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Joe Biden tinha um emprego. E ele falhou | Mehdi Hasan
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2 anos atrásem
Mehdi Hasan
“Você tinha um emprego.”
Ao nos despedirmos do 46º presidente dos Estados Unidos, não consigo entender isso Inspirado em Ocean’s 11 meme da internet fora da minha cabeça.
Joe Biden tinha um emprego. Não conseguir aprovar projetos de lei ou assinar ordens executivas. Não travando guerras estrangeiras ou protegendo a fronteira. Não. Foi derrotado Donald Trump. Negando-lhe a presidência. Acabar com a ameaça que ele representava para a nossa democracia.
Esse foi o de Biden um trabalho. Ele mesmo disse isso. A partir do momento em que anunciou a sua (terceira) campanha para a nomeação presidencial democrata em 2019, ele deixou claro que queria levar-nos à vitória “na batalha pela alma desta nação”. Quando aceitou formalmente a nomeação do seu partido na convenção nacional democrata no verão de 2020, ele disse ele estava concorrendo para “salvar a nossa democracia” e para garantir que os Estados Unidos se tornassem “uma luz para o mundo mais uma vez”. Esta foi uma batalha, declarou, “que nós, juntos, venceremos”.
Menos de três meses depois, em Novembro de 2020, obteve um recorde de 81 milhões de votos nas eleições presidenciais, 7 milhões a mais que o seu rival republicano.
No entanto, aqui está o paradoxo assustador da presidência de Biden: a partir do momento em que garantiu a vitória sobre Trump em 2020, ele começou a lançar as bases para a retorno de Trump em 2024.
Primeiro, houve o seu fracasso em processar um caso político e jurídico contra o presidente derrotado em 2020 e 2021. Biden assumiu o cargo com mandato e impulso; Trump, na sequência do seu golpe fracassado e da sua insurreição, estava fraco, isolado, impopular.
No entanto, o então presidente eleito disse em privado aos seus assessores que não queria que a sua presidência fosse dominada por investigações políticas ou legais sobre as acções do seu antecessor. Um conselheiro disse Notícias da NBC que Biden deixou claro que “só quer seguir em frente”.
Foi um erro monumental. Biden pode ter querido olhar para frente, não para trás; ele pode ter querido acreditar que Trump estava no seu espelho retrovisor. Mas o antigo presidente conseguiu reagrupar-se em Mar-a-Lago, retomar o controlo do seu partido e encenar um regresso político audacioso – tudo à vista de todos e sem qualquer pressão real do Departamento de Justiça de Biden entre 2021 e 2022.
Na verdade, um dia depois de Trump ter incitado uma multidão armada a atacar o Capitólio para impedir a transferência pacífica do poder, Biden anunciou o seu nomeado para procurador-geral: não o ex-senador democrata Doug Jones, mas Merrick Garland, um homem moderado. juiz educado, cauteloso, centrista, uma vez amado de senadores republicanos como o falecido Orrin Hatch.
Garland distribuiu vagos chavões sobre responsabilidade, mas arrastou os pés em realmente investigar e processar Trump. “Você não poderia usar a palavra T” no DOJ, disse um ex-funcionário.
O próprio Biden mais tarde “resmungou com assessores e conselheiros”, relatou Político em setembro de 2024, “que se Garland tivesse agido mais cedo em sua investigação sobre a interferência eleitoral do ex-presidente Donald Trump, um julgamento poderia já estar em andamento ou mesmo ter sido concluído”.
No entanto, Trump agora retorna ao Salão Oval sem ter enfrentado qualquer julgamento por qualquer um de seus atos criminosos por volta de 6 de janeiro de 2021. Sob a supervisão de Biden e Garland, testemunhamos, para citar o ex-promotor do DOJ, Ankush Khardori, “o maior fracasso da aplicação da lei federal na história americana”.
Em segundo lugar, houve o fracasso de Biden em pressionar pela reforma de instituições e processos políticos quebrados e disfuncionais que têm sido usados por Trump e pelos Republicanos para minar tanto a democracia de pequeno D como os Democratas de grande D.
Tomemos como exemplo a obstrução do Senado, uma relíquia antimajoritária da era Jim Crow. Biden assumiu o cargo em 2021 com apenas a mais estreita maioria no Senado e, ainda assim, o presidente, um veterano de 36 anos no Senado, recusou-se a pedir a abolição da obstrução. “O presidente Biden serviu no Senado por muito tempo e acredita que se pudermos deixar a obstrução em vigor, é isso que ele prefere”, disse Ron Klain, então chefe de gabinete da Casa Branca. me disse durante os primeiros 100 dias de Biden no cargo.
Os republicanos usaram a obstrução para mancar o do presidente agenda política ambiciosa e tentar transformá-lo em um “presidente de meio mandato”. Só em 2022 é que Biden se pronunciou a favor de uma reforma moderada da obstrução – mas apenas no que respeita aos direitos de voto e ao direito ao aborto. Era muito pouco, muito tarde.
Tomemos como exemplo o Supremo Tribunal. Biden deu um relatório da sua comissão sobre a reforma do Supremo Tribunal e atirou-o para a grama alta. Ele rejeitado publicamente sugestões de senadores democratas e membros da Câmara para expandir a suprema corte. Só no verão de 2024, depois de um Supremo Tribunal repleto de nomeados por Trump ter oferecido a Trump imunidade presuntiva de processo criminal, é que Biden chamado para um código de conduta vinculativo para os juízes do Supremo Tribunal e limites de mandato para os nove juízes. Novamente, muito pouco, muito tarde.
Eu poderia continuar falando sobre as inúmeras maneiras pelas quais Biden falhou em jogar duro. Lembre-se de quando o parlamentar não eleito do Senado bloqueado Os democratas incluam um aumento do salário mínimo em um projeto de lei de alívio ao coronavírus? Porta-voz de Biden disse o presidente ficou “decepcionado”, mas “respeita a decisão do parlamentar”.
Terceiro, ele não conseguiu se afastar a tempo. Biden, para ser franco, excedeu as boas-vindas. Enquanto Trump derrotava os seus rivais republicanos nas primárias e ascendia nas sondagens, o presidente octogenário recusava-se a desistir da corrida e a permitir uma população melhor, mais jovem, mais popular, mais mentalmente competente. Candidato presidencial democrata para concorrer em seu lugar… até que fosse tarde demais. Quando ele finalmente, e com tanta relutância, desistiu da disputa em 21 de julho, não houve tempo para os democratas realizarem uma “blitz primária”ou um“convenção aberta”Para escolher o melhor candidato possível para enfrentar Trump. Kamala Harris recebeu a aprovação – mas teve apenas 107 dias para tentar reverter um navio que estava afundando. Foi uma tarefa quase impossível.
O que aconteceu com o Biden que, em 2020, prometeu ser um “candidato de transição”, um “ponte”para uma geração mais jovem de líderes do Partido Democrata? Se o presidente tivesse se comprometido publicamente a cumprir apenas um mandato e depois se afastado, talvez um democrata e não um autocrata de direita estivesse se preparando para prestar juramento na próxima semana no Capitólio.
No entanto, Biden não sente remorsos nem arrependimentos – na verdade, pelo contrário. Em um entrevista recente com Susan Page do USA Today, o presidente insistiu que ele, ao contrário de Harris, teria vencido Trump em novembro. Desculpe, o quê? Se Biden não estava delirando antes, certamente está agora.
Para ser claro, digo tudo isso mais com tristeza do que com raiva. Ao promover meu livro, Win Every Argument, na primavera de 2023, eu estava entrevistado neste jornal e pedi para dar minha avaliação da presidência de Biden. Listei as suas várias vitórias na política interna e comparei-o favoravelmente com os seus cinco antecessores: Reagan, Bush I, Clinton, Bush II, Obama e Trump: “Nunca imaginei que diria isto – nasci em 1979 – acho que ele é o mais presidente impressionante da minha vida.”
Isso aconteceu vários meses antes do início do show de horrores em Gaza, no outono de 2023, que Biden ajudou a possibilitar tanto com seu mentiras sobre bebês israelenses decapitados e seu suprimento de armamento quase ilimitado para Benjamim Netanyahu. Isso foi mais de um ano antes do humilhação televisionada de Biden, no verão de 2024, quando ficou claro para mais de 50 milhões de americanos que assistiam em casa que ele e sua equipe tinham enganado nos sobre o estado de sua saúde mental.
Joe Biden tinha um emprego. Mas devido à sua arrogância e intransigência, à sua cautela e complacência, ele falhou.
Hoje, considero Joe Biden não o mais impressionante, mas talvez o segundo pior presidente da minha vida, porque ajudou a entregar um segundo mandato ao pior presidente da minha vida.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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4 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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