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Incêndios em Los Angeles: Trump culpa Gavin Newsom – 10/01/2025 – Mundo
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O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, atacou a prefeita de Los Angeles, Karen Bass, e o governador da Califórnia, Gavin Newsom —ambos do Partido Democrata—, culpando-os pelos incêndios que devastaram a cidade nos últimos dias.
“Os dois são totalmente incompetentes”, disse Trump em seu resort em Mar-a-Lago, na Flórida, nesta quinta-feira (9), repetindo comentários que tinha feito nas redes sociais mais cedo.
Ao menos dez pessoas morreram, e mais de 10 mil propriedades foram destruídas pelo fogo, que tomou cerca de 140 km². A área é um pouco maior do que a da cidade de Niterói, no Rio de Janeiro.
Ordens de esvaziamento foram em parte suspensas à 0h, mas milhares de pessoas continuavam fora de casa nesta sexta.
Trump foi especialmente crítico em relação a Newsom, a quem já tinha acusado de má administração do departamento florestal em 2019, em seu primeiro mandato presidencial.
“Uma das melhores e mais belas partes dos EUA está sendo reduzida a cinzas. Gavin Newscum [sic] deveria renunciar. Tudo isso é culpa dele!!!”, escreveu, modificando a grafia do sobrenome do governador de modo que ela formou a palavra “scum”, escória em português.
O republicano, que toma posse no próximo dia 20, passou a semana criticando as políticas de gestão de água da Califórnia nas redes sociais, em postagens que o governador e outras autoridades disseram ser falsas ou enganosas.
O bilionário Elon Musk, que desde a campanha tornou-se um dos mais influentes conselheiros do empresário, juntou-se ao linchamento virtual. Ecoando as palavras do líder, ele afirmou no X, rede social de que é dono, que Bass era “totalmente incompetente”.
Musk e outros aliados de Trump também compartilharam postagens que atribuíam, sem evidências, a destruição de Los Angeles ao foco do Corpo de Bombeiros da cidade em programas de diversidade. A pasta é chefiada desde 2022 por Kristin Crowley, primeira mulher e membro da comunidade LGBTQIA+ a assumir a função. Uma das publicações que viralizaram nesse sentido era um trecho do podcast da Megyn Kelly, ex-apresentadora da Fox News, em que ela dizia que Crowley “priorizou a diversidade em vez da escassez de hidrantes”.
Lá Fora
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Os assessores de Bass não responderam imediatamente um pedido de comentário da agência de notícias Reuters sobre as acusações. Ela já vinha sendo criticada por sua decisão de diminuir as verbas para investimento do Corpo de Bombeiros no ano passado —ela afirmou que a medida não teve impacto no manejo dos incêndios desta semana.
No exterior quando o fogo teve início, ela também foi cobrada por só voltar à cidade no segundo dia das queimadas, quarta-feira (8).
Já o gabinete de Newsom acusou Trump de politizar o desastre. “O governador está centrado em proteger as pessoas, não em fazer política, e se assegurar que os bombeiros têm todos os recursos de que precisam”, afirmou em comunicado a diretora de comunicação do escritório do democrata, Izzy Gardon.
O presidente Joe Biden, que no princípio dos incêndios cancelou sua última viagem internacional e declarou estado de emergência na Califórnia, prometeu nesta quinta-feira (9) que o governo federal reembolsará 100% dos custos para remover destroços e materiais tóxicos, manter abrigos temporários e pagar o salário dos socorristas nos próximos 180 dias.
“Eu disse ao governador e às autoridades locais que não economizem esforços para fazer o que for preciso e conter esses incêndios”, disse ele, que deixa a Casa Branca na semana que vem. O serviço de meteorologia privado AccuWeather estimou os danos causados pelo fogo em de US$ 135 bilhões a US$ 150 bilhões (cerca de R$ 820 bilhões a R$ 910 bilhões, na cotação atual).
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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