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Israel ataca depósitos de mísseis e defesas aéreas na região de Tartous, na Síria | Notícias da Guerra da Síria

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Israel lançou ataques durante a noite contra os sistemas de defesa aérea e depósitos de munições da Síria, na sua tentativa contínua de desativar a capacidade militar do país após a recente destituição do presidente Bashar al-Assad.

O monitor de guerra, o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (SOHR), disse na segunda-feira que Israel alvejou locais militares na região costeira de Tartous, na Síria, incluindo unidades de defesa aérea e “depósitos de mísseis superfície-superfície”, dizendo que o ataque caracterizou “os ataques mais pesados” na área em mais de uma década.

“As explosões em Tartous foram extremamente fortes”, disse Resul Serdar da Al Jazeera, reportando da capital síria, Damasco. “Alguns especialistas dizem que isso provavelmente significa que se tratava de uma casa de produção de armas químicas.”

O ataque a Tartous foi “importante”, dado o seu papel como base para as forças navais sírias, disse ele, acrescentando que os militares israelitas tinham destruído “uma frota completa” apenas três dias antes.

Durante a noite, Israel também bombardeou locais dentro e ao redor de Damasco, particularmente em torno da montanha Qasioun, atingindo “sistemas de radar” e “sistemas de defesa aérea”, segundo Serdar.

As autoridades esperam que os ataques aos “sistemas de radar e batalhões” restantes continuem nos próximos dias, disse ele.

Os ataques nocturnos em Tartous e Damasco marcaram a última etapa de um processo em curso Campanha israelense que viu os militares atacarem o país com cerca de 600 ataques nos oito dias desde a queda de al-Assad.

“Israel está a seguir uma estratégia de diminuição da capacidade de defesa aérea deste país e também das suas forças aéreas”, disse Serdar.

Paralelamente, as tropas israelitas entraram num território patrulhado pelas Nações Unidas. zona tampão que separou as forças israelenses e sírias nas Colinas de Golã, violando um acordo de armistício de 1974.

O gabinete do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, também anunciou planos para aumentar o número de colonos no Colinas de Golãque ocupa ilegalmente desde 1967.

Ahmed al-Sharaao chefe de facto da nova administração da Síria, disse que o país não está em posição de entrar em qualquer conflito “porque há exaustão geral na Síria”.

Separadamente, os Curdos da Síria, que dirigem uma administração semiautônoma no Nordeste, apelaram à “paragem das operações militares em todo o território sírio, a fim de iniciar um diálogo nacional construtivo e abrangente”. Numa declaração numa conferência de imprensa em Raqa, na segunda-feira, a administração também estendeu a mão às novas autoridades em Damasco.

Alcance internacional

Em meio aos ataques de Israel, a nova administração tem feito progressos no “reconhecimento” internacional, disse Serdar da Al Jazeera, aludindo à abertura de embaixadas pela Turquia e Qatar, e aos recentes contactos com autoridades dos EUA e do Reino Unido.

A chefe de política externa da União Europeia, Kaja Kallas, anunciou na segunda-feira que instruiu o enviado do bloco à Síria a ir a Damasco e fazer contato com o novo governo do país.

As nações ocidentais estão cautelosas com a nova liderança em Damasco, dado que o grupo Hayat Tahrir al-Sham da Al-Sharaa estava anteriormente afiliado à Al-Qaeda.

A UE cortou relações com o regime de al-Assad em Damasco durante a guerra civil do país, mas continuou a ser um importante doador de ajuda humanitária para ajudar as populações locais.

Kallas disse que os ministros dos Negócios Estrangeiros da UE discutiriam em Bruxelas “como nos envolvemos com a nova liderança da Síria e em que nível nos envolvemos”.

Geir Pedersen, enviado da ONU para a Síria, encontrou-se com al-Sharaa em Damasco no domingo, dizendo esperar um fim rápido das sanções para ajudar a facilitar a recuperação económica.

Uma delegação do Catar também desembarcou na Síria no domingo para se encontrar com funcionários do governo de transição e prometeu “total compromisso em apoiar o povo sírio”.

Uma equipa diplomática francesa também deverá estar em Damasco na terça-feira para “retomar a posse dos nossos bens imóveis” e fazer “contacto inicial” com as novas autoridades, disse o ministro interino dos Negócios Estrangeiros, Jean-Noel Barrot.

Entretanto, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, disse que o seu país estava a coordenar o fornecimento de ajuda, incluindo trigo, farinha e petróleo, à Síria.



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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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