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Infraestrutura e economia dominam agenda de Tarcísio – 06/03/2025 – Poder

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Infraestrutura e economia dominam agenda de Tarcísio - 06/03/2025 - Poder

Victória Cócolo, Matheus Tupina, Vitor Antonio

Tarcísio de Freitas (Republicanos) teve seu cotidiano nos dois anos à frente do Governo de São Paulo dominado por temas como infraestrutura, economia, privatizações e segurança nas reuniões oficiais.

Segundo dados da agenda oficial do governador entre os dias 1º de janeiro de 2023, data da posse no estado, e 31 de dezembro passado, o campeão de encontros é o chefe da Casa Civil, Arthur Lima, com 167. Ele é seguido pela secretária de Infraestrutura e Meio Ambiente, Natália Resende (63), e depois, por Rafael Benini (51), de Parcerias e Investimentos.

Fora do pódio estão Samuel Kinoshita (48), titular da Fazenda e Planejamento, e o secretário de Governo, Gilberto Kassab (40), responsável pela articulação política da administração.

Os dados foram extraídos de forma automatizada pela Folha e analisados pela reportagem, que contabilizou apenas os compromissos em que os convidados são nominalmente citados.

Isso significa que reuniões com citações mais genéricas, como “prefeitos”, “secretários”, ou “participantes” não entram nos totais mencionados.

O governador teve, no total, 1.183 compromissos oficiais com seus auxiliares de primeiro escalão, além de assessores, deputados estaduais e federais, senadores, governadores, membros do Judiciário e outras figuras do setor privado e da sociedade civil. Destas, 868 ocorreram em 2023, ante 315 em 2024.

Com os chefes de cada pasta do governo, foram realizadas 654 reuniões, sendo 479 delas em 2023 e 175 no ano de 2024 —uma redução de 64%. Vale ressaltar que muitas agendas não são incluídas nos anais oficiais da administração paulista.

Entre os dez primeiros também se encontram os secretários de Comunicação, Laís Vita, de Desenvolvimento Social, Jorge Lima, de Segurança Pública, Guilherme Derrite, de Projetos Estratégicos, Guilherme Afif Domingos, e de Educação, Renato Feder.

Entre esses, Derrite se destaca com o maior número de encontros com Tarcísio no ano passado: ao todo, foram 10 reuniões. O secretário protagonizou, em 2024, uma crise envolvendo a segurança no estado e a atuação da Polícia Militar em abordagens e operações acumuladas desde o início do mandato.

Alguns casos polêmicos marcaram a gestão da dupla, incluindo o flagra de um policial no momento em que jogava um homem do alto de uma ponte, na zona sul de São Paulo, a morte de um estudante de medicina e o assassinato de um homem negro atingido por 11 tiros disparados pelas costas por um militar de folga em frente a um mercado.

A crise gerou pressão sobre o primeiro escalão do Palácio dos Bandeirantes, uma vez que a segurança pública é uma bandeira do governo Tarcísio, usada como vitrine eleitoral. Apesar dos rumores, o mandatário decidiu manter Guilherme Derrite à frente da pasta.

Tarcísio fala em concorrer à reeleição em 2026, mas também é visto como presidenciável, dada a inelegibilidade de Jair Bolsonaro (PL). O secretário de Segurança é mencionado como possível candidato ao Senado, a vice-governador ou até a governador, caso o atual chefe do executivo paulista dispute o Palácio do Planalto.

Para o pleito do próximo ano, Derrite acertou a ida para o PP, de acordo com o senador e presidente da sigla, Ciro Nogueira. O senador defende que, se Tarcísio for candidato a presidente, Derrite concorra ao Governo de São Paulo.

“A segurança pública foi central para Tarcísio e sua relação com o núcleo central do bolsonarismo. O empoderamento dos policiais militares e o recrudescimento que produziriam a sua política de segurança, com aumento significativo da letalidade policial, colocam a Secretaria de Segurança Pública e a função de Derrite como central”, avalia a pesquisadora e analista política Júlia Almeida.

Para além do primeiro escalão, estão na lista das pessoas com as quais Tarcísio mais se reuniu em 2024 a procuradora-geral de SP, Inês Coimbra, o deputado e líder da Assembleia Legislativa de São Paulo, André do Prado (PL-SP), e o prefeito Ricardo Nunes (MDB).

Dado curioso é a quantidade de encontros oficiais em que constam a presença do vice-governador paulista, Felício Ramuth (PSD). Nos dois anos, foram cinco, mesmo número obtido pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), adversário eleitoral de Tarcísio em 2022.

Ramuth esteve em menos compromissos formalizados na agenda que André Salcedo, último presidente da Sabesp antes da privatização, e na mesma quantidade que Julio Castiglioni, diretor-presidente do Metrô de São Paulo.

Outro que perdeu espaço com o governador foi Kassab. Apesar de ser considerado homem forte da administração e ser cotado até mesmo como vice de Tarcísio em 2026, caso ele concorra ao Palácio do Planalto, saiu de 37 agendas em 2023 para apenas 3 em 2024.

O governador também teve encontros com figuras políticas brasileiras e estrangeiras, prefeitos e empresários. Nos dois anos, foram 87 reuniões com membros do setor privado, além de 81 com deputados estaduais, 57 prefeitos e 54 autoridades de órgãos internacionais e representações de outros países.

Entre as lideranças internacionais estão membros de consulados e embaixadas de Estados Unidos, China, Dinamarca, Japão, República Dominicana, Itália, Alemanha e outros. Na lista também constam organizações como o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e Banco Mundial.

O atual ocupante do Palácio dos Bandeirantes também se encontrou com nomes do Judiciário, como desembargadores do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) e ministros do STJ (Superior Tribunal de Justiça).

Dos 11 magistrados do STF (Supremo Tribunal Federal), se reuniu com 9 deles, à exceção de Flávio Dino e Cristiano Zanin, recém-indicados por Lula (PT). O petista, inclusive, também foi pouco visto em agendas formais, com apenas três encontros nos dois anos.

Em espectro nacional, foram realizados compromissos oficiais com Arthur Lira (PP-AL), ex-presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ex-chefe do Senado, além dos governadores de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), de Rondônia, Coronel Marcos Rocha (União Brasil), de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL) e de Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB).



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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física. 

O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.

A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.

Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico. 

“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.

Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.

O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna.jpg

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre

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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais-interna.jpg

O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.

A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.

Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.

Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.

As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.

“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”

Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.

Próximos passos

Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:

– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;

– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.

 



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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

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Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



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