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Incêndios em LA: Crise climática aumentou probabilidade – 28/01/2025 – Ambiente
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Giuliana Miranda
Incêndios como os ocorridos na região de Los Angeles, na Califórnia, a partir de 7 de janeiro —em pleno inverno no hemisfério Norte, fora do período habitual de maior ocorrência das chamas—, se tornaram mais prováveis em razão das mudanças climáticas.
A conclusão é de uma análise divulgada pelo grupo científico WWA (World Weather Attribution), com a participação de um time internacional com 32 pesquisadores.
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A ocorrência e disseminação dos incêndios é um problema complexo e que agrega diferentes fatores. As mudanças climáticas, contudo, estão deixando o sul da Califórnia com condições ainda mais favoráveis à combustão.
Segundo o levantamento, as condições quentes, secas e de vento intenso que impulsionaram as queimadas ficaram cerca de 35% mais prováveis devido ao atual cenário de aquecimento global, com cerca de 1,3°C de aumento em relação às temperaturas do período pré-industrial.
Os pesquisadores estimam que, se o ritmo atual de aquecimento se mantiver —o que, projetam, levará a um aumento de temperatura de 2,6°C até 2100—, as chances de ocorrência de condições climáticas semelhantes às deste janeiro ficarão ainda maiores, aumentando a probabilidade de extremos em cerca de 80% (1,8 vez) em comparação ao período antes da Revolução Industrial.
“A mudança climática aumentou o risco dos incêndios devastadores em Los Angeles. Condições de seca estão se prolongando no inverno, aumentando a chance de incêndios durante os fortes ventos de Santa Ana, que podem transformar pequenas ignições em infernos mortais”, disse Clair Barnes, pesquisadora do WWA no Imperial College em Londres, citando os ventos que fluem das montanhas em direção à costa, principalmente no outono e no inverno.
A cientista alertou para a necessidade de reduzir a emissão dos gases causadores de efeito estufa, que seguem batendo novos recordes. “Sem uma transição mais rápida para longe dos combustíveis fósseis que aquecem o planeta, a Califórnia continuará a ficar mais quente, mais seca e mais inflamável.”
A Califórnia é uma região tradicionalmente atingida por incêndios florestais, mas que se concentram tipicamente de julho a setembro, meses mais quentes e secos. Historicamente, as chuvas de outubro a dezembro encerravam a temporada de fogo.
Nas últimas décadas, porém, os níveis de precipitação caíram. Atualmente, de acordo com a pesquisa, ter baixos índices de chuva nos últimos três meses do ano ficou aproximadamente 2,4 vezes mais provável em um cenário sem o fenômeno El Niño.
A região tem agora condições de seca altamente inflamáveis que duram, em média, em torno de 23 dias a mais por ano. Por conta da variabilidade do regime de chuvas, a duração do período de seca pode ser ainda maior em alguns anos.
Na Califórnia, o risco de espalhamento do fogo é agravado também pela chegada da temporada dos chamados ventos de Santa Ana.
O início da época de chuvas, a partir de outubro, normalmente impedia que a intensificação dos ventos propagasse as chamas. No entanto, conforme mostra a pesquisa, o alongamento do período de seca faz com que, cada vez mais, as estiagens se sobreponham à temporada dos ventos.
Nos incêndios de 7 de janeiro, ventos de Santa Ana excepcionalmente fortes contribuíram para disseminar as chamas, que fizeram pelo menos 28 mortos e queimaram mais de 16 mil estruturas.
O relatório, que combinou dados observacionais e modelagens climáticas, indica que houve uma confluência desses fatores, combinados também a uma vegetação atipicamente mais abundante na região, o que deu ainda mais combustível para alimentar o fogo.
“A região não experimentou chuvas significativas desde maio de 2024, o que significa que gramíneas e arbustos estavam secos e altamente inflamáveis quando os incêndios começaram. Além disso, a precipitação acima da média nos invernos de 2022/23 e 2023/24 havia previamente incentivado o crescimento da vegetação, fornecendo mais combustível para os incêndios”, escrevem os cientistas.
A alternância brusca entre períodos de seca e umidade intensos tem causado as chamadas “chicotadas climáticas”, fenômeno que favorece os incêndios na Califórnia e em outras regiões do planeta.
O levantamento indicou ainda que o sistema de abastecimento de água para o combate às chamas teve falhas críticas, uma vez que não foi projetado para a demanda desses eventos de larga escala.
Os cientistas também apontam que populações vulneráveis —como deficientes e pessoas de baixa renda sem veículo próprio— foram desproporcionalmente afetadas pelos incêndios, uma vez que tiveram maior dificuldade para chegar a locais seguros.
Para Park Williams, professor de geografia na Universidade da Califórnia, o processo de reconstrução das casas e comunidades afetadas precisa levar em consideração a realidade climática e os riscos associados.
“As comunidades não podem se reconstruir do mesmo jeito, porque será apenas uma questão de anos antes que essas áreas queimadas sejam novamente cobertas por vegetação, e o alto potencial para incêndios rápidos retorne a essas paisagens.”
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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre
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1 de junho de 2026A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física.
O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.
A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.
Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico.
“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.
Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.
O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre
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1 de junho de 2026O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.
A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.
Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.
Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.
As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.
“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”
Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.
Próximos passos
Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:
– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;
– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.
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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre
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28 de maio de 2026O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.
O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.
O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.
Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.
A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.
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