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Israel: Trump compartilha vídeo em que Netanyahu é xingado – 09/01/2025 – Mundo
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2 anos atrásem
Clara Balbi
O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhou na sua rede social, Truth Social, um vídeo em que um palestrante xinga o líder de um dos maiores aliados internacionais de seu país —Binyamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, com quem o republicano tem uma relação amigável, ainda que marcada por idas e vindas.
O texto que acompanhava a postagem, publicada originalmente pelo perfil “Wall Street Apes” no X, não tratava, porém, de Netanyahu, e sim do papel da CIA, agência de inteligência dos EUA, na tentativa de derrubada da ditadura de Bashar al-Assad no início da guerra civil na Síria, sob o mando de Barack Obama (2009-2017).
É este o assunto discutido nos primeiros segundos do vídeo. Só depois o palestrante em questão, Jeffrey Sachs, professor de economia da Universidade Columbia, começa a discorrer sobre o premiê israelense, ao comentar a invasão do Iraque pelos EUA em 2003.
“Da onde veio aquela guerra?”, pergunta Sachs, retoricamente, no vídeo. E responde: “De Netanyahu”. O líder, que acumula 17 anos não consecutivos no poder de Israel, também era primeiro-ministro do país na época.
“Netanyahu tem, desde 1995, a teoria de que a única maneira de se livrar do Hamas e do Hezbollah é derrubando os governos que os apoiam. Isso significava Iraque, Síria e Irã”, afirma Sachs. “Ele nos envolveu em guerras intermináveis” e “as coisas sempre saíram da maneira como ele queria”, continua o professor. “Ele é um grande e tenebroso filho da puta.”
Não está claro qual era o objetivo de Trump ao compartilhar a publicação. O presidente posta quase ininterruptamente na plataforma, muitas das postagens consistindo em vídeos e imagens críticos a gestões democratas.
De todo modo, o vídeo pode afetar as relações do presidente eleito, cuja posse está marcada para o próximo dia 20, com o maior aliado militar americano no Oriente Médio. O jornal israelense Times of Israel afirmou nesta quinta-feira (9) que, segundo um assessor de Netanyahu, é improvável que ele viaje para a cerimônia, como esperado anteriormente.
O episódio ainda se dá em meio à tentativa dos EUA de mediarem, junto com Egito e Qatar, um cessar-fogo entre Israel e Hamas capaz de libertar os reféns que, capturados pelo grupo terrorista no mega-ataque de 7 de outubro de 2023, continuam presos na Faixa de Gaza.
Estima-se que 96 pessoas sigam nas mãos da facção, sendo apenas 61 delas vivas —nesta quarta-feira (8), o Exército israelense anunciou ter resgatado o corpo de mais um refém em um túnel na cidade de Rafah, no sul do território palestino.
Trata-se de uma reviravolta inesperada para o que parecia ser uma nova era de apoio incondicional entre Washington e Tel Aviv. A vitória de Trump nas eleições presidenciais em novembro representou praticamente um salvo-conduto para Netanyahu, que vinha sofrendo pressão por parte do governo Joe Biden para conter a crise humanitária causada por seus ataques a Gaza —apesar de manter o apoio militar.
Além disso, o republicano indicou para a sua gestão uma série de nomes favoráveis às políticas da coalizão que sustenta o primeiro-ministro, descrita como a “mais à direita da história de Israel”.
Marco Rubio, senador pela Flórida que liderará o Departamento de Estado, é contra o cessar-fogo com o Hamas e já defendeu que Israel exterminasse todos os elementos do grupo terrorista. Elise Stefanik, deputada por Nova York que assumirá a representação dos EUA na ONU, chamou o organismo multilateral de “esgoto do antissemitismo”. E Mike Huckabee, futuro embaixador americano em Tel Aviv, rejeita os termos como Cisjordânia e palestinos.
O próprio Trump disse, no início do mês passado, que o Hamas “pagaria caro” se não libertasse os reféns que sequestrou em seu mega-ataque de 7 de outubro de 2023 até sua cerimônia de posse.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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16 horas atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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