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‘Isso romantizou minha noite!’ Os eventos slow jam de R&B que fazem os clubbers negros britânicos desmaiar | R&B

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Lateefah Jean-Baptiste

EUpassa das 17h em West Silvertown, uma parada aleatória na linha DLR nas docas do leste de Londres. Não é o momento ou local mais sexy, mas quando meu amigo e eu entramos em uma boate, The Cause, uma multidão está cantando junto com o hit escandalosamente excitante de Joe de 1996, All The Things (Your Man Won’t Do). O DJ faz uma transição suave para Snooze de SZA, e a energia na sala muda – os telefones tocam no ar enquanto todos se preparam para cantar o refrão: “I can’t looooose, when I’m with yooooou!”

Isso é SlowJamsWithAparte de uma mania crescente em que as noites de boate não se concentram no uptempo pop, house, techno ou rap, mas sim no R&B lento e sensual que geralmente fica confinado aos fones de ouvido ou mesmo ao quarto. Pode parecer paradoxal em um ambiente de clube, mas está provando ser um formato profundo e emocional na vida noturna negra britânica.

A multidão no SlowJamsWithA. Fotografia: Ty Hinds

Para muitos negros, os locais tradicionais em áreas como Mayfair ou Soho, no centro de Londres, têm sido excludentes há muito tempo, com políticas de porta sutilmente discriminatórias ou até mesmo racistas. Os eventos de R&B e slow jam são, por outro lado, acolhedores e geralmente dirigidos por negros, e apresentam música que ressoa profundamente com o público negro – não há preocupações com códigos de vestimenta arbitrários ou com julgamentos injustos. “São boas vibrações por toda parte”, diz uma participante do The Cause enquanto faz fila para comer. “Você pode cantar junto todas as suas faixas favoritas e ninguém vai agir de forma arrogante (arrogante).”

SlowJamsWithA organizou festas em Londres e cultivou seguidores dedicados e intergeracionais atraídos – no evento em que participo – uma mistura de faixas de R&B da velha escola de artistas como SWV ao lado de talentos mais recentes dos EUA e do Reino Unido, como Odeal , JayO, Summer Walker e Giveon.

A primeira festa deles foi em 2021, após o sucesso do programa Slow Jams with AAA na No Signal Radio durante a pandemia. “Estávamos curiosos para ver se havia apetite para um evento real”, diz um dos fundadores, Ty Hinds – e com certeza, o evento de abertura teve uma participação tão esmagadora que acabou sendo fechado pela segurança.

Agora escalado no The Cause, o DJ faz um anúncio que arranca algumas risadas: “Não quero ver ninguém chorando na balada!” Os slow jams de R&B centram-se tanto no desgosto como na luxúria – mas, igualmente consciente deste último, o DJ faz questão de lembrar a todos que devem ser respeitosos e honrar os limites das mulheres.

Embora eu perceba alguns homens se aproximando de mulheres e se misturando – e algumas das ações de marketing do SlowJamsWithA inclina-se para aquela vibração romântica – esse não é o clima dominante do evento. Tasha, que ouve o programa de rádio há muito tempo, diz que é mais um lugar para amigos: “Eu e minhas meninas sempre cantamos com todo o coração”.

R&B e músicas lentas é um empreendimento semelhante. Criado em 2022 pelo DJ Chuckie Online e pelo podcaster Tazer Black, não tem uma base, mas realiza eventos no Reino Unido, Irlanda, Alemanha e Dubai.

E depois há a sede em Londres Quarto 187em homenagem a Your Love Is a 187 de Whitehead Bros, que foi originalmente lançado como uma sala na comunidade online Clubhouse em 2021 antes de sediar seu evento de estreia em agosto daquele ano. Artistas icônicos do R&B britânico, como Lemar e Big Brovaz, se apresentaram no Room 187, junto com o cantor americano Jon B, conhecido por seu hit They Don’t Know, um item básico em playlists de slow jams. “Queríamos criar um espaço onde as pessoas pudessem curtir suas músicas favoritas e cantar junto, mas não necessariamente em um ambiente típico de festa”, explica o cofundador Benjamin Bennett. “É por isso que introduzimos o elemento gameshow.”

Sigo para o evento do terceiro aniversário da Sala 187 no Islington Assembly Hall, no norte de Londres. É uma experiência marcadamente diferente de SlowJamsWithA: além de ter um formato de gameshow, é estritamente R&B e hip-hop de antes de 2008.

Recebo um cartão de karaokê com um código QR na chegada, que desbloqueia uma lista de reprodução de clássicos atemporais do R&B. A tentação está aí, mas ainda não tive coragem suficiente para me levantar e cantar. Enquanto me dirijo ao bar para tomar um ponche de rum, DJ Kopeman toca o icônico Always on Time de Ja Rule e Ashanti, seguido por outros hinos nostálgicos de R&B. Em seguida, o anfitrião apresenta as duas equipes para os jogos: o cantor de R&B do Reino Unido Universo Shae lidera um, criador de conteúdo Leoni Joyce o outro.

Os jogos continuam na Sala 187. Fotografia: capturas de banco de dados

Eles têm que adivinhar os nomes das músicas que foram cortadas e alteradas, e todo o público se envolve, suspirando de descrença quando os competidores não conseguem adivinhar a música – tudo parte de uma atmosfera alegre e divertida. As equipes então competem em batalhas de karaokê com temas, com participação também do público; o apresentador pede que escolham uma música de um artista com tranças, e a multidão grita em aprovação quando uma equipe entra no Mario’s Just a Friend 2002, acertando tanto o tema quanto a vibração.

“É uma nostalgia da minha trajetória musical enquanto crescia”, diz Leoca, que está lá comemorando o aniversário de uma amiga. “Ouvir músicas que não ouvia há anos romantizou minha noite e me trouxe boas lembranças. É sempre uma ótima noite quando você pode cantar com todo o coração e dançar com seus bebês.”

Essas festas tocaram profundamente muitos membros da comunidade negra britânica, explorando a nostalgia de quando o gênero foi a trilha sonora de nossa infância. Mais do que apenas uma noitada, é um regresso à música que nos moldou – e feito nos nossos próprios termos. “Esses espaços são muito importantes para a nossa comunidade”, diz Ty Hinds, “um lugar onde podemos nos sentir seguros, relaxar e curtir a música que amamos”.





Leia Mais: The Guardian

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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