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Jornalistas relatam condições desumanas sob custódia – DW – 18/10/2024

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Dois jornalistas, Konstantin Gabov e Sergey Karelinacusados ​​de apoiar uma “organização extremista”, detalharam as duras condições da sua prisão preventiva em Moscovo. No início de Outubro, os dois homens foram transferidos para uma prisão conhecida como “Matrosskaya Tishina” (“Silêncio dos Marinheiros”), que é notória entre as organizações de direitos humanos pelas suas más condições.

A DW obteve cópia de uma carta escrita por Konstantin Gabov: “A cela está superlotada. Outro preso e eu dormimos no chão”, relata. “Durante o dia sentamos em um banco sem encosto, pois não há espaço. O colchão, o cobertor e o travesseiro estão gastos e há percevejos. O ambiente aqui é opressivo.”

Antes de ser preso em abril, Gabov trabalhou como produtor para a agência de notícias Reuters. Antes disso, ele também trabalhou para o escritório da DW em Moscou. “É como estar preso em um porão. (Há apenas) uma pequena janela em algum lugar no alto”, escreve Gabov na carta.

‘Total falta de privacidade’

O cinegrafista Sergey Karelin também trabalhou para a DW em Moscou, bem como para a agência de notícias Associated Press (AP). Ele também descreve condições de detenção desumanas. “Fui transferido para a cela 246 – quatro beliches para oito pessoas”, escreveu o jornalista em carta ao jornal Novaya Gazeta. Ele relata que os internos extras dormiam “em camas dobráveis ​​com um buraco no meio”, deitados “lado a lado e da cabeça aos pés”.

Antonina Favorskaya, de pé em uma gaiola de vidro no tribunal, faz um formato de coração com as mãos - ela está vestida de preto, tem longos cabelos escuros e está sorrindo
A jornalista russa Antonina Favorskaya, uma das quatro em julgamento, é acusada de apoiar a fundação NavalnyImagem: Dmitry Serebryakov/AP/imagem aliança

Karelin reclama da “total falta de privacidade” em sua cela. “Os presos desta cela enfrentam acusações graves; um deles é acusado de alta traição. Mas estes são rapazes; apenas um homem é mais velho”, escreve Karelin.

Acusado de colaborar com uma ‘organização extremista’

A advogada de Karelin, Katerina Tertukhina, descreve as condições de detenção como “tortura” e diz que impedem o seu cliente de se preparar para o julgamento. Gabov, Karelin e dois outros jornalistas – Antonina Favorskaya e Artyom Kriger – estão a ser julgados sob a acusação de envolvimento numa chamada “organização extremista”.

Eles são acusados ​​de apoiar a equipe do crítico do Kremlin Alexei Navalnyque morreu na prisão em 16 de fevereiro deste ano. Os jornalistas teriam produzido material fotográfico e de vídeo para o canal de Navalny no YouTube, pelo que poderão ser condenados a seis anos de prisão. Os réus negam as acusações.

O canal do YouTube “Navalny LIVE” ainda é administrado por membros da Fundação Anticorrupção de Navalny (FBK), após a morte do político da oposição. As autoridades russas designaram o FBK como um grupo “extremista” e os seus membros e apoiantes enfrentam processos criminais na Rússia.

Uma mulher com uma jaqueta amarela coloca um ramo de flores vermelhas sobre buquês empilhados em frente a uma grande cruz com uma foto em preto e branco de Alexei Navalny em Moscou, Rússia
Túmulo de Alexei Navalny, no dia seguinte ao seu funeral: os enlutados expressaram sua dor silenciosamente, colocando floresImagem: Olga Maltseva/AFP/Getty Images

Uma audiência no julgamento dos jornalistas ocorreu a portas fechadas em 17 de outubro. Antes de serem presos, Favorskaya e Kriger trabalharam para a agência de notícias independente Sota Vision, reportando sobre os julgamentos de presos políticos. Favorskaya cobriu os julgamentos de Navalny e visitou a colônia penal “Lobo Polar” em Kharp, no Círculo Polar Ártico, onde Alexei Navalny morreu.

Depois Funeral de NavalnyFavorskaya documentou pessoas depositando flores no cemitério onde ele foi enterrado. Ela foi presa no dia 17 de março, em uma de suas visitas ao local. Karelin e Gabov foram presos um mês depois, e Artyom Kriger em junho.

Este artigo foi publicado originalmente em russo



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

 

A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.

A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.

O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.

O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.

Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.

 



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Ufac e Fiocruz fazem oficina sobre leishmaniose em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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A Ufac e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram a oficina Epidemiologia, Vigilância e Controle da Leishmaniose Cutânea. O evento ocorreu em 1 de junho, no auditório do Instituto Federal do Acre, em Sena Madureira (AC), reunindo 110 agentes comunitários de saúde e 20 agentes de combate às endemias.

A programação contou com palestras e discussões sobre aspectos epidemiológicos, clínicos e diagnósticos da doença, abordando ciclos de transmissão, vetores e reservatórios envolvidos na manutenção da chamada “ferida brava”, nome popular da leishmaniose cutânea. Além disso, foram realizadas atividades práticas com o uso de lupas e microscópios, permitindo aos profissionais a observação de características dos vetores e compreensão dos métodos laboratoriais utilizados no diagnóstico da doença.

Com mais de 11 mil casos registrados na última década, o Acre ocupa posição de destaque no cenário nacional da doença. Em 2025, o município de Sena Madureira foi classificado pelo Ministério da Saúde como área de risco intenso para transmissão da leishmaniose cutânea, apresentando média anual de 64 casos.

A oficina integra as atividades do projeto de ensino, pesquisa e extensão EpiLeish-Acre, que na Ufac é coordenado pelo professor Francisco Glauco de Araujo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza. Para o pesquisador Leandro Siqueira, do Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz, ações educativas para enfrentar a doença são fundamentais. “Profissionais bem capacitados conseguem orientar de forma mais eficaz a população, contribuindo para o diagnóstico e tratamento precoce”, ressaltou.

O secretário municipal de Saúde de Sena Madureira, Willisson Viana, destacou a relevância das parcerias institucionais. “Buscamos fortalecer parcerias com instituições de referência, como a Fiocruz e a Ufac, que contribuem significativamente para o desenvolvimento técnico das nossas equipes.”

O diretor da Vigilância em Saúde de Sena Madureira, Serginey Amorim, disse que a capacitação fortalece ações de saúde pública. “Com conhecimento atualizado e capacitação contínua, ampliamos a prevenção, melhoramos o diagnóstico precoce e fortalecemos as ações de controle da doença em nosso município.”

A iniciativa foi organizada pelos Laboratórios de Patologia e Biologia Parasitária e de Entomologia Médica, da Ufac, e pelo Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz.

 



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