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Idosa que era analfabeta termina Ensino Médio aos 91 e ganha bolsa para faculdade; ela venceu
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Que vitória! A idosa Iolanda Ribeiro Conti, de 91 anos, concluiu o Ensino Médio no ano passado. E ela, que era analfabeta até a terceira idade, acaba de ganhar um presentão: uma bolsa para cursar Nutrição em uma faculdade de São Paulo.
Natural de Minas Gerais, Iolanda aprendeu a ler e a escrever aos 85 anos. Seu sonho sempre foi estudar e ela seguiu à risca o objetivo. Quando ela concluiu o Ensino Médio, todos achavam que sua jornada acadêmica havia terminado. Só que não.
Ela foi além e no fim de fevereiro recebeu a notícia da bolsa integral na Universidade Guarulhos (UnG). “Fiquei surpresa de ganhar a bolsa. Vou estudar todo dia a nutrição. Querer é poder e vou conseguir. Não sabia nem assinar meu nome quando entrei na escola. A professora pegava na minha mão até eu aprender. Hoje, escrevo com caneta em qualquer lugar, e gosto muito de ler. É uma benção de Deus”, contou em entrevista ao G1.
Superou desafios
Aos 8 anos, a idosa começou a trabalhar na roça com os pais em Piranguçu, Minas Gerais. A infância não foi fácil e, como tinha que ajudar em casa, os estudos ficaram em segundo plano.
Iolanda se mudou para São Paulo, com uma família que prometeu dar estudos para ela, mas a realidade foi bem diferente: trabalhou com eles e nada de acesso à educação.
Ao longo da vida foi funcionária de padaria, lavanderia e faxineira, sempre pensando no dia que voltaria a estudar, mas isso só aconteceu depois dos 80 anos. “Ela sempre falou o quanto queria estudar, aprender a escrever e a ler. Foi, então, que a matriculei numa escola”, disse a filha, Vera Lúcia Ribeiro Conti.
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O recomeço
Aos 85 anos, com o incentivo da filha, Iolanda começou na Educação de Jovens e Adultos (EJA), na Escola Estadual Padre Conrado Sivila.
Em 2023 concluiu o Ensino Fundamental e, no ano seguinte, o Ensino Médio.
A filha acompanhava a mãe diariamente nas aulas e as duas estavam lá todos os dias.
“Conheci pessoas muito boas que cuidaram bem de mim, me deram a maior força. Sou feliz. E eu não faltava nas aulas, mesmo na chuva e no frio. (…) Aprendi de tudo e até matemática”, contou.
Maior conquista
No fim de 2024, Iolanda viveu um marco na vida: subiu no palco de beca, salto alto e com um buquê para receber o diploma.
A plateia, formada por familiares e amigos, vibrou pela conquista. O que poucos sabiam é que aquilo era só o começo.
Sensibilizada com a história, a Universidade deu uma bolsa integral para dona Iolanda e agora ela vai continuar seus estudos aos 91 anos.
A filha agradeceu e se emocinou: “Chorei quando a vi realizando o sonho. Senti que a missão foi cumprida”, finalizou Vera.
Parabéns à Universidade de Guarulhos pela atitude nobre.
Quando subiu no palco para pegar o diploma, Iolanda foi muito aplaudida. – Foto: Arquivo pessoal
Ao receber a surpresa sobre a bolsa integral, Iolanda ficou muito feliz! – Foto: Arquivo pessoal
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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre
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7 de abril de 2026A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.
Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.
O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.
O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.”
Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)
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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre
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7 de abril de 2026Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.
Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.
“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.
Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”
Mostra em 4 atos
A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).
O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.
No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.
No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.
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