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Joe Biden perde para Xi na batalha pela América Latina – 22/11/2024 – Mundo
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Michael Stott
Duas fotografias recentes contam a história da batalha pela primazia entre os Estados Unidos e a China em uma das regiões mais ricas em recursos do mundo.
Em ambas as imagens, o líder chinês Xi Jinping está no centro, ladeado por seu anfitrião latino-americano. O presidente Joe Biden, por outro lado, fica perto do final da fileira de trás em uma foto e está ausente na outra.
Naturalmente, há explicações oficiais. Na primeira foto na cúpula da Apec na semana passada no Peru, os líderes estavam em ordem alfabética, o que favoreceu a China sobre um superpoder rival começando com U (de United States of America). Na segunda, tirada na reunião do G20 desta semana no Rio de Janeiro, diplomatas dos EUA disseram que a foto do grupo foi feita antes de Biden ter chegado.
No entanto, as fotografias da cúpula servem como metáforas para o eclipse dos EUA pela China na América Latina, uma região que Washington costumava chamar de seu quintal.
A disputa de superpoderes é importante porque os recursos em jogo são vastos. A América Latina possui 57% das reservas globais de lítio, 37% das de cobre, quase um quinto do petróleo e quase um terço da água doce e floresta primária do mundo.
Ciente da importância da região, Xi acrescentou uma visita de Estado à sua agenda no Peru na semana passada, liderando uma delegação de centenas de empresários chineses e inaugurando a primeira fase do que será um porto gigante de US$ 3,5 bilhões (R$ 20 bilhões) destinado a revolucionar o transporte marítimo da costa do Pacífico da América Latina para a China.
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Biden, por outro lado, anunciou nove helicópteros Black Hawk para um programa antidrogas de US$ 65 milhões (R$ 375 milhões) e uma doação de trens usados da Califórnia para o sistema de metrô de Lima.
“Foi um contraste tão marcante”, disse Michael Shifter, professor adjunto da Universidade de Georgetown. “Você tem esse enorme projeto de megaporto chinês que evocou a história do Peru remontando aos Incas e buscando a grandeza. E então o que Biden entregou foram mais helicópteros para erradicação de coca. Isso parece completamente desatualizado e sem apelo”
No Brasil, a maior economia da região, foi uma história semelhante. Xi foi recebido com todas as honras em Brasília para uma visita de Estado após o G20, enquanto Biden estava voando para casa. O líder dos EUA visitou a Amazônia em seu caminho para o Rio e anunciou uma doação de US$ 50 milhões (R$ 288 milhões) para um fundo de conservação, enquanto Xi era esperado para focar investimentos chineses multibilionários.
O comércio da China com a América Latina disparou nas últimas duas décadas, de US$ 12 bilhões (R$ 69 bilhões) em 2000 para US$ 450 bilhões (R$ 2,5 trilhões) em 2023. Pequim é agora o principal parceiro comercial da maioria dos países da região e tem o estoque de investimentos de crescimento mais rápido. O México, com seu acesso especial ao mercado dos EUA, é uma exceção.
Pequim tem se concentrado nos últimos anos em investir em setores-chave da América do Sul, como a exploração de minerais críticos, geração e transmissão de eletricidade e infraestrutura digital e de transporte.
Margaret Myers, especialista em relações China-América Latina no Diálogo Interamericano em Washington, disse que 60% do investimento da China na América Latina estava focado em setores de alta tecnologia que eram uma prioridade para ambos os lados. “Houve um real interesse em envolver a China, especialmente nesses tipos de investimentos.”
Alex Contreras, que foi ministro das Finanças do Peru enquanto o megaporto de Chancay estava sendo construído, disse ao Financial Times que “qualquer investimento é bem-vindo em uma região que tem um enorme déficit de investimento”. Ele acrescentou: “Se você tiver que escolher entre nenhum investimento e investimento chinês, você sempre vai preferir o investimento.”
No entanto, apesar das frequentes expressões de preocupação dos EUA sobre os avanços de Pequim na América Latina, a resposta de Washington tem sido decepcionante.
A Parceria das Américas para a Prosperidade Econômica, uma iniciativa promovida por Biden como resposta à China, estava “muito bem vestida”, disse Shifter. “Mas quando se trata de destinar recursos reais, não há nada lá.”
O retorno de Donald Trump à Casa Branca parece encaminhar à China um papel ainda mais dominante na vida econômica da região.
Matias Spektor, da FGV-SP, viu pouca perspectiva de Trump impulsionar o comércio e investimento dos EUA na região em seu segundo mandato.
“As promessas de Trump vão na direção oposta”, disse, argumentando que a retórica dura colocaria pressão sobre os países latino-americanos para conter a presença da China, enquanto Pequim teria um incentivo para intensificar, deixando a política doméstica na região profundamente dividida. Para Spektor, “é o pior mundo possível.”
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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre
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12 de março de 2026A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.
O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.
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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia
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10 de março de 2026Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.
A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.
A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.
Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.
O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.
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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre
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9 de março de 2026A Ufac inaugurou a campanha internacional Banco Vermelho, símbolo de conscientização sobre o feminicídio. A ação integra iniciativas inspiradas na lei n.º 14.942/2024 e contempla a instalação, nos campi da instituição, de três bancos pintados de vermelho, que representa o sangue derramado pelas vítimas. A inauguração ocorreu nesta segunda-feira, 9, no hall da Reitoria.
São dois bancos no campus-sede (um no hall da Reitoria e outro no bloco Jorge Kalume), além de um no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A reitora Guida Aquino destacou que a instalação dos bancos reforça o papel da universidade na promoção de campanhas e políticas de conscientização sobre a violência contra a mulher. “A violência não se caracteriza apenas em matar, também se caracteriza em gestos, em fala, em atitudes.”
A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, ressaltou a importância de a Ufac incorporar o debate sobre o feminicídio em seus espaços institucionais e defendeu a atuação conjunta entre universidade, governo e sociedade. Segundo ela, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada e a conscientização precisa alcançar também a formação de crianças e adolescentes.
A inauguração do Banco Vermelho também ocorre no contexto da aprovação da resolução do Conselho Universitário n.º 266, de 21/01/2026, que institui normas para a efetividade da política de prevenção e combate ao assédio moral, sexual, discriminações e outras violências, principalmente no que se refere a mulheres, população negra, indígena, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ no âmbito da Ufac em local físico ou virtual relacionado.
No campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, a inauguração do Banco Vermelho contou com a participação da coordenadora do Centro de Referência Brasileiro da Mulher, Anequele Monteiro.

Participaram da solenidade, no campus-sede, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Maria Cruz; a pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; a coordenadora do projeto de extensão Infância Segura, Alcione Groff; o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal; a defensora pública e chefe do Núcleo de Promoção da Defesa dos Direitos Humanos da Mulher, Diversidade Sexual e Gênero da DPE-AC, Clara Rúbia Roque; e o chefe do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher do MP-AC, Victor Augusto Silva.
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