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Irã executa dissidente germano-iraniano após anos de cativeiro | Irã

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Agence France-Presse in Berlin

Irã executou um cientista político germano-iraniano de 69 anos depois de anos em cativeiro, provocando indignação na Alemanha e noutros países.

Berlim alertou para “sérias consequências” para o “regime desumano” do Irão depois de Jamshid Sharmahd ter sido condenado à morte na segunda-feira, enquanto um grupo de direitos humanos com sede na Noruega classificou a execução como “assassinato extrajudicial de um refém”.

Sharmahd, um cidadão alemão de ascendência iraniana e residente nos EUA, foi apreendido pelas autoridades iranianas em 2020 enquanto viajava pelos Emirados Árabes Unidossegundo sua família.

O Irão, que não reconhece a dupla cidadania, anunciou a sua detenção após uma “operação complexa”, sem especificar como, onde ou quando foi capturado.

Sharmahd foi condenado à morte em Fevereiro de 2023 pelo crime capital de “corrupção na Terra”, uma sentença posteriormente confirmada pelo Supremo Tribunal do Irão.

O site Mizan do judiciário iraniano disse na segunda-feira que “a sentença de morte de Jamshid Sharmahd… foi executada esta manhã”.

Ele foi condenado por participar de um atentado à bomba em uma mesquita em 2008 na cidade de Shiraz, no sul, no qual 14 pessoas foram mortas e 300 ficaram feridas.

Sua família há muito afirma que Sharmahd era inocente.

Sharmahd também foi acusado de liderar o grupo Tondar, que pretende derrubar a República Islâmica, e é classificado como organização terrorista pelo Irão.

A ministra dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, Annalena Baerbock, disse que o assassinato “mostra mais uma vez que tipo de regime desumano governa em Teerão: um regime que usa a morte contra a sua juventude, a sua própria população e cidadãos estrangeiros”.

Ela acrescentou que Berlim deixou claro repetidamente “que a execução de um cidadão alemão teria consequências graves”.

“Isto sublinha o facto de que ninguém está seguro sob o novo governo”, disse ela em referência à administração do presidente Masoud Pezeshkian, que tomou posse em julho.

Baerbock expressou a sua “sincera simpatia” pela família de Sharmahd, “com quem sempre mantivemos contacto próximo”, e disse que a embaixada alemã em Teerão trabalhou “incansavelmente” em seu nome.

No entanto, Mariam Claren – filha de outro germano-iraniano detido em Teerão – acusou X de que “este assassinato estatal poderia ter sido evitado se o governo alemão realmente quisesse”.

O diretor da ONG Iran Human Rights (IHR), com sede na Noruega, Mahmood Amiry-Moghaddam, classificou a execução como “um caso de assassinato extrajudicial de um refém com o objetivo de encobrir os recentes fracassos dos sequestradores da República Islâmica”.

“Jamshid Sharmahd foi raptado nos Emirados Árabes Unidos e transferido ilegalmente para o Irão, onde foi condenado à morte sem um julgamento justo”, disse Amiry-Moghaddam, cujo grupo acompanha de perto as execuções no Irão.

O Centro Europeu para os Direitos Constitucionais e Humanos afirmou: “O rapto ilegal de Sharmahd, a sua subsequente tortura sob custódia, o julgamento-espetáculo injusto e a execução de hoje são exemplares dos inúmeros crimes do regime iraniano.”

Sharmahd cresceu numa família iraniano-alemã e mudou-se para a Califórnia em 2003, onde foi acusado de fazer declarações hostis ao Irão e ao Islão na televisão.

Mizan disse que Sharmahd era “um terrorista criminoso” que “foi hospedado pelos Estados Unidos e também por países europeus e operava sob a complexa proteção dos seus serviços de inteligência”.

O Irão realiza o segundo maior número de execuções em todo o mundo por ano, depois da China, de acordo com grupos de direitos humanos, incluindo a Amnistia Internacional.

Pelo menos 627 pessoas foram executadas só este ano pelo Irão, segundo o IHR. Grupos de direitos humanos acusam as autoridades de utilizarem a pena capital como uma ferramenta para incutir medo em toda a sociedade.

Vários outros europeus continuam detidos no Irão, incluindo pelo menos três cidadãos franceses.

A deputada do Parlamento Europeu, Hannah Neumann, que preside a delegação iraniana da assembleia, apelou a uma mudança total na política da UE em relação a Teerão, informou o diário Bild.

“Havia algumas vozes que queriam esperar e ver como o regime se desenvolveria após a eleição de Pezeshkian”, disse Neumann. “Esta terrível execução mostra-nos claramente como devemos julgar este novo governo.”



Leia Mais: The Guardian

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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