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Israel bombardeia cidade do sul do Líbano e mata 6 pessoas – 16/10/2024 – Mundo

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Bombardeios seguidos de Israel contra Nabatieh, nesta quarta-feira (16), deixaram pelo menos 43 feridos e seis mortos, incluindo Ahmed Kahil, prefeito dessa cidade no sul do Líbano, segundo o Ministério da Saúde do país.

“Até agora, 11 ataques atingiram principalmente Nabatieh, mas também seus arredores”, afirmou à agência de notícias AFP Howaida Turk, governadora da província cuja capital é a cidade. Segundo ela, os bombardeios foram “um massacre” e “formaram uma espécie de cinturão de fogo” na área.

O Exército israelense disse ter atingido “dezenas de alvos do Hezbollah”, incluindo “infraestruturas terroristas, centros de comando e instalações de armazenamento de armas”. De acordo com a agência oficial do Líbano, equipes de resgate continuam no local limpando escombros enquanto procuram possíveis sobreviventes.

O primeiro-ministro libanês, Najib Mikati, porém, afirma que o ataque “visou intencionalmente uma reunião do conselho municipal para discutir a situação de serviços e alívio da cidade”. A coordenadora especial da ONU para o Líbano, Jeanine Hennis-Plasschaert, também criticou o bombardeio, uma “violação inaceitável do direito internacional”, segundo ela.

O ataque aumenta os temores de que Israel possa incluir cada vez mais funcionários e edifícios estatais entre seus alvos, até agora parcialmente poupados. Isso porque o bombardeio desta quarta foi o mais significativo contra um órgão público desde o início da ofensiva do Estado judeu no país, há duas semanas.

O prefeito Kahil havia decidido ficar na cidade mesmo após a primeira ordem de retirada do local, emitida por Israel no dia 3 de outubro. Após a orientação, um repórter da agência de notícias Reuters ligou para perguntar se ele sairia. O político disse que não.

As operações israelenses no Líbano mataram pelo menos 2.350 pessoas no último ano e deixaram quase 11 mil feridos, segundo o Ministério da Saúde, e mais de 1,2 milhão de pessoas foram deslocadas. O número não faz distinção entre civis e combatentes, mas inclui centenas de mulheres e crianças. Cerca de 50 israelenses, tanto soldados quanto civis, foram mortos no mesmo período, segundo Tel Aviv.

Parte dos mortos de ambos os lados são vítimas da troca de fogo na fronteira entre os dois países —o Hezbollah, aliado do Hamas, vinha lançando foguetes contra o norte de Israel em solidariedade aos palestinos desde o começo da guerra na Faixa de Gaza, iniciada após os atentados do grupo terrorista no dia 7 de outubro do ano passado. Os ataques da milícia libanesa obrigaram 60 mil israelenses a se deslocarem.

Com o aumento dos combates nas últimas semanas, Israel expandiu seus alvos e incluiu Beirute, que também voltou a ser bombardeada nesta quarta. Tel Aviv diz que tinha como alvo um estoque de armas subterrâneo.

Segundo testemunhas da Reuters, ao menos um ataque aéreo israelense atingiu os subúrbios ao sul da capital, região com forte presença do Hezbollah. Elas dizem ter ouvido duas explosões e visto colunas de fumaça emergindo de dois bairros separados.

O ataque ocorreu depois de Israel emitir uma ordem de evacuação no início do dia que mencionava apenas um edifício. O Exército israelense tem realizado bombardeios na região sem avisos prévios, ou com avisos para um alvo que se revela mais amplo no momento da explosão.

Segundo Israel, “antes do ataque, foram tomadas várias medidas para mitigar o risco de ferir civis, incluindo avisos antecipados à população na área”.

A última vez que Beirute foi atingida foi em 10 de outubro, quando dois ataques perto do centro da cidade mataram 22 pessoas e derrubaram edifícios inteiros em um bairro densamente povoado.



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

 

A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.

A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.

O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.

O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.

Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.

 



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