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Israel sequestra suposto oficial do Hezbollah em ataque marítimo sem precedentes | Líbano

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William Christou in Beirut

Os militares israelenses sequestraram quem disse ser um veterano Hezbolá oficial em uma operação sem precedentes na manhã de sábado, durante a qual comandos israelenses desembarcaram na costa de Batroun, norte do Líbano, capturaram o suposto oficial e escaparam em lancha.

Num comunicado, um oficial militar israelita disse que as suas forças capturaram um “agente superior do Hezbollah” e o transferiram para o seu território para ser investigado pela inteligência militar. O meio de comunicação Axios citou fontes israelenses dizendo que o homem capturado – Imad Amhaz – era responsável pelas operações navais do Hezbollah.

O ministro interino dos Transportes do Líbano, Ali Hamie, disse que Amhaz era capitão de um barco civil, enquanto o Hezbollah não comentou as alegações de que ele pertencia à organização. O primeiro-ministro interino do Líbano, Najib Mikati, disse Líbano iria apresentar uma queixa ao conselho de segurança da ONU e que pediu aos militares do Líbano e à missão de manutenção da paz da ONU que investigassem o incidente.

O ataque naval israelita foi o primeiro do género, com soldados israelitas a desembarcar no norte do Líbano – uma área não filiada ao Hezbollah e a quase 160 quilómetros da fronteira Líbano-Israel.

“Uma força militar não identificada realizou uma operação de desembarque na praia de Batroun e mudou-se… para um chalé perto da praia, onde raptou o cidadão Imad Amhaz e… partiu em lanchas para o mar aberto”, informou a Agência Nacional de Notícias do Líbano.

Imagens de vigilância do incidente mostraram um homem com as mãos presas nas costas sendo liderado por uma coluna de soldados.

“As IDF (Forças de Defesa de Israel) continuarão a agir sempre que necessário para proteger o Estado de Israel e os seus cidadãos”, disse um oficial militar israelita num comunicado.

O ministro libanês dos transportes, Ali Hamieh, disse que o rapto do Amhaz poderia ser uma violação da resolução 1701 da ONU, que deveria reger a dinâmica de segurança entre Israel e o Líbano após a guerra de 2006.

“O sequestro de Amhaz ocorreu a 100 metros de sua residência. Se ficar comprovado que o sequestro ocorreu por meio de desembarque naval, onde está a implementação da resolução 1.701?” Hamieh disse.

Os combates entre Israel e o Hezbollah, que começaram em 8 de Outubro de 2023, depois de o grupo militante ter lançado foguetes contra Israel “em solidariedade” com o ataque do Hamas no dia anterior, pouparam geralmente o norte do Líbano.

pular a promoção do boletim informativo

As tropas israelitas têm conduzido ataques terrestres ao sul do Líbano desde 30 de Setembro, mas a poucos quilómetros da fronteira. As anteriores operações israelitas contra o Hezbollah em áreas não fronteiriças foram conduzidas através de bombardeamentos aéreos.

Aviões de guerra israelitas continuaram a sua campanha aérea por todo o país na tarde de sábado, matando um e ferindo outros 15 num raro bombardeamento diurno nos subúrbios do sul de Beirute, que ocorreu sem aviso prévio. Israel também atingiu o vale de Bekaa, no Líbano, o ponto focal de grande parte dos seus bombardeamentos durante a semana passada.

O Hezbollah disparou foguetes e drones no sábado, com um foguete ferindo 19 pessoas em Tayibe, no centro de Israel.

Os combates entre Israel e o Hezbollah mataram 2.968 pessoas e feriram mais de 13.300 no ano passado, a grande maioria das quais foram mortas e feridas durante as últimas cinco semanas.



Leia Mais: The Guardian

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose-interna.jpg

A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

 

A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.

A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.

O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.

O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.

Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.

 



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