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Jornalista polêmico, fez da vida a luta contra injustiças – 16/03/2025 – Cotidiano
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11 meses atrásem
Fábio Pescarini
Difícil resumir a vida do jornalista Gilberto Gonçalves. Assim como dividir o perfil de uma pessoa polêmica, sem moderação na voz para defender seus princípios, mas metódico na gentileza de levar café na cama para a família.
Nascido em Santos (SP), era um peladeiro de praia habilidoso. Tanto que jogou nas categorias de base da mesma Vila Belmiro onde Pelé dava seus dribles. A carreira no futebol só não foi para frente porque o pai, um comunista perseguido político, não deixou o filho caçula de seis irmãos ser contratado por um clube do Rio de Janeiro.
Sem a bola, Gilberto fez cursos técnicos de torneiro mecânico e de enfermagem. Ensaiou engrenar um trabalho estável quando foi aprovado na década de 1970 em concurso na Replan, refinaria da Petrobras em Paulínia, na região de Campinas.
Foi nessa época que cursou jornalismo. Formado, não pensou duas vezes em trocar a estabilidade e os benefícios do emprego público por estágios em jornais do interior.
Rodou por Redações de Campinas, sempre como repórter raiz. Durante uma década, foi professor na Faculdade de Jornalismo da PUC-Campinas.
“Tinha senso jornalístico muito grande e falava que tentava passar a sua experiência a futuros profissionais”, diz a mulher Cibele Vieira, 67, também jornalista.
Com ela, montou uma agência de comunicação e criaram um jornal de bairro em Campinas, o Alto Taquaral. Também presidiu a unidade local do Sindicato dos Jornalistas.
Do pai, Gilberto herdou a vocação para a esquerda e o inconformismo com as falcatruas e diferenças. “Sempre batalhou para diminuir as injustiças, fazia disso a vida dele”, conta a companheira.
O homem que não baixava o tom na defesa de suas posições era o avesso no seu anonimato. Sensível e emotivo, chorava quando assistia a um filme triste e levava café na cama para mulher e filhos nos aniversários de casa.
Fã de motos, ia com sua Yamaha visitar a família no litoral e “jogava um ar nas ideias”. Colecionava troféus das cavalgadas anuais em Botelho (MG), terra da mulher, onde ganhou título de “Cidadão Botelhense”.
Também gostava de cães —acordar cedo para levar o dobermann Trool para passear após o café era rotina diária.
Numa pequena área no quintal colocava para tocar LPs de samba e grupos como Bee Gees, Abba, Creedence, e dançava com eles.
Há oito anos tratava um câncer da mesma forma que discutia política. “Intensidade, alegria e transparência foram suas principais características”, diz a mulher.
Folião de blocos de Carnaval, Gilberto Gonçalves morreu aos 74 anos numa Quarta-Feira de cinzas, no último dia 5 de março. Deixou a mulher Cibele, os filhos Lucas e Marina, e os netos Maurício e Mel.
Durante décadas, atuou pela criação de uma praça no fim da rua de casa e ajudou a transformar aquele matagal. A associação de moradores do bairro vai protocolar um pedido na Câmara Municipal de Campinas para que o local leve seu nome.
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Ufac lança projeto voltado à educação na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre
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6 de fevereiro de 2026A Ufac lançou o projeto de extensão “Tecendo Teias de Aprendizagem: Cazumbá-Iracema”, em solenidade realizada nesta sexta-feira, 6, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas. A ação é desenvolvida em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Associação dos Seringueiros da Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema.
Viabilizado por meio de emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), o projeto tem como foco promover uma educação contextualizada e inclusiva, com ações voltadas para docentes e estudantes da reserva, como formação em metodologias inovadoras, implantação de hortas escolares, práticas agroecológicas sustentáveis e produção de um documentário com registros da memória cultural da comunidade.
A reitora Guida Aquino destacou a importância da iniciativa. “É um momento ímpar da universidade, que cumpre de fato seu papel social. O projeto nasce a partir da escuta da comunidade, com apoio fundamental do senador Petecão, que tem investido fortemente na educação.” Ela também agradeceu o apoio financeiro para funcionamento da instituição. “Se não fossem as emendas, não teríamos fechado o ano passado com energia, segurança e limpeza garantidas.”
Petecão frisou que o investimento em educação é o melhor caminho para transformar a realidade da juventude e manter as comunidades nas reservas. “Não tem sentido incentivar as pessoas a deixarem a floresta. O mundo todo quer conhecer a Amazônia e o nosso povo quer sair de lá. Está errado. A reserva Cazumbá-Iracema é um exemplo de paz e organização, e esse projeto pode virar referência nacional.”

Ele reafirmou seu apoio à universidade. “A Ufac é um patrimônio do Acre. Já destinamos mais de R$ 40 milhões em emendas para a instituição. Vamos continuar apoiando. Educação não tem partido.”
O pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes, explicou que a proposta foi construída a partir de escutas com lideranças da reserva. “O projeto mostra que a universidade pública é espaço de formulação de políticas. Educação é direito, não mercadoria.” Ele também defendeu a atualização da legislação que rege as fundações de apoio, para permitir a inclusão de moradores de comunidades extrativistas como bolsistas em projetos de extensão.
Durante o evento, foram entregues placas de agradecimento à reitora Guida Aquino, ao senador Sérgio Petecão e ao pró-reitor Carlos Paula de Moraes, além de cestas com produtos da comunidade.
A reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema possui cerca de 750 mil hectares nos municípios acreanos de Sena Madureira e Manoel Urbano, com 18 escolas, 400 estudantes e aproximadamente 350 famílias.
Também participaram da mesa de honra o coordenador do projeto, Rodrigo Perea; o diretor do Parque Zoobotânico, Harley Araújo; o chefe do ICMBio em Sena Madureira, Aécio dos Santos; a subcoordenadora do projeto, Maria Socorro Moura; e o estudante Keven Maia, representante dos alunos da Resex.
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Grupo de pesquisa da Ufac realiza minicurso sobre escrita científica — Universidade Federal do Acre
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2 dias atrásem
6 de fevereiro de 2026O grupo de pesquisa Elos: Estudos em Economia, Finanças, Política e Segurança Alimentar e Nutricional, da Ufac, realiza o minicurso Escrita Científica em 12 de fevereiro, em local ainda a ser definido. A ação visa proporcionar uma introdução aos fundamentos da produção acadêmica. A carga horária do minicurso é de duas horas e os participantes receberão certificado. As inscrições estão disponíveis online.
Serão ofertadas duas turmas no mesmo dia: turma A, às 13h30, e turma B, às 17h20. A atividade é coordenada pela professora Graziela Gomes, do Centro de Ciências Jurídicas e Sociais Aplicadas.
A metodologia inclui exposição teórica e atividades práticas orientadas. A atividade abordará técnicas de citação, paráfrase, organização textual e ética na escrita científica, contribuindo para a redução de dificuldades recorrentes na elaboração de trabalhos acadêmicos e para a prevenção do plágio não intencional.
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Ufac realiza formatura de alunos do CAp pela 1ª vez no campus-sede — Universidade Federal do Acre
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30 de janeiro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de certificação dos estudantes concluintes do ensino médio do Colégio de Aplicação (CAp), referente ao ano letivo de 2025. Pela primeira vez, a solenidade ocorreu no campus-sede, na noite dessa quinta-feira, 29, no Teatro Universitário, e marcou o encerramento de uma etapa da formação educacional de jovens que agora seguem rumo a novos desafios acadêmicos e profissionais.
A entrada da turma Nexus, formada pelos concluintes do 3º ano, foi acompanhada pela reitora Guida Aquino; pelo diretor do CAp, Cleilton França dos Santos; pela vice-diretora e patronesse da turma, Alessandra Lima Peres de Oliveira; pelo paraninfo, Gilberto Francisco Alves de Melo; pelos homenageados: professores Floripes Silva Rebouças e Dionatas Ulises de Oliveira Meneguetti; além da inspetora homenageada Suzana dos Santos Cabral.

Guida destacou a importância do momento para os estudantes, suas famílias e toda a comunidade escolar. Ela parabenizou os formandos pela conquista e reconheceu o papel essencial dos professores, da equipe pedagógica e dos familiares ao longo da caminhada. “Tenho certeza de que esses jovens seguem preparados para os próximos desafios, levando consigo os valores da educação pública, do conhecimento e da cidadania. Que este seja apenas o início de uma trajetória repleta de conquistas. A Ufac continua de portas abertas e aguarda vocês.”

Durante o ato simbólico da colocação do capelo, os concluintes reafirmaram os valores que orientaram sua trajetória escolar. Em nome da turma, a estudante Isabelly Bevilaqua Rodrigues fez o discurso de oradora.
A cerimônia seguiu com a entrega dos diplomas e as homenagens aos professores e profissionais da escola indicados pelos concluintes, encerrando a noite com o registro da foto oficial da turma.
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