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inspeções em aeronaves Boeing 737-800 do país focam em trem de pouso
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Após o acidente que deixou 179 mortos em Muan, a Coreia do Sul anunciou, quarta-feira, 1é Janeiro, que a inspeção completa de todas as aeronaves Boeing 737-800 operadas pelas companhias aéreas no país ” majoritariamente “ nos trens de pouso.
Exames atuais “concentre-se principalmente no trem de pouso, que não foi acionado corretamente neste caso”disse o Diretor Geral de Política de Segurança da Aviação, Yoo Kyeong-soo.
O avião da companhia aérea de baixo custo sul-coreana transportava um total de 181 pessoas, incluindo seis tripulantes. Todos morreram, exceto um comissário de bordo e um comissário de bordo, tornando-se o pior desastre aéreo da história em solo sul-coreano. Investigadores sul-coreanos e americanos, nomeadamente da Boeing, estão a vasculhar o local do acidente ocorrido na manhã de domingo no aeroporto de Muan (sudoeste).
Sendo impossível extrair em solo sul-coreano as informações contidas no “o gravador de dados de voo danificado, foi decidido hoje transportá-lo para os Estados Unidos para análise colaborativa” com investigadores americanos, disse o vice-ministro da Aviação, Joo Jong-wan.
Poucas horas antes, ele havia anunciado que os investigadores destacados no local haviam extraído os primeiros dados da outra caixa preta, aquela que continha as conversas na cabine. O seu estudo deverá permitir ouvir as últimas trocas entre os pilotos.
Arquitetura do aeroporto criticada
Na manhã de domingo, este Boeing da transportadora low cost sul-coreana Jeju Air, vindo de Banguecoque, aterrou de barriga em Muan (sudoeste do país), batendo num muro de betão no final da pista. Sob o peso do impacto, o avião dobrou-se em dois e pegou fogo.
A possibilidade de colisão com pássaros também foi mencionada para explicar a tragédia. A torre de controle do aeroporto de Muan enviou um aviso nesse sentido à tripulação três minutos antes do acidente. O piloto, por sua vez, emitiu uma mensagem de socorro antes do pouso de emergência.
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Os motores a jato podem perder potência ou até parar completamente após sugar um pássaro. Os críticos, porém, centram-se na arquitetura do aeroporto, em particular na presença do sólido obstáculo atingido pelo avião, que é uma ferramenta de auxílio à orientação presente em outros aeroportos do país.
A questão de um mau funcionamento de hardware também foi levantada, com a mídia local relatando que o trem de pouso foi acionado corretamente quando o piloto tentou pousar pela primeira vez, mas não estendeu na segunda tentativa.
Os vídeos mostram o avião fazendo um pouso de emergência com o trem de pouso retraído e os flaps não estendidos. A questão “provavelmente será examinado (…) com uma revisão completa dos vários depoimentos e provas”explicou o Ministério do Ordenamento do Território, que tutela a aviação civil.
Identificação da vítima concluída
No aeroporto de Muan, as famílias enlutadas estão cada vez mais frustradas com o lento processo de entrega dos restos mortais. Os corpos ficaram gravemente danificados pelo acidente, tornando o trabalho de identificação extremamente difícil, enquanto os investigadores lutam para preservar pistas no local do acidente.
O novo presidente interino, Choi Sang-mok, que assumiu o cargo na semana passada, anunciou na quarta-feira que “durante a noite, o processo de identificação das 179 vítimas (havia) sido concluído”. “Nossos investigadores, juntamente com o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes e o fabricante, estão conduzindo uma investigação conjunta”disse Choi na quarta-feira durante uma reunião sobre gestão de desastres.
“Uma análise e exame abrangente da estrutura e dos dados da aeronave (caixas pretas) revelará a causa do acidente”ele disse. As primeiras investigações in loco centraram-se no localizador, este sistema de assistência à aterragem presente noutros aeroportos do país e que, em Muan, foi instalado no muro de betão em questão.
O avião transportava principalmente turistas que voltavam de uma estadia na Tailândia. Todos os passageiros eram cidadãos coreanos, exceto dois tailandeses. Altares em memória das vítimas foram erguidos em todo o país, inclusive em Seul e no Aeroporto de Muan.
O mundo com AFP
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Licenciatura Indígena realiza defesa de TCCs em aldeias no Juruá — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
23 de outubro de 2026O curso de Licenciatura Indígena, do campus Floresta da Ufac, realizou o 1º Seminário Acadêmico de Apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). O evento possibilitou a defesa de 16 trabalhos nas aldeias Barão, da terra indígena Puyanawa, em Mâncio Lima (AC), e Morada Nova, na terra indígena Katukina/Kaxinawá, em Feijó (AC). As atividades ocorreram entre 25 de setembro e 2 de outubro, envolvendo estudantes, professores, egressos do curso, pós-graduandos e as comunidades locais.
Os TCCs defendidos nas aldeias são de autoria de discentes que ingressaram na Ufac em 2023 e deverão colar grau no início de 2027. Os temas das pesquisas contemplaram variados aspectos da vida indígena, abrangendo história, biografia, mitologia, organização política, território, medicina tradicional, grafismos, gênero, terminologias linguísticas, educação especial, atividade cinegética e rituais tradicionais.
A viabilização das defesas nas aldeias ocorreu pela primeira vez em 18 anos de existência da graduação e está de acordo com a pedagogia da alternância, pela qual parte da carga horária do curso é realizada nas comunidades indígenas dos alunos, por meio de pesquisa e extensão. Os recursos para realização do evento foram provenientes de projeto de extensão com o mesmo nome do seminário.
As bancas de avaliação foram compostas por docentes do curso, egressos de outras turmas da Licenciatura Indígena e egressos indígenas de outros cursos da Ufac, inclusive da pós-graduação. Também compuseram algumas bancas pessoas reconhecidas por suas comunidades com “notório saber”, expediente previsto no regulamento de TCC do curso. Além de familiares dos estudantes e moradores das aldeias, indígenas de outras etnias estiverem presentes no seminário.

Organização
A atividade no município de Mâncio Lima, que é vizinho ao campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), ocorreu num só dia, em 25 de setembro, com a defesa de dois TCCs. Já para o evento em Feijó foi necessário um deslocamento de ônibus, com duração de quase seis horas, em 30 de setembro, até o porto da cidade. E, à noite, uma embarcação levou cerca de 20 pessoas até a aldeia Morada Nova, onde houve uma recepção musical para o grupo. Na manhã do dia seguinte começaram as defesas, que prosseguiram até 2 de outubro.

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Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre
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4 dias atrásem
22 de outubro de 2026A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.
Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.
Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.
Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.
Herbário
O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.
Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.
A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.
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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre
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21 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza até esta sexta-feira, 23, a 3ª Semana Acadêmica de Física, no prédio do curso, no campus-sede, em Rio Branco. Iniciado nessa segunda-feira, 19, o evento retoma as atividades presenciais da semana acadêmica após seis anos de interrupção, causada pela pandemia de covid-19 e pela reorganização do calendário universitário.
A programação tem atrações abertas ao público, como oficinas de astronomia, observação do Sol com telescópio e um planetário móvel, instalado no segundo andar do prédio de Física. Há ainda palestras, apresentações de pesquisas de estudantes e minicursos práticos de elaboração de material didático, física experimental, criação de mapas, processamento de dados e sismologia.
Organizada em três eixos temáticos, a semana é voltada aos estudantes da licenciatura e do bacharelado em Física e do curso de Física Aplicada às Ciências da Terra. Os primeiros dias tiveram debates e palestras sobre o ensino de física e a formação docente. Em seguida, a programação trata de física pura, como mecânica quântica, relatividade e física de partículas, e termina com geofísica, astronomia e fenômenos naturais.
Segundo o coordenador do evento e professor do curso de Física, Victor Carreira, a retomada presencial reaproxima o curso da comunidade externa e das escolas de educação básica. Turmas do Instituto Federal do Acre visitaram a semana, e escolas da rede pública foram convidadas.

“A semana acadêmica é muito importante tanto para os nossos alunos quanto para a comunidade em geral de Rio Branco”, disse Carreira. “É uma oportunidade para jovens do ensino médio conhecerem a universidade e vivenciarem a ciência na prática.”
A cerimônia de encerramento ocorre nesta sexta-feira, 23, à tarde.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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