presidente da Câmara Municipal de Acrelândia, Vitor Martinelli (União).



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Alunos da Ufac se apresentam em congresso sobre socioeconomia rural — Universidade Federal do Acre

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Alunos da Ufac se apresentam em congresso sobre socioeconomia rural---todos.jpg

Quatro estudantes de graduação da Ufac representaram a instituição no 64º Congresso da Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural (Sober, na sigla em inglês), ocorrido na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, de 19 a 23 de julho, com o tema “Políticas para Natureza, Alimentação e Nutrição em Tempos de Incerteza e Mudanças Climáticas”.

Os trabalhos, desenvolvidos no âmbito dos grupos de pesquisa Estudos em Economia, Finanças, Política e Segurança Alimentar e Nutricional (Elos) e Governança Fundiária, Desenvolvimento Econômico e Políticas Públicas (GPD), contaram com a coautoria e orientação dos professores e coordenadores dos grupos, Graziela Gomes Bezerra, Elyson Ferreira de Souza e Gisele Elaine de Araújo Batista Souza.

Cultivo do cacaueiro

O aluno de Sistemas de Informação, Guilherme Félix Cavalcante, apresentou, na quarta-feira, 22, o trabalho “Cacauicultura na Região Norte: Análise do Desempenho Produtivo, Dinâmica Comercial e Sustentabilidade”. O estudo aborda a cacauicultura e oferece uma análise do desempenho produtivo, da dinâmica comercial e dos aspectos de sustentabilidade, fornecendo dados para o desenvolvimento rural, territorial e regional, além de subsidiar práticas mais sustentáveis para a cadeia produtiva do cacau.

“A participação no evento é um marco significativo em minha formação acadêmica”, disse Guilherme. “Dissemina os resultados da minha pesquisa e fomenta o desenvolvimento de habilidades de comunicação, pensamento crítico e construção de uma rede de contatos profissionais.”

Bananicultura no Acre

A aluna de Ciências Econômicas, Maria Eduarda Souza Diniz, apresentou, na quarta-feira, 22, o trabalho “Desenvolvimento Produtivo e Dinâmica da Bananicultura no Acre: Uma Análise da Produção e dos Mercados (1994-2024)”, o qual analisa a evolução da bananicultura no Acre durante três décadas, contribuindo para o entendimento das transformações produtivas e comerciais desse setor, além de fornecer subsídios para o fomento de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento rural, territorial e regional.

“O congresso proporciona um ambiente de aprendizado e troca de experiências com outros pesquisadores e profissionais da área”, contou Maria Eduarda. “Isso enriquece minha formação e contribui para consolidação da Ufac como um polo de produção científica de excelência.”

Mulheres na gestão

A aluna de Ciências Econômicas, Riely Nilce de Melo Avilar, apresentou, na terça-feira, 21, o trabalho “Mulheres na Gestão de Propriedades Rurais na Amazônia Legal”. A pesquisa trata da atuação feminina no desenvolvimento regional e contribui para o debate sobre agricultura familiar, ruralidades e relações de gênero no meio rural, oferecendo perspectivas para promoção da equidade e do desenvolvimento sustentável na região. Esse estudo teve, ainda, coautoria de Raiza Gabriele Lima dos Santos.

“Apresentar um trabalho num congresso de relevância nacional, como o da Sober, e para uma audiência especializada é fundamental para minha formação profissional e promoção de intercâmbios”, pontuou Riely.

Milho e inflação

O aluno de Ciências Econômicas, Rogério Gonçalves Bezerra Junior, apresentou, na segunda-feira, 20, o trabalho “Análise da Inflação na Cadeia Produtiva do Milho: Evidências a Partir de Dados de Produção”, com o qual investigou como fatores econômicos afetam a produção do milho e o custo de vida, servindo como base para formuladores de políticas públicas e agentes do mercado.

“Além de projetar a pesquisa desenvolvida na Ufac para um público qualificado, tive a oportunidade de uma experiência inestimável de intercâmbio científico”, comentou Rogério. “Também destaco a discussão de ideias, o recebimento de feedback e a mobilização de contatos.”

 



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Ufac lança Plano de Acessibilidade da Infraestrutura Física (2026-2029) — Universidade Federal do Acre

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A Ufac lançou seu Plano de Acessibilidade da Infraestrutura Física (2026-2029). A solenidade ocorreu na sexta-feira, 17, no auditório Pedro Martinello, no Centro de Convenções, campus-sede. A iniciativa integra o projeto “Ufac em Ação: Acessibilidade, Inclusão e Segurança” e busca orientar as ações destinadas à construção de uma universidade mais acessível, inclusiva e segura.

A reitora Guida Aquino destacou que a instituição já realizou melhorias de acessibilidade, mas ainda precisa avançar e buscar recursos para executar as ações previstas no plano. “Nós temos que buscar agora investimento para que possamos acolher nossos estudantes; a universidade não existe sem aluno.” Segundo ela, essas iniciativas devem atender também os servidores que necessitam de condições adequadas de acessibilidade.

O coordenador do projeto e prefeito do campus-sede, Artheson Cruz, explicou que o crescimento da infraestrutura física da Ufac ocorreu em diferentes períodos, com edificações construídas de acordo com normas distintas. Essa situação, para ele, resultou na existência de espaços acessíveis que não estão completamente conectados entre si.

“Você entra em um prédio que tem acessibilidade e, quando sai daquele local, já se depara com uma situação de ausência da acessibilidade”, disse e ressaltou que o aumento do número de pessoas com deficiência que ingressam na universidade exige a adequação dos espaços para garantir dignidade, autonomia, permanência e conclusão dos cursos.

O plano estabelece diretrizes para superar progressivamente os desafios de acessibilidade no campus-sede, no campus Floresta e nos núcleos da Ufac no Estado. Para a elaboração do documento, foram realizados levantamento técnico da infraestrutura e escuta qualificada com pessoas surdas, com deficiência visual e autistas.

A representante do Núcleo de Acessibilidade e Inclusão, Rayfa Almeida, destacou que a efetivação das medidas é fundamental para garantir o acesso e a permanência das pessoas com deficiência na universidade. “Esperamos que seja concretizado realmente, que seja efetivo para as pessoas com deficiência conseguirem finalizar seus cursos.”

 



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