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Indígenas são atacados em Guaíra (PR); 4 ficam feridos – 04/01/2025 – Cotidiano

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Catarina Scortecci

Quatro indígenas do povo avá-guarani ficaram feridos na noite desta sexta-feira (3) após uma comunidade ser alvo de disparos de armas de fogo no oeste do Paraná. O local fica na cidade de Guaíra, próxima ao bairro Eletrosul.

Os quatro feridos foram levados a hospitais da região. Entre eles, segundo a Polícia Federal, está uma criança de 7 anos e um adolescente de 14.

Imagens dos feridos também foram publicadas em uma rede social pela Apib (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil).

A região tem um longo histórico de violência envolvendo ruralistas e indígenas. O conflito remonta à época da construção da Itaipu Binacional, que avançou em terras onde viviam indígenas.

Representantes do Cimi (Conselho Indigenista Missionário) dizem que homens encapuzados teriam feito os disparos.

Em nota à Folha, a Polícia Federal disse que iniciou investigações “para apurar a autoria e responsabilidade criminal dos envolvidos” e que, na manhã deste sábado (4), houve uma perícia no local do conflito.

“Forças de segurança pública federais, estaduais e municipais estiveram no local a fim de evitar a ocorrência de novos episódios de violência”, continua a nota da PF. Ninguém foi preso.

A Força Nacional já atua na região, mas entidades ligadas aos povos indígenas têm repetido que a medida não está sendo suficiente para evitar os ataques.

Segundo a Apib, os ataques se intensificaram na região desde o final do ano passado. Indígenas relataram “disparos de armas de fogo, incêndios criminosos e destruição de pertences pessoais” nos dias 29, 30 e 31 de dezembro.

No período, duas mulheres indígenas ficaram feridas por causa dos ataques, ainda de acordo com a entidade.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública disse, em nota, que determinou o aumento de 50% no efetivo da Força Nacional na área. “O reforço está em deslocamento e estará totalmente operacional ainda neste sábado (4)”, disse a pasta.

Uma portaria autoriza o emprego da Força Nacional em apoio à Funai nos municípios de Guaíra e Terra Roxa desde janeiro de 2024.

Em nota, o Ministério dos Povos Indígenas disse que condena os atos de violência contra o povo avá-guarani na Terra Indígena Tekoha Guasu Guavira e que acompanha a situação por meio do seu Departamento de Mediação e Conciliação de Conflitos Fundiários Indígenas.

Acrescentou que está em diálogo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública “para a investigação imediata dos grupos armados que atuam na região”.

O governo do Paraná também se manifestou sobre o episódio na manhã deste sábado. A gestão Ratinho Junior (PSD) afirmou que “cobra celeridade do governo federal para a resolução dos conflitos agrários no oeste” desde o primeiro semestre do ano passado e falou em “invasões cometidas por indígenas”.

“Forças estaduais foram mobilizadas para reforçar a segurança na região, em alinhamento com as ações das autoridades federais, que têm a atribuição constitucional de investigar e coibir crimes em terras indígenas”, disse o governo paranaense.

Acrescentou que a atuação dos agentes de segurança do Paraná na região “acaba sendo limitada devido às invasões cometidas por indígenas, fazendo com que a responsabilidade pela mediação e eventuais reintegrações de posse recaia apenas sobre o governo federal e o Poder Judiciário”.



Leia Mais: Folha

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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



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