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Jake Paul vence Mike Tyson em incompatibilidade fabricada quando o Pai Tempo chega | Boxe

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Donald McRae at AT&T Stadium

Jake Paul, um vendedor ambulante de mídia social de 27 anos, espancou um homem de 58 anos com um longo histórico de problemas de saúde, tanto físicos quanto mentais, em um ringue de boxe na noite de sexta-feira. O fato de que Mike Tyson foi derrotado de forma tão abrangente por pontos pretendia dar a Paul uma aparência de autenticidade no implacável negócio do boxe. Mas isso não significou muito no final.

Tyson é o ex-campeão mundial que, em meados da década de 1980, espalhou admiração e terror enquanto avançava nas fileiras dos pesos pesados. Mas, na época canina de 2024, Tyson estava tentando superar anos de abuso, depois de muitas drogas e muita bebida, bem como problemas recentes e preocupantes com uma úlcera estomacal hemorrágica e ciática aguda. Há dois anos, Tyson sentia tantas dores que teve de ser empurrado numa cadeira de rodas e, em Maio deste ano, vomitou tanto sangue num voo que o seu sucata fabricada com Paul teve que ser adiada por seis meses. Ele agora parece que também tem um problema no joelho direito.

Este foi o adversário de Paul em uma luta triste e abjeta. A luta foi reduzida para oito rounds, com duração de apenas dois minutos cada, e essa relativa brevidade ofereceu um mínimo de alívio. Paul recebeu o veredicto unânime por dois placares de 79-73 e um shutout de 80-72.

A multidão com ingressos quase esgotados no AT&T Stadium foi ferozmente partidária em seu apoio inicial a Tyson. Noventa minutos antes das caminhadas, as imagens da chegada de Paul foram recebidas com um zumbido abafado. Mas então vimos Tyson caminhando lentamente para seu vestiário. Sua jaqueta estava estampada com seu famoso apelido de boxe: Mike de Ferro. O rugido enorme e sustentado era estranhamente comovente.

Jake Paul e seu irmão Logan foram levados ao ringue em um Chevy low-rider customizado, em vez de fazer a caminhada tradicional de um lutador, até uma velha pista de Phil Collins. Tyson fez uma marcha sombria e taciturna, vestindo uma blusa preta em uma tentativa deliberada de ecoar a ameaça que uma vez o definiu. Foi o ponto alto de uma longa noite para o outrora formidável Tyson. Ele parecia desgastado e envelhecido quando foi apresentado no meio do ringue.

Tyson saiu com um mínimo de intenção e logo pegou Paul em retirada com um corte para a esquerda e um olhar para a direita. Ele se esquivou de alguns socos, mas Tyson foi atingido por um golpe de direita muito mais forte na cabeça. Já estava claro que qualquer vaga esperança de que Tyson fosse capaz de invocar sua ferocidade, que antes era sua marca registrada, pertencia a uma fantasia desamparada. A rodada de dois minutos terminou com Tyson, usando uma cinta no joelho desonesto, tentando lenta e sem sucesso diminuir a distância entre ele e Paul alegremente recuando.

O segundo round foi entorpecido por trocas de pedestres, com Tyson parecendo desprovido de qualquer intenção real enquanto Paul acertava alguns socos decentes. Mas o ex-campeão mundial logo se viu em apuros quando foi sacudido até a sola das botas pretas por uma torrente de mãos esquerdas. Décadas atrás, Tyson teria sido rápido e esquivo demais para uma série de golpes telegrafados. Ele teria escorregado e depois punido e derrubado um novato no boxe por sua audácia. Mas a velocidade e o conhecimento do ringue de Tyson já se foram e ele acertou seus arremessos com um estoicismo sombrio.

Paul passou pelas rodadas restantes, vencendo-as com pouco esforço óbvio. Se ele realmente ganhou US$ 40 milhões, deve ter parecido mais fácil do que algumas de suas acrobacias adolescentes no YouTube que fizeram seu nome e sua fortuna inicial.

Tyson já havia colocado o resultado, bem como o hype prolongado e ridículo em torno do circo, em um contexto sombrio na noite anterior. Arrastado para uma entrevista com Jazlyn Guerra, uma personalidade da mídia social de 14 anos que se autodenomina Jazzy’s World TV, Tyson estava murchando na maneira como descartou a luta e sua reputação histórica. Suas palavras carregavam um significado sombrio que ridicularizava sua disputa com um YouTuber.

Guerra, que parece ser uma adolescente talentosa, inicialmente estava entusiasmada com a luta após a pesagem da noite de quinta-feira. Ela disse que isso proporcionaria “uma oportunidade monumental para as crianças da minha idade verem a lenda Mike Tyson no ringue pela primeira vez. Então, depois de uma carreira tão bem-sucedida, que tipo de legado você gostaria de deixar quando tudo estiver dito e feito?”

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Tyson fez uma pausa. Não era uma pergunta terrível, mas ele estava com vontade de revelar uma verdade sombria. “Bem, eu não acredito na palavra ‘legado’”, disse Tyson. “Acho que é apenas mais uma palavra para ‘ego’. Legado não significa absolutamente nada para mim. Estou apenas de passagem. Eu vou morrer e isso vai acabar. Quem se importa com o legado depois disso? Não somos nada. Estamos mortos. Somos pó.”

Guerra, para seu crédito considerável, foi gentil. “Bem, muito obrigada por compartilhar isso”, disse ela. “Isso é algo que eu nunca ouvi antes.”

Tyson não terminou. “Você realmente consegue imaginar alguém dizendo que quero que meu legado seja desta ou daquela forma?” ele continuou sem rodeios. “Você está morto. Que audácia é essa – querer que as pessoas pensem em mim quando eu partir? Quem diabos se importa comigo?

Foi difícil se preocupar com qualquer coisa em relação a esse show atrofiado – além da esperança sincera de que Tyson não sofresse muitos danos com os golpes que recebeu. Saindo para a noite negra do Texas e longe de um negócio tão artificial e cínico, parecia liberdade para escapar da loucura e da tristeza.



Leia Mais: The Guardian

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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