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Israel contrata defensor ferrenho de assentamentos ilegais como embaixador nos EUA | Notícias de Benjamin Netanyahu

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A escolha de Yechiel Leiter ocorre dias após a vitória eleitoral de Trump e pressagia a esperada mudança política entre EUA e Israel.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, escolheu Yechiel Leiter como o novo embaixador de Israel nos Estados Unidos, dias depois de o republicano Donald Trump ter sido eleito para um segundo mandato na Casa Branca.

Leiter, nascido nos EUA e residente num colonato israelita na Cisjordânia ocupada, há muito que é um defensor da expansão de assentamentos ilegais. A sua selecção coincide com a decisão do governo Netanyahu resposta entusiástica ao retorno de Trump à Casa Branca.

Trump pegou um abordagem firmemente leal a Israel durante o seu primeiro mandato, especialmente no que diz respeito aos colonatos israelitas, alegando que “o Estado judeu nunca teve um amigo melhor na Casa Branca”.

Num comunicado divulgado na sexta-feira, o gabinete de Netanyahu apontou para os cargos anteriores de Leiter no governo israelita, incluindo como chefe de gabinete de Netanyahu quando o primeiro-ministro era secretário das Finanças. Ele também atuou como vice-diretor geral do Ministério da Educação e presidente interino da Israel Ports Company.

Numa declaração, Netanyahu chamou Leiter de “um diplomata altamente capaz, um orador eloquente” com um profundo conhecimento da cultura e da política americanas.

Leiter, que nasceu em Scranton, Pensilvânia, também a cidade natal do presidente dos EUA, Joe Bidentem sido recentemente uma voz de liderança apelando a que mais soldados israelitas que lutam em Gaza e no Líbano – e as suas famílias – desempenhem um papel mais importante no governo.

O seu filho, Moshe Leiter, foi morto no norte de Gaza em Novembro do ano passado.

‘Fluxos mais radicais’

Falando à Al Jazeera, Michael Omer-Man, diretor de pesquisa sobre Israel-Palestina para a Democracia para o Mundo Árabe Agora, disse que Leiter provou ser um ator político experiente “que tem trabalhado para promover as percepções americanas sobre o movimento dos assentamentos israelenses e a justiça do domínio israelense de toda a terra durante toda a sua carreira.”

Omer-Man acrescentou que Leiter “é alguém que está ideologicamente alinhado com as correntes mais radicais do pensamento intelectual e do movimento ideológico dos colonatos israelitas”.

Os assentamentos israelenses são ilegais sob o direito internacional.

Leiter continua a viver no assentamento de Eli, localizado ao norte de Ramallah, segundo a mídia israelense, e é listado como presidente fundador de um grupo com sede em Nova York – Um Fundo Israel – que apoia os colonos na Cisjordânia ocupada.

A sua nomeação sublinha a expectativa do governo israelita de uma pivô político mais amplo e permissivo pela Casa Branca quando Trump tomar posse em janeiro.

Durante seu primeiro mandatoTrump reconheceu a soberania israelense sobre as Colinas de Golã ocupadas na Síria, transferiu a embaixada dos EUA de Tel Aviv para Jerusalém e supervisionou a restauração das relações diplomáticas entre Israel e vários países árabes através os Acordos de Abraão.

Também inverteu a posição de longa data dos EUA de que os colonatos na Cisjordânia ocupada são ilegais ao abrigo do direito internacional. A sua primeira passagem pela Casa Branca viu uma explosão de colonatos ilegais na Cisjordânia, que continuou após a sua derrota eleitoral em 2020.

Embora a administração Biden tenha repetidamente recusado alavancar a ajuda militar dos EUA a Israel para controlar a guerra em expansão em Gaza e no Líbano, os colonatos israelitas têm sido uma área onde as autoridades expressaram preocupações.

A administração tem sanções impostas sobre grupos e indivíduos ligados à violência dos colonos – uma medida que alguns analistas acreditam que será rapidamente revertida por Trump. No ano passado, os EUA convocaram o actual embaixador de Israel no país, Mike Herzog, por causa de uma lei israelita que permitia a expansão de colonatos no norte da Cisjordânia.

Omer-Man disse que a nomeação de Leiter é provavelmente um primeiro passo no estabelecimento das bases para uma anexação mais ampla da Cisjordânia e possíveis esforços para reassentar Gaza após a guerra. Este último ponto foi defendido pelo Ministro da Segurança Nacional israelita, Itamar Ben-Gvir, ele próprio um colono.

A nomeação de Leiter é “no mínimo uma concessão ao movimento de colonização de Netanyahu, mas provavelmente mais do que isso, é uma indicação do rumo que Netanyahu está a tomar”, disse Omer-Man.

“Veremos muito mais desses sinais”, acrescentou. “A intenção é simplesmente ir muito além do que foi feito no primeiro mandato de Trump.”



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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre

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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.

O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.

A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.

Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.

O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.

A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.

Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.

Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.



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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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