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Ilustrações alertam para o abuso sexual contra crianças – 04/11/2024 – Maternar

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Havolene Valinhos

Há algumas semanas uma campanha tem chamado a minha atenção no percurso diário no trem e metrô de São Paulo. É a “Olhe Mais de Perto”, lançada pela Childhood Brasil com o objetivo de conscientizar a população, pais e responsáveis, sobre casos de violência sexual contra crianças e adolescentes, com dados do Brasil todo.

Um desenho de uma casinha feito por uma criança pode dizer muito mais. Quem se aproxima e olha mais de perto se depara com informações alarmantes: 85% dos casos de violência sexual contra crianças e adolescentes são cometidos por conhecidos; sendo 65% dentro de casa.

Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, a cada hora, oito crianças ou adolescentes são vítimas de violência sexual no Brasil, mas apenas 8,5% dos casos chegam ao sistema policial. De cada dez vítimas, oito têm menos de 17 anos.

Em 88,2% dos casos, a vítima é uma menina de até 13 anos. Para os meninos, o pico de violência começa aos três anos e se mantém quase constante também até os 13 anos.

O anuário aponta ainda que, em relação ao autor do crime, pode-se afirmar que 63,3% foram praticados por familiares e 22,2% outros conhecidos.

Laís Peretto, diretora executiva da Childhood Brasil afirma que enfrentar e prevenir a violência sexual contra crianças e adolescentes exige tornar visível o que é invisível e transformar essa luta em uma causa de todos.

“O silêncio perpetua o ciclo de violência, protegendo apenas o agressor. Falar sobre abuso sexual é mexer em uma ferida aberta da nossa sociedade, especialmente porque essa violência ocorre justamente em espaços que deveriam ser de proteção e cuidado.”

Idealizada pela Soko/Droga5 São Paulo, ‘Olhe Mais de Perto’ conta com uma série de ilustrações com características infantis para chamar a atenção do espectador e promover maior conscientização de toda a população para a importância de perceber, escutar e acreditar na criança e adolescente que está perto de você.

“Falar de família no Brasil é um tabu. Mas nosso papel foi encontrar uma forma de falar com a sociedade sobre algo tão doloroso e ajudar as pessoas a mudarem isso. Se a família hoje pode estar sendo um lugar de dor, pode começar a ser ainda mais um lugar de acolhimento e solução”, diz Gabriela Rodrigues, vice-presidente de impacto da Soko/Droga5.

As diversas formas de violência contra vulneráveis não se manifestam apenas em indícios físicos, mas também em sinais emocionais e comportamentais. As mensagens em texto escondidas nestas ilustrações provocam uma reflexão, reforçando a importância da atenção aos detalhes e comportamentos que não podem passar despercebidos dentro de casa, e de que um olhar atento pode salvar uma criança.

A comunicação começou em outubro, quando foram lançadas peças de conscientização em cinemas, redes sociais, TV, mídias OOH, shopping centers, aeroportos, estações de metrô e trem.

A gerente de comunicação e marketing da Childhood Brasil, Raquel de Paula Oliveira, afirma que o objetivo foi criar uma campanha que inspirasse um senso de responsabilidade coletiva para construir um ambiente seguro e protegido.

“Queremos que a mensagem rompa o silêncio sobre a violência sexual dentro de casa e desperte a consciência de todos para essa realidade. Proteger crianças e adolescentes é cuidar do futuro no presente.”


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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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