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Japão vende 1º papel higiênico do mundo feito com fraldas usadas
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O Japão deu um grande passo na busca por soluções ecológicas e criou, pela primeira vez no mundo, um papel higiênico feito a partir de fraldas descartáveis usadas. Útil e barato!
O programa já conseguiu reciclar 98 toneladas de fraldas e itens de higiene em apenas seis meses. O material passa por um rigoroso processo de esterilização, desodorização e branqueamento. O resultado final é comercializado como “Shibushi Osaki Roll”, vem com 12 rolos e custa 400 ienes (aproximadamente R$ 16).
“Esta iniciativa pode ajudar a diversificar as formas de garantir matérias-primas especialmente porque se espera que os suprimentos de papel usados diminuam com o surgimento de sistemas sem papel e um população em declínio”, disse Satoshi Yoshida, da Poppy Paper.
Processo de reciclagem
Criado na província de Kagoshima, o projeto foi realizado por uma parceria de municípios e empresas privadas. O foco era reaproveitar materiais que antes eram descartados e transformá-los em produtos úteis.
O projeto começou com a coleta separada das fraldas usadas. Após separadas, todo o material é enviado para uma fábrica da Poppy Paper, em Fukuoka.
Lá, eles são higienizadas, trituradas e misturadas com papel reciclado para formar a base do papel higiênico inovador. O processo não apenas reduz o desperdício, mas também diminui a dependência de matérias-primas convencionais.
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Resultados incríveis
Nos dois primeiros meses de produção, mais de 30 mil rolos de papel foram fabricados
Além de ecológico, o produto é muito acessível e incentiva os consumidores a adotarem práticas sustentáveis.
Outra aplicações
A inovação japonesa vem na esteira do que outros países têm tentado.
Na Indonésia, por exemplo, fraldas descartáveis têm sido usadas em uma variedade de aplicações.
Segundo o GNN, elas estão servindo como um aditivo para o concreto no lugar da areia.
Além das fraldas mostrarem uma maior resistência no produto final, elas funcionam como uma alternativa de material reciclado à areia, que já era uma opção muito barata no mercado.
Na Indonésia, fraldas usadas tem servido como aditivo para o concreto. Elas deixam o material mais forte. – Foto: Reprodução/Good News Network
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O estudo também contou com a parceria das Universidades Federais de Viçosa (UFV) e Rural do Rio de Janeiro e foi desenvolvido no âmbito do Centro Integrado de Meteorologia Agrícola e Florestal, da Ufac, como resultado da dissertação da pesquisadora e geógrafa Ana Luisa Ribeiro de Faria, da UFV.
A pesquisa analisa a interação entre clima, solo e vegetação em unidades de conservação da Mata Atlântica, propondo dois novos modelos de índice de incêndio e avaliando sua capacidade preditiva sob diferentes cenários do fenômeno El Niño-Oscilação do Sul. Para tanto, foram integrados dados climáticos diários (2001-2023), índices de vegetação e seca, registros de focos de incêndio e estimativas de umidade do solo, permitindo uma análise dos fatores que influenciam a ocorrência de incêndios.
“O trabalho é fruto de cooperação entre três universidade públicas brasileiras, reforçando o papel estratégico dessas instituições na produção científica e no desenvolvimento de soluções aplicadas à gestão ambiental”, destacou Rafael Coll Delgado.
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