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Jack Teixeira condenado a 15 anos de prisão após se declarar culpado de vazamentos do Pentágono | Vazamentos do Pentágono 2023

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Associated Press

Um juiz federal condenou na terça-feira um membro da guarda aérea nacional de Massachusetts a 15 anos de prisão depois que ele se confessou culpado de vazando documentos militares altamente confidenciais sobre a guerra na Ucrânia.

Jack Teixeira confessou-se culpado no início deste ano de seis acusações de retenção e transmissão intencional de informação de defesa nacional ao abrigo do Lei de Espionagem após sua prisão no caso de segurança nacional mais importante em anos. Ele foi levado ao tribunal vestindo um macacão laranja e não mostrou nenhuma reação visível ao ser condenado pela juíza distrital dos EUA, Indira Talwani.

No início da audiência, ele pediu desculpas ao juiz.

Os promotores haviam solicitado originalmente uma sentença de 17 anos para Teixeira, dizendo que ele “perpetrou uma das violações mais significativas e consequentes da Lei de Espionagem na história americana”.

Os advogados de defesa pediram uma sentença de 11 anos. No memorando de sentença, reconheceram que o seu cliente “tomou uma decisão terrível que repetiu ao longo de 14 meses”. Mas argumentaram que as ações de Teixeira, embora criminosas, nunca tiveram a intenção de “prejudicar os Estados Unidos”. Ele também não tinha antecedentes criminais.

A violação de segurança levantou o alarme sobre a capacidade dos EUA de proteger os seus segredos mais bem guardados e forçou a administração Biden a lutar para tentar conter as consequências diplomáticas e militares.

Os vazamentos envergonharam o Pentágono, que reforçou os controles para salvaguardar informações confidenciais e puniu membros que foram intencionalmente incapazes de tomar as medidas necessárias sobre O comportamento suspeito de Teixeira.

No início da audiência de terça-feira, o procurador-assistente dos EUA, Jared Dolan, argumentou que 200 meses – ou pouco mais de 16 anos e meio – eram apropriados, dados os danos “históricos” causados ​​pela conduta de Teixeira que ajudou adversários dos Estados Unidos e prejudicou os aliados do país. . Ele também disse que a recomendação dos promotores enviaria uma mensagem a qualquer pessoa nas forças armadas que pudesse considerar uma conduta semelhante.

“Será um conto de advertência para os homens e mulheres nas forças armadas dos EUA”, disse Dolan. “Vão dizer-lhes que isto é o que acontece se você quebrar a sua promessa, se trair o seu país… Eles saberão o nome do réu. Eles saberão a sentença que o tribunal impõe.”

Mas o advogado de Teixeira, Michael Bachrach, disse ao juiz no tribunal na terça-feira que 11 anos eram suficientes.

“É uma sentença significativa, dura e difícil, que não será fácil de cumprir”, disse Bachrach. “Isso servirá como um impedimento extremo para qualquer pessoa, especialmente para os jovens militares. Isso é suficiente para mantê-los dissuadidos de cometer condutas graves.”

Teixeira, de North Dighton, Massachusetts, confessou-se culpado em Março de seis acusações de retenção e transmissão intencional de informações de defesa nacional ao abrigo da Lei de Espionagem. Isso aconteceu quase um ano depois de ele ter sido preso no vazamento de segurança nacional mais importante em anos.

O jovem de 22 anos admitiu que coletou ilegalmente alguns dos segredos mais sensíveis do país e os compartilhou com outros usuários na plataforma de mídia social Discord.

Quando Teixeira se declarou culpado, os promotores disseram que buscariam uma pena de prisão no limite máximo da pena. Mas a defesa escreveu anteriormente em seu memorando de sentença que os 11 anos eram “sérios e adequados para levar em conta considerações de dissuasão e seriam essencialmente iguais a metade da vida que Jack viveu até agora”.

Seus advogados descreveram Teixeira como um indivíduo autista e isolado que passava a maior parte do tempo online, especialmente com sua comunidade Discord. Eles disseram que ele nunca teve a intenção de “prejudicar os Estados Unidos”.

“Em vez disso, sua intenção era educar seus amigos sobre os acontecimentos mundiais para garantir que não fossem enganados por informações erradas”, escreveram os advogados. “Para Jack, a guerra na Ucrânia foi a Segunda Guerra Mundial ou o Iraque da sua geração, e ele precisava de alguém com quem partilhar a experiência.”

Os promotores, porém, argumentaram que Teixeira não sofre de uma deficiência intelectual que o impeça de distinguir o certo do errado. Eles argumentaram que o diagnóstico pós-prisão de Teixeira como tendo autismo “leve e de alto funcionamento” “é de relevância questionável neste processo”.

Teixeira, que fazia parte da 102ª ala de inteligência da base da guarda aérea nacional de Otis, em Massachusetts, trabalhou como especialista em sistemas de transporte cibernético, que é essencialmente um especialista em tecnologia da informação responsável por redes de comunicações militares. Ele permanece na Guarda Aérea Nacional sem remuneração, disse um oficial da Força Aérea.

As autoridades disseram que ele primeiro digitou documentos confidenciais que acessou e depois começou a compartilhar fotografias de arquivos que continham marcações secretas e ultrassecretas. Os promotores também disseram que ele tentou encobrir seus rastros antes de ser preso, e as autoridades encontraram um tablet, um laptop e um console de jogos Xbox quebrados em uma lixeira em sua casa.

A fuga expôs ao mundo avaliações secretas e cruas da guerra da Rússia na Ucrânia, incluindo informações sobre movimentos de tropas na Ucrânia e o fornecimento de fornecimentos e equipamento às tropas ucranianas. Teixeira também admitiu ter publicado informações sobre os planos de um adversário dos EUA para prejudicar as forças dos EUA que servem no estrangeiro.



Leia Mais: The Guardian

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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre

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Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.

A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.

O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.

Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.

A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.

A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.

Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.



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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre

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A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.

A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.

O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.

Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.

A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.

A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.

O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.



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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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