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Instagram admite ter restringido “erroneamente” a visibilidade de conteúdo LGBT+
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1 ano atrásem
Certas fotos e vídeos do Instagram acompanhados de palavras-chave relacionadas às comunidades LGBT+ foram filtrados automaticamente no Instagram e tiveram sua visibilidade reduzida, seguindo uma “erro” técnico da Meta (empresa controladora do Instagram e do Facebook). A informação, revelada na segunda-feira, 6 de janeiro, pela jornalista americana Taylor Lorenz em seu site UserMagfoi confirmado terça-feira às Mundo por Meta.
Durante vários meses, explica Taylor Lorenz, as imagens publicadas por utilizadores do Instagram acompanhadas de hashtags como #lesbian, #bissexual, #gay, #trans, #queer, #nonbinary, #transwomen ou mesmo #lesbianpride foram automaticamente tratadas como “conteúdo sensível”. E isso independentemente do tipo de imagens postadas, embora o “conteúdo sensível” geralmente abranja, de acordo com o Instagramimagens que exibem “violência”fotos “sexualmente explícito ou sugestivo”ou mesmo aqueles “que incentivam o uso de certos produtos regulamentados, como tabaco (…), produtos para adultos ou medicamentos”.
“Essas palavras-chave e termos de pesquisa foram restringidos por engano – e esse erro agora foi corrigido”declara Mundo um porta-voz da Meta. O problema afetou os utilizadores do Instagram em todo o mundo e não se limitou às hashtags inglesas: os utilizadores franceses do Instagram que publicaram imagens com palavras-chave francesas relacionadas com comunidades LGBT+ também puderam ver os seus conteúdos serem considerados “sensíveis” e, portanto, verem a sua distribuição restrita.
Distribuição restrita para adolescentes
Concretamente, quando um vídeo ou foto é considerado “sensível”, não desaparece do Instagram, mas é mais difícil de encontrar ou ver. Os usuários podem realmente escolher, nas opções de aplicativos no iPhone e Androidse quiserem ser confrontados com mais ou menos “conteúdos sensíveis” enquanto navegam na rede social. Quando decidem ficar menos expostos, imagens e vídeos categorizados como tal não aparecem “na aba “Explorar” do Instagram”e também não em “pesquisa, rolos, comentários, contas que você pode querer seguir, páginas de hashtag e recomendações em seu feed”, especifica Meta.
Isto preocupou particularmente todos Contas do Instagram para adolescentes. Esta configuração, normalmente obrigatória desde setembro de 2024 para jovens dos 13 aos 17 anos, aplica por defeito a configuração mais restritiva para evitar que os jovens vejam “conteúdos sensíveis”. Portanto, eles não poderiam acessar certas fotos e vídeos, mesmo os benignos, desde que fossem postados com palavras-chave LGBT+. No entanto, o Instagram é uma plataforma frequentemente utilizada para educação sobre sexualidade e questões de género.
“É importante para nós que todas as comunidades se sintam seguras e bem-vindas nos aplicativos Meta, e não consideramos palavras LGBTQ+ sensíveis em nossa política de conteúdo”agora garante Mundo um porta-voz da Meta.
Este infeliz episódio ocorre no momento em que Mark Zuckerberg e os executivos do grupo estão atualmente em campanha para restaurar, segundo eles, mais “liberdade de expressão” em suas plataformas. O fundador do Facebook e do Instagram anunciadoterça-feira, 7 de janeiro, querendo evitar “erros” moderação de conteúdo, eliminando as verificações realizadas por organizações independentes de verificação de fatos. A Meta não mencionou, por outro lado, os erros técnicos das próprias plataformas que impedem a distribuição gratuita de conteúdos não problemáticos, como o que afetou o Instagram nos últimos meses.
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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
7 de abril de 2026A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.
Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.
O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.
O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.”
Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)
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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
7 de abril de 2026Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.
Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.
“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.
Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”
Mostra em 4 atos
A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).
O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.
No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.
No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.
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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."
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6 de abril de 202609 e 10 de ABRIL
Local: Teatro Universitário da UFAC
11 de ABRIL
Local: Anfiteatro Garibaldi Brasil UFAC






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