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Israel trava guerra ao Líbano usando as suas tácticas a partir de Gaza | Israel ataca o Líbano Notícias
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2 anos atrásem
Beirute, Líbano – “O Líbano, tal como o conhecemos, não existirá.”
Foi isso que Yoav Kisch, ministro da Educação de Israel, disse num programa de notícias local no início de julho.
A sua ameaça seguiu-se a declarações semelhantes de ministros israelitas de extrema-direita que apelavam à destruição do grupo armado libanês Hezbollah.
Há um ano, os ministros israelitas apoiaram a decisão do Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu guerra ostensiva visa “erradicar” Hamas em Gaza, depois de o braço armado do grupo palestiniano ter liderado um ataque ao sul de Israel, no qual 1.139 pessoas foram mortas e cerca de 250 foram feitas prisioneiras, em 7 de outubro de 2023.
Sob esse pretexto, Israel matou mais de 42 mil palestinianos em Gaza, desenraizou quase toda a população de 2,3 milhões de pessoas, destruiu todas as infra-estruturas civis e criou condições para a fome em massa.
Desde que intensificou a sua guerra contra o Líbano no final de Setembro, aparentemente para derrotar o Hezbollah, Israel está agora a utilizar tácticas semelhantes no sul do Líbano, de acordo com civis, analistas e grupos de direitos humanos.
“Não podemos comparar a gravidade (do sul do Líbano) com a de Gaza, porque o que Gaza está a passar não tem precedentes históricos e é um genocídio”, disse Amal Saad, especialista em Hezbollah que é originário do sul do Líbano.
“Mas parece que Israel está a adaptar as tácticas que utilizou em Gaza”, disse ela à Al Jazeera. “(A campanha) ainda é inferior à de Gaza porque o que está a acontecer (no Líbano) ainda não é limpeza étnica. Ainda não é genocida.
“Mas pode ir para lá.”
Zonas de matança
Em 23 de Setembro, o chefe militar de Israel, Daniel Hagari, apelou aos aldeões do sul do Líbano para se afastarem de “edifícios e áreas utilizadas pelo Hezbollah para fins militares, como as utilizadas para armazenar armas”.
O aviso não especificou quais as aldeias que precisavam de ser evacuadas e quais as áreas – se alguma – seriam seguras, tornando os avisos ineficazes, de acordo com Ramzi Kaiss, investigador libanês da Human Rights Watch.
Além disso, disse ele, os avisos sugerem que Israel está a tratar todos os que não deixam ou não podem deixar as suas aldeias como um alvo militar – tal como fez em Gaza, onde o exército israelita considerou qualquer lugar onde os palestinianos foram instruídos a evacuar como “zonas de matança”. ”.
Qualquer pessoa que fique para trás nestas zonas é frequentemente baleada ou bombardeada.
“Só porque você dá um aviso não lhe dá liberdade para tratar todos como combatentes”, disse Kaiss.
A Al Jazeera conversou com quatro pessoas do sul do Líbano que disseram que a maioria das aldeias e cidades além de Sidon – uma cidade a cerca de 44 km (27 milhas) ao sul de Beirute – estão quase vazias.
No entanto, Israel matou quase 2.000 pessoas antes de saírem das suas casas desde 23 de Setembro – incluindo mais de 100 crianças, bem como dezenas de médicos e equipas de resgate.
Apesar do perigo, Ahmed, um jovem de uma pequena aldeia perto de Nabatiya, no sul do Líbano, disse que não evacuou para cuidar da sua avó, que tem Alzheimer.
Ao falar com a Al Jazeera, disse ele, uma bomba israelense atingiu uma área perto de sua casa.
“Há uma chance de 50% de que alguém (ainda aqui) permaneça vivo”, disse ele em uma nota de voz.
“(Os israelenses) não se importam se você é civil”, acrescentou. “Eles simplesmente presumem que (você é um lutador) e que há muitas casas (destruídas ao meu redor por Israel) e eu sei que não havia armas nelas.
“Eu conhecia todas as pessoas (as casas pertenciam).”

Domicídio
Israel danificou ou destruiu cerca de 66 por cento de todas as estruturas em Gaza, de acordo com os números mais recentes obtidos pelo Centro de Satélites das Nações Unidas (UNOSAT).
Estes danos extensos indicam que Israel combinou intencionalmente estruturas como residências civis, instalações médicas e armazéns de ajuda humanitária com alvos militares legítimos.
Este parece ser um manual que Israel está a replicar em algum nível no Líbano, disseram civis e analistas à Al Jazeera.
Um homem idoso de uma aldeia predominantemente cristã no sul do Líbano disse que Israel bombardeou a sua casa e a casa do seu vizinho em 30 de Setembro.
Este último ataque matou a sua esposa e filhos, incluindo um bebé que ainda não tinha uma semana de vida.
O homem disse que fugiu para Beirute, mas não especificou quando chegou. Ele apenas enfatizou que Israel tem como alvo tudo e, às vezes, dá avisos tardios aos civis.
“Eles não nos avisaram antes de começarem a disparar ataques aéreos contra a nossa aldeia”, disse ele à Al Jazeera. “Isso não está correto. O aviso deles veio depois.”
Um vídeo recente que circula nas redes sociais mostra a cidade fronteiriça de Yaroun, uma aldeia predominantemente xiita, reduzida a um terreno baldio devido aos bombardeamentos israelitas no ano passado.
As imagens são indistinguíveis das tiradas em Gaza e levantam receios de que mais civis morram, disse Kaiss da HRW.
“Pelo que vemos no terreno, existe um risco significativo de que os civis no país enfrentem atrocidades ou o risco de serem sujeitos a atrocidades”, disse ele à Al Jazeera.
Deslocamento prolongado
Enquanto Israel bombardeia grandes áreas do Líbano, as pessoas vivem com medo de quanto tempo poderão ficar deslocadas – tal como Gaza, onde Israel limpou em grande parte o norte e ainda ordena aos que lá permanecem que fujam para sul.
Ninguém em Gaza sabe quando ou se algum dia será capaz de voltar para o norte para reconstruir suas vidas.
A possibilidade de uma deslocação prolongada – mesmo permanente – também perturba Jad Dilati, cuja família fugiu de Nabatieh para Beirute quando Israel intensificou a sua guerra no Líbano há duas semanas.
Prédios e lojas que fizeram parte de sua vida cotidiana e de sua infância agora estão em escombros, disse ele, como o mercado de verduras e a barbearia do bairro.
Ele teme que sua casa possa ser a próxima.
“Eles podem atacar nossa casa só porque têm vontade”, disse Dilati, 23 anos, à Al Jazeera. “Sinto que voltarei para uma cidade que não reconheço mais.”
Dilati contemplou a possibilidade de não regressar a Nabatieh durante algum tempo, porque a guerra pode prolongar-se ou porque Israel poderia novamente tentar ocupar partes do sul, como fez de 1982 a 2000.
No dia 8 de outubro, um vídeo que circulou nas redes sociais mostrou soldados israelitas hasteando a sua bandeira em terras libanesas.

“Este é o preço que pagamos por viver perto de um etno-estado expansionista”, disse Dilati à Al Jazeera.
Apesar da invasão israelense e da destruição em massa do sul do Líbano, Dilati ainda acredita que retornará a Nabatieh para ajudar a sua comunidade a reconstruir casas e meios de subsistência que foram novamente destruídos pela agressão israelense.
“Vamos reconstruir (Nabatieh) para torná-la ainda melhor do que era antes. Meus pais trabalham em Nabatieh. Minha irmã estuda em Nabatieh. Tudo o que sei, aprendi em Nabatieh”, disse ele.
“Não consigo imaginar não poder voltar. Sei que os palestinos passaram por isso e sei que pode ser uma possibilidade, mas não consigo imaginar.
“Acredito que venceremos (a guerra), mesmo que demore.”
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17 de outubro de 2026A Ufac, por meio da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Progep) e da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV), realizou nesta sexta-feira, 16, no estacionamento H (bloco de Medicina) do campus-sede, uma ação de prevenção e cuidado à saúde da mulher em alusão à campanha Outubro Rosa. Com o tema “A rotina pode esperar um pouco. Cuidar de você também é prioridade”, a iniciativa disponibilizou exames preventivos do colo do útero (PCCU) e testes rápidos para toda a comunidade acadêmica.
A diretora de Saúde e Qualidade de Vida da Ufac, Ane Kelly Severino Salvino, destacou a importância de facilitar o atendimento no próprio ambiente de trabalho para servidoras e terceirizadas. “A ideia é que elas parem por um momento, deixem o trabalho um pouquinho de lado e passem a se cuidar. Oferecer essa facilidade é muito gratificante”, afirmou. Ela ressaltou ainda as parcerias com a Uninorte, o sindicato e a Residência em Enfermagem Obstétrica para ampliar a ação.
A coordenadora de Vigilância à Saúde do Servidor, Priscila Miranda, ressaltou a importância de uma abordagem integral da saúde feminina e chamou a atenção para a sobrecarga da rotina das mulheres. “Trazemos esse olhar para mostrar que a mulher precisa se conscientizar sobre a prioridade de cuidar de si mesma e de sua saúde física e mental, não apenas no Outubro Rosa. Trazer esses exames para dentro da universidade dá a elas o tempo necessário para o autocuidado”, pontuou.
Conscientização e prevenção
Durante a ação, residentes do programa de Enfermagem Obstétrica da Ufac atuaram no acolhimento e na orientação das mulheres atendidas, reforçando a importância da prevenção do câncer do colo do útero, apontado como o segundo tipo com maior mortalidade feminina no mundo.
A enfermeira residente Francisca da Silva enfatizou que a campanha é um momento estratégico de mobilização. “Nós temos todos os 12 meses do ano para orientar, mas o mês de outubro é quando toda a rede intensifica ações para chamar as mulheres a realizarem seus exames o quanto antes”, ressaltou.
A enfermeira residente Vitória Amorim alertou que o câncer do colo do útero é assintomático no início, mas pode ser prevenido por meio do rastreamento e do tratamento de lesões precursoras. “Com o rastreamento periódico pelo PCCU, é possível diagnosticar e tratar lesões pré-cancerígenas anos antes que a doença se desenvolva. Por isso, promover essa educação em saúde no campus é vital para estimular o cuidado rotineiro”, explicou.
A iniciativa contou com a parceria do programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Ufac, dos cursos de Medicina e Enfermagem da Uninorte e do sindicato da categoria, que contribuíram para o suporte técnico e o atendimento às participantes.
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Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre
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15 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Mestrado Profissional em Ensino de Ciências e Matemática (MPECIM), reuniu-se com representantes da Secretaria de Estado de Educação do Acre (SEE) na manhã desta terça-feira, 13, para discutir possibilidades de parceria para disponibilizar produtos educacionais desenvolvidos no programa de pós-graduação aos professores da rede estadual de ensino. O encontro ocorreu na sede da secretaria.
A proposta busca ampliar o acesso dos professores aos materiais produzidos no âmbito do MPECIM, contribuindo para o fortalecimento das práticas pedagógicas e da formação continuada dos docentes.
Participaram da reunião o coordenador do MPECIM, Pierre André Garcia Pires; a secretária adjunta de Ensino, Gleicicleia Gonçalves de Souza; e a assessora técnico-pedagógica da Diretoria de Ensino, Fabiany Soares Mamed.
O encontro permitiu discutir possibilidades de cooperação entre as instituições para viabilizar o acesso dos professores da rede estadual aos produtos educacionais desenvolvidos pela universidade
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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre
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4 dias atrásem
14 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.
O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.
A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.
Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.
O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.
A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.
Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.
Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.
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