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Iniciativas de ambiente e mobilidade levam prêmio do júri – 12/11/2024 – Folha Social+

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Eliane Trindade, Cristiano Cipriano Pombo

Restauração de terras degradadas por meio de sistemas agroflorestais, uso de inteligência artificial para melhorar redação de alunos no Enem, inclusão bancária e antecipação de pagamento para trabalhadores precarizados são exemplos de inovação entre os finalistas do Empreendedor Social 2024.

No ano em que o prêmio celebra sua 20ª edição, chegaram também à final causas como a transparência para o fortalecimento da cidadania, a energia limpa para comunidades vulneráveis e o combate ao abuso sexual no transporte público.

Concorreram ao prêmio na categoria Inovadores Sociais do Ano três iniciativas: Belterra Agroflorestas, que é liderada por Valmir Ortega, 57; Trampay, criada por Jorge Júnior, 28; e Letrus, que foi cofundada por Luis Junqueira, 43, e Thiago Rached, 42.

Enquanto na categoria Soluções que Inspiram foram finalistas Maria Vitória Ramos, 28 (da Fiquem Sabendo), Eduardo Ávila, 29 (da Revolusolar), e Simony César, 32 (da Super Nina).

Os seis finalistas foram avaliados por um júri composto por oito membros: Hilde Schawb, cofundadora da Fundação Schwab; Marcelo Benez, diretor comercial da Folha e Ana Cristina Rosa, colunista da Folha, foram os representantes dos organizadores do concurso, realizado no Brasil desde 2005 numa parceria do jornal com a entidade irmã do Fórum Econômico Mundial.

Eles dividiram a difícil tarefa de avaliar o perfil e o impacto dos candidatos com personalidades do ecossistema de impacto, como Marcelo Furtado, head de sustentabilidade da holding Itaúsa, e Suzana Pires, atriz e fundadora do Instituto Dona de Si.

Dois empreendedores sociais que já passaram pelo concurso também fizeram parte do júri: Guilherme Brammer, fundador da Boomera, laureado como Inovador Social do Ano em 2019 pelo Schwab e membro da comunidade de executivos do Fórum Econômico Mundial; e Luana Génot, vencedora do prêmio na categoria Direitos Humanos em 2022 e Young Global Leader.

O corpo de jurados se completou com um nome internacional, Meagan Fallone, diretora de Justiça Climática na Care.

Na avaliação do júri, o prêmio foi para Valmir Ortega por liderar um trabalho notável em agricultura regenerativa, com uma grande estrutura de quase 400 funcionários, sólida estrutura financeira e boa escala.

Uma disputa acirrada com a dupla Luis Junqueira e Thiago Rached, da Letrus, que se destacou no critério inovação pelo uso de inteligência artificial para melhoria da educação pública. O potencial da Trampay foi um ponto positivo ressaltado pelos jurados.

Na categoria Soluções que Inspiram o júri acabou escolhendo Simony César como a vencedora. Ainda em um estágio inicial de desenvolvimento da Super Nina, a startup já impacta 1 milhão de usuários em Fortaleza.

Na avaliação dos jurados, é uma solução que faz uma integração inteligente de tecnologias, além de poder ser replicada em qualquer grande cidade.

O perfil de Eduardo Ávila e de Maria Vitória Ramos, à frente de causas relevantes, como energia limpa e fortalecimento da democracia, mereceram avaliações positivas dos avaliadores.

“Os finalistas 2024 são a prova viva de que modelos sociais de sucesso podem mudar realidades”, completa Hilde Schwab, que lidera uma comunidade de mais de 450 inovadores sociais que atuam em 190 países e impactam diretamente mais de 891 milhões de pessoas em todo o mundo.

Os seis finalistas e vencedores desta edição serão submetidos ainda à avaliação do conselho da Schwab, que irá escolher o(a) brasileiro(a) a figurar entre os Inovadores Sociais de 2025 no mundo, que serão anunciados em janeiro do ano que vem no Encontro Anual do Fórum Econômico Mundial em Davos.

O Prêmio Empreendedor Social tem patrocínio de Gerdau, Ambev, Coca-Cola, Instituto Coca-Cola, Sesi, Instituto Liberta e SOS Mata Atlântica. Conta também com apoio de Unicef, Theatro Municipal, #Sustenidos e Cidade de São Paulo, e parceria estratégica de Ashoka, ESPM, Fundação Dom Cabral, MOL Impacto, Pacto Global, Prosas, SBSA Advogados e UOL. A premiação conta ainda com 15 parceiros institucionais e com outros 6 de divulgação.



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

 

A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.

A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.

O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.

O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.

Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.

 



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