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Inflação: IPCA é calculado pelo IBGE em 16 locais – 12/03/2025 – Mercado
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Leonardo Vieceli
O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) traz a medida oficial da inflação no Brasil, mas a coleta de preços não é realizada em todo o território pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O levantamento ocorre em 16 áreas, compostas por capitais ou regiões metropolitanas, incluindo os locais mais populosos, como São Paulo e Rio de Janeiro.
Ampliar o número de metrópoles pesquisadas não é considerada uma tarefa simples. O processo exigiria a garantia de recursos financeiros e a instalação de equipes do IBGE com dedicação total à coleta dos preços.
O órgão, porém, tem convivido com restrições orçamentárias e perda de servidores efetivos nos últimos anos –o Censo Demográfico 2022, por exemplo, atrasou em meio a esse contexto no instituto.
“O processo para a incorporação de uma nova área no índice de preços requer o estabelecimento de uma equipe exclusiva de coleta, treinamento, realização de pesquisas de local de compra e de especificação de produtos e serviços, além de uma pesquisa piloto”, diz o gerente do IPCA, Fernando Gonçalves, em nota.
“Há a necessidade de avaliar a alocação de recursos financeiros e de pessoal”, acrescenta o técnico do IBGE.
A lista de 16 áreas com coleta do IPCA é composta por dez regiões metropolitanas. São os casos de Belém, Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Vitória, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
A relação ainda inclui Brasília e outros cinco municípios. Todos são capitais: Aracaju, Campo Grande, Goiânia, Rio Branco e São Luís.
“O IPCA é uma pesquisa que vai a campo: tem gente levantando dados de preços praticamente todos os dias”, afirma a economista Wasmália Bivar, que foi presidente do IBGE de 2011 a 2016.
“Para isso, não é só treinar uma equipe. É preciso que ela exista e que tenha um movimento contínuo. A equipe não poderá ser compartilhada com outras pesquisas”, completa.
A região metropolitana do Rio de Janeiro foi, em janeiro de 1979, o primeiro local a ser incorporado ao SNIPC (Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor), que produz o IPCA.
Depois, foi a vez de Porto Alegre, Belo Horizonte e Recife, em junho de 1979; de São Paulo, Brasília e Belém, em janeiro de 1980; de Fortaleza, Salvador e Curitiba, em outubro de 1980; de Goiânia, em janeiro de 1991; de Vitória e Campo Grande, em janeiro de 2014; e de Rio Branco, São Luís e Aracaju, em maio de 2018.
Conforme Wasmália, a análise sobre a inflação no Brasil não é prejudicada de maneira significativa pelo fato de o IPCA não contemplar todas as 27 capitais. O efeito disso seria irrisório, já que a coleta cobre a maior parte delas, incluindo as áreas mais populosas, aponta a ex-presidente do IBGE.
A situação, porém, afeta o acompanhamento dos preços a nível local nas cidades sem a pesquisa, avalia a economista. Em Manaus, por exemplo, não há coleta do IPCA, e usar as informações do índice de Belém, também na região Norte, não refletiria exatamente a mesma realidade de consumo, diz Wasmália, que nasceu na capital do Amazonas.
“Para os governos locais, [não ter o IPCA] é uma limitação”, afirma.
O índice oficial mede a inflação para famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos. No total das áreas pesquisadas, o IPCA apura os preços de 377 subitens, como são chamados os bens e serviços.
O IBGE define a composição da cesta a partir da POF (Pesquisa de Orçamentos Familiares), que aponta o que as famílias consomem e o peso de cada gasto no orçamento.
Em locais sem a coleta do IPCA, pode haver o uso de indicadores alternativos para o acompanhamento da inflação. É o caso de Florianópolis, onde a Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina) divulga o ICV (Índice de Custo de Vida).
Como o ICV tem basicamente a mesma metodologia do IPCA, os dados são comparáveis, de acordo com a instituição estadual. O índice de Florianópolis registra a variação dos preços de 297 produtos e serviços consumidos por famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos.
Além de Florianópolis e Manaus, a lista de 11 capitais sem IPCA abrange ainda Boa Vista, Cuiabá, João Pessoa, Macapá, Maceió, Natal, Palmas, Porto Velho e Teresina.
Folha Mercado
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Cada consumidor pode ter uma sensação de inflação maior ou menor do que o índice oficial do país.
Essa diferença está associada ao fato de que o IPCA mede a variação dos preços de uma ampla cesta de produtos e serviços, que podem estar presentes em maior ou menor escala na rotina de cada brasileiro.
“Sua cesta de compras, ou seja, os produtos e serviços que você consome regularmente, pode ser bem diferente da cesta média da população brasileira. Com isso, o seu índice pessoal de inflação pode ser maior ou menor do que o IPCA”, afirma o IBGE.
“Por exemplo, uma família que não consome carne vermelha e não tem filhos em idade escolar terá, com certeza, um índice de inflação pessoal diferente do oficial, cujo cálculo coloca peso considerável na variação do preço da carne e da mensalidade escolar”, acrescenta o instituto.
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Estudantes estrangeiros de Medicina farão intercâmbio na Ufac — Universidade Federal do Acre
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9 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, recebeu sete estudantes estrangeiros de Medicina que participarão de um intercâmbio acadêmico voltado à vivência da realidade amazônica e dos serviços de saúde na região. A recepção, com boas-vindas e apresentação da universidade, ocorreu nessa segunda-feira, 8, no gabinete da Reitoria, campus-sede.
O grupo é formado por Berklay Çetinkaya, da Turquia; Shajeea Sajid, da Itália; Clara Corsini, da França; Laura Joanna, da Alemanha; Lucie Dupin, da França; Shannon Marie, do Canadá; e Nia Julia, da Finlândia. Com idades entre 18 e 27 anos, os intercambistas permanecerão no Acre pelas próximas três semanas.
Durante a programação, os alunos conhecerão unidades de saúde, terão contato com diferentes aspectos do Sistema Único de Saúde (SUS) e participarão de atividades de campo, como a visita ao internato rural do curso de Medicina da Ufac no município de Feijó (AC), permitindo o contato com populações rurais e indígenas e com desafios enfrentados por profissionais que atuam em regiões distantes dos grandes centros urbanos.
“Estamos muito felizes em receber esses sete estudantes estrangeiros. O que mais nos impressiona é que eles escolheram a Amazônia e o Acre para realizar esse intercâmbio”, disse a reitora Guida Aquino. “Tenho certeza de que isso trará resultados importantes e incentivará também nossos estudantes a buscarem oportunidades internacionais de formação.”
Para o coordenador do curso de Medicina, Osvaldo Leal, a iniciativa representa um importante passo no processo de internacionalização da Ufac. “É uma experiência de aprendizado mútuo e uma oportunidade de mostrar o que temos a oferecer enquanto universidade amazônica”, pontuou.
A estudante de Medicina da Ufac, Assúria Mesquita, uma das responsáveis pela organização da programação, ressaltou que o intercâmbio fortalece a troca de conhecimentos entre diferentes culturas e sistemas de saúde. “Essa troca contribui para a formação de profissionais mais preparados e sensíveis às diferentes realidades.”
O intercâmbio é realizado por meio da Federação Internacional das Associações de Estudantes de Medicina, organização presente em mais de 190 países e reconhecida pela Organização Mundial da Saúde.
Também participou da recepção a vice-reitora eleita, Almecina Balbino.
(Fhgner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre
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1 de junho de 2026A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física.
O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.
A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.
Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico.
“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.
Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.
O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre
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1 de junho de 2026O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.
A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.
Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.
Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.
As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.
“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”
Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.
Próximos passos
Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:
– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;
– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.
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