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Inundações na Espanha: equipes de resgate procuram sobreviventes, mas o número de mortos deve aumentar – últimas atualizações | Espanha
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2 anos atrásem
Luke Jacobs (now) and Hamish Mackay (earlier)
Principais eventos
Os especialistas têm dado a sua reacção ao desastre de ontem – soando um alerta sobre a nossa preparação e capacidade de lidar com a situação.
Os eventos climáticos extremos estão a tornar-se mais intensos, duram mais tempo e ocorrem com mais frequência como resultado das alterações climáticas induzidas pelo homem, dizem os cientistas.
“A nossa infra-estrutura não foi concebida para lidar com estes níveis de inundações”, disse Hayley Fowler, professora de impactos das alterações climáticas na Universidade Britânica de Newcastle. Ela acrescentou que as temperaturas do mar mais quentes “recordemente quentes” alimentam tempestades que despejam níveis extremos de chuva em um só lugar.
Estas condições meteorológicas extremas “podem sobrecarregar a capacidade de resposta das defesas e dos planos de contingência existentes, mesmo num país relativamente rico como Espanha”, disse Leslie Mabon, professor sénior de sistemas ambientais na Universidade Aberta da Grã-Bretanha.
“As inundações em Espanha são um lembrete oportuno de que nenhum país está isento dos riscos das alterações climáticas.”
Para Linda Speight, professora da Escola de Geografia e Meio Ambiente da Universidade de Oxford, os alertas para tempestades intensas são “incrivelmente difíceis de emitir”, já que o local exato das chuvas mais fortes geralmente é desconhecido com antecedência.
“Precisamos urgentemente de adaptar as nossas cidades para serem mais resilientes às inundações”, acrescentou ela, sugerindo criar espaço para a água fluir através dos ambientes urbanos sem causar danos.
“Levamos muito a sério a preparação para outros perigos, como terremotos e tsunamis”, acrescentou Jess Neumann, professor associado de hidrologia, na Universidade de Reading.
“É hora de oferecermos o mesmo à preparação para riscos de inundação.”
‘Vamos nos apegar à esperança’, diz líder da vila atingida pelas enchentes
Como relatamos esta manhã, há esforços contínuos para encontrar sobreviventes.
No entanto, Emiliano García-Page, presidente das comunidades de Castilla La-Mancha, disse que parte da vila de Letur, duramente atingida, permanece inacessível às tripulações.
A região disse ontem que duas pessoas morreram. Cinco moradores de Letur continuam desaparecidos.
“Em Letur, especificamente, ainda não foi possível acessar parte da aldeia”, disse García-Page aos repórteres.
“O prognóstico é pessimista, mas até encontrarmos pessoas e confirmarmos as coisas, nos agarraremos à esperança.”
Estes são tempos muito difíceis para os familiares dos desaparecidos em Letur. Todos os meus pensamentos estão com você.
Muita força também aos demais vizinhos e ao seu prefeito. @sergiomarinsanc.
Ele @gobjccm estará à altura da ocasião para oferecer ajuda… pic.twitter.com/9v33SHSB3M– Emiliano García-Page (@garciapage) 30 de outubro de 2024
Análise: inundações e secas mortais são as duas faces da moeda da crise climática
Ajit Niranjan
Os residentes de Chiva, uma pequena cidade nos arredores de Valência, podem esperar um futuro sombrio de agravamento da seca à medida que o planeta aquece e o país seca. Mas na terça-feira, eles também testemunharam chuvas equivalentes a um ano em questão de horas.
O chuvas torrenciais que inundaram o sul e o leste de Espanha na noite de terça-feira, destruindo pontes e devastando cidades, matando dezenas de pessoas. A poluição por combustíveis fósseis desempenha um papel na deformação de ambos os extremos do ciclo da água: o calor evapora a água, deixando as pessoas e as plantas secas, mas o ar quente pode reter mais humidade, aumentando o potencial de chuvas catastróficas.
“Secas e inundações são as duas faces da mesma moeda das alterações climáticas”, disse Stefano Materia, cientista climático italiano do Centro de Supercomputação de Barcelona. Ele disse que estudos relacionaram as secas no Mediterrâneo com a emergência climática através de mudanças na circulação atmosférica, ao mesmo tempo que o aumento da temperatura global aqueceu gravemente a região.
Leia aqui:
As autoridades confirmaram que uma mãe e um bebé estavam entre as vítimas das inundações de ontem nos subúrbios de Valência.
Foi confirmado que cerca de 40 pessoas morreram só em Paiporta.
Dezenas de milhares de casas em toda a área ainda estão sem electricidade e água potável e muitas estradas foram bloqueadas por centenas de carros e camiões arrastados por torrentes repentinas.
Os serviços de emergência realizaram 200 resgates terrestres e 70 evacuações aéreas na quarta-feira, disse o chefe do governo regional de Valência, Carlos Mazon.
As inundações desta semana foram as piores em Espanha desde 1996, quando 87 pessoas morreram depois de chuvas torrenciais atingirem um parque de campismo nas montanhas dos Pirenéus. As mais recentes inundações catastróficas na Europa ocorreu em julho de 2021, matando 243 pessoas na Alemanha, Bélgica, Romênia, Itália e Áustria.
A intensa chuva foi atribuída a um fenômeno conhecido como gota friaou “gota fria”que ocorre quando o ar frio se move sobre as águas quentes do Mediterrâneo. Isso cria instabilidade atmosférica, fazendo com que o ar quente e saturado suba rapidamente, causando fortes chuvas e trovoadas.
Especialistas afirmam que o aquecimento do Mediterrâneo, que aumenta a evaporação da água, desempenha um papel fundamental no agravamento das chuvas torrenciais.
Aqui estão algumas das imagens mais recentes das áreas afetadas na Espanha:
‘Ficamos presos como ratos’: inundações trazem devastação e desespero
Sam Jones
A gratidão que saudou as chuvas da madrugada de terça-feira durou pouco em Utiel. Quando as tão esperadas chuvas finalmente chegaram à cidade de Valência, região oriental da Espanha, assolada pela seca, foram impiedosas na sua abundância.
“As pessoas ficaram muito felizes no início porque rezavam por chuva, pois as suas terras precisavam de água”, disse Remedios, dono de um bar em Utiel. “Mas por volta das 12 horas, a tempestade realmente atingiu e estávamos todos muito apavorados.”
Presos no bar, ela e alguns de seus clientes só puderam ficar sentados e assistir enquanto as piores enchentes da Espanha em quase 30 anos fizeram com que o rio Magro transbordasse, prendendo alguns moradores em suas casas e fazendo com que carros e latas de lixo surgissem pelas ruas. em águas lamacentas da enchente.
“A subida das águas trouxe consigo lama e pedras e eram tão fortes que romperam a superfície da estrada”, disse Remedios, que forneceu apenas o seu primeiro nome.
“O túnel que leva à cidade estava meio cheio de lama, as árvores estavam caídas e havia carros e contentores de lixo a rolar pelas ruas. O meu terraço exterior foi destruído – as cadeiras e as persianas foram todas varridas. É simplesmente um desastre.”
Na tarde de quarta-feira, o número de mortos em Valência e Andaluzia ficaram em . O prefeito de Utiel, Ricardo Gabaldón, disse ao jornal Las Provincias que alguns moradores da cidade não sobreviveram às enchentes, mas não foi capaz de fornecer um número exato.
Horas antes, Gabaldón tinha dito à emissora nacional espanhola, RTVE, que terça-feira tinha sido o pior dia da sua vida. “Ficamos presos como ratos”, disse ele. “Carros e contêineres de lixo escorriam pelas ruas. A água estava subindo para 3 metros.”
Equipes de resgate e mais de 1.100 soldados das unidades de resposta a emergências da Espanha foram destacados para as áreas afetadas. O governo central de Espanha também criou um comité de crise para coordenar os esforços de resgate.
À medida que a busca por pessoas desaparecidas continua, os motoristas são instados a permanecer fora das estradas e longe dos rios transbordantes, em meio a avisos de que o mau tempo não acabou e que o número de mortes ainda pode aumentar.
A busca por sobreviventes continua com previsão de mais chuva
Equipes de resgate em Espanha continuou a procurar mais vítimas após inundações mortais, à medida que eram levantadas questões sobre como uma das nações mais desenvolvidas do mundo não conseguiu responder adequadamente a uma tempestade extrema.
As chuvas torrenciais que começaram no início da semana provocaram inundações que deixou pelo menos 95 pessoas mortaso desastre mais mortal no país da Europa Ocidental desde 1973.
A ministra da Defesa, Margarita Robles, disse à estação de rádio Cadena Ser que uma unidade militar especializada em operações de resgate começaria na quinta-feira a vasculhar a lama e os destroços com cães farejadores nas áreas mais atingidas.
Questionada sobre se o número de vítimas provavelmente aumentará, ela disse: “Infelizmente não estamos otimistas”.
As equipes trouxeram consigo 50 necrotérios móveis.
Mais chuvas fortes foram previstas para a região oriental de Valência, mais atingida, e outras áreas da costa nordeste para hoje.
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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre
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23 horas atrásem
14 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.
O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.
A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.
Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.
O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.
A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.
Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.
Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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6 dias atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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7 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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