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Israel intensifica ataques na Síria, mas líder do HTS diz que não quer conflito | Notícias da Guerra da Síria

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As forças aéreas israelitas realizaram dezenas de ataques contra locais militares e de munições em toda a Síria, enquanto o líder sírio de facto alertou contra a incursão, mas acrescentou que o seu país não quer um novo conflito.

“Mais de 60 ataques aéreos israelenses ocorreram nas últimas 12 horas”, disse Resul Serdar da Al Jazeera, reportando da capital síria, Damasco, acrescentando que Israel conduziu cerca de 800 ataques aéreos em toda a Síria desde a deposição do presidente sírio, Bashar al- -Assad na semana passada.

“Ouvimos várias explosões fortes, que têm sido quase uma rotina aqui. O foco dos ataques aéreos israelenses é Damasco e seus arredores”, disse Serdar, confirmando que depósitos de munições e sistemas de defesa aérea foram atingidos num distrito de Damasco.

“Isso faz parte da estratégia israelense desde a queda do regime de al-Assad de deixar o país sem defesas aéreas contra os seus ataques”, disse Serdar.

As forças israelenses também destruíram estradas, linhas de energia e redes de água na região sudeste de Quneitra, depois que as pessoas se recusaram a seguir suas ordens de evacuação, de acordo com Muntasir Abou Nabout da Al Jazeera.

“Os tanques israelitas estão agora estacionados em cidades e aldeias no sudoeste da Síria, à medida que os militares israelitas expandiam a sua ocupação das Colinas de Golã sírias”, disse Nabout, reportando de Quneitra.

As tropas israelenses entraram na zona tampão patrulhada pelas Nações Unidas que separava as forças israelenses e sírias nas Colinas de Golã no fim de semana passado, em um movimento que a ONU disse violar o acordo de armistício de 1974.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos (SOHR), com sede no Reino Unido, disse que Israel lançou 61 mísseis contra instalações militares sírias em menos de cinco horas durante a noite, atingindo armazéns militares em Homs, Deraa, Suwayda e nas montanhas Qalamoun, perto de Damasco, bem como defesas aéreas. no aeroporto de Hama.

O SOHR também publicou imagens do que disse ser um ataque israelense a um acampamento militar na cidade de Ain Mneen, perto de Damasco.

O líder de Hayat Tahrir al-Sham (HTS) e chefe de facto da nova administração da Síria, Ahmed al-Sharaa, disse que os israelitas já não podem justificar as suas recentes acções na Síria, mas acrescentou que o seu país não estava em posição de ser arrastado para um novo conflito.

“Os israelitas cruzaram claramente a linha de retirada na Síria, o que ameaça uma nova escalada injustificada na região”, disse al-Sharaa, acrescentando que, apesar da violação, “a exaustão geral na Síria depois de anos de guerra e conflito não nos permite para entrar em novos conflitos.”

“A prioridade nesta fase é a reconstrução e a estabilidade”, acrescentou.

Falando aos jornalistas em Damasco, ele também prometeu desmantelar todas as facções sírias, declarando que “não existirão armas fora da autoridade do Estado sírio”.

Enquanto isso, os Estados Unidos disseram no sábado que tinha feito contato com o HTS, apesar de os EUA terem designado o grupo como “terrorista” em 2018.

“Temos estado em contacto com o HTS e com outras partes”, disse o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, aos jornalistas, sem especificar como ocorreu o contacto.

Blinken e outros diplomatas do Estados árabes e Turkiye mantiveram conversações sobre a Síria em Aqaba, na Jordânia, no sábado.

Numa declaração conjunta, apelaram a uma transição liderada pela Síria para “produzir um governo inclusivo, não sectário e representativo, formado através de um processo transparente”, com respeito pelos direitos humanos.

Rob Geist Pinfold, professor de paz e segurança na Universidade de Durham, observou que desde o início dos ataques israelitas, tem havido uma crescente “desconexão” entre Israel e os EUA. Ele disse que Israel está atacando a Síria “simplesmente porque pode”.

“Eles não sabem sobre o novo regime e quem está do outro lado”, disse ele à Al Jazeera. “Os israelenses estão errando por excesso de cautela aqui. O problema é que eles também aumentam.”

O facto de os novos governantes da Síria afirmarem que não pretendem combater Israel, disse Pinfold, é “uma grande mudança porque a Síria tem sido um Estado central que luta contra Israel há décadas”.



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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física. 

O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.

A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.

Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico. 

“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.

Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.

O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna.jpg

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre

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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais-interna.jpg

O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.

A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.

Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.

Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.

As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.

“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”

Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.

Próximos passos

Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:

– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;

– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.

 



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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

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Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



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