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Juiz do estado do Texas ordena pausa para polêmica execução de ‘bebê abalado’ | Notícias sobre pena de morte

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Um juiz estadual do Texas emitiu uma decisão de última hora para interromper a execução de Roberto Robersonum homem condenado em um caso polêmico de síndrome do bebê sacudido.

Acredita-se que Roberson seja a primeira pessoa condenada à morte nos Estados Unidos por um suposto assassinato relacionado à síndrome.

Mas na quinta-feira, faltando apenas algumas horas para a execução da sentença, a juíza do Tribunal Distrital Civil do Condado de Travis, Jessica Mangrum, emitiu uma ordem de restrição temporária suspendendo a execução.

Roberson foi condenado por homicídio em 2003 pela morte de sua filha Nikki Curtis, de dois anos, um ano antes.

Mas ele manteve fortemente sua inocência. Os especialistas também levantaram dúvidas sobre as provas utilizadas para condená-lo, e a ordem de última hora trouxe alívio àqueles que acreditavam que a execução representaria um erro judiciário.

“Ele é um homem inocente e estamos muito perto de matá-lo por algo que ele não fez”, Brian Wharton, o detetive principal que investigou a morte de Curtis. Desde então, ele se tornou um defensor vocal da comutação da sentença de Roberson.

Legisladores do Texas se reúnem com Robert Roberson em uma prisão em Livingston, Texas, em 27 de setembro (Criminal Justice Reform Caucus via AP Photo)

No cerne do caso estava a acusação dos promotores de que o bebê Curtis morreu de síndrome do bebê sacudido, frase usada para descrever traumatismo cranioencefálico decorrente do abuso de crianças menores de cinco anos.

Os críticos, no entanto, rejeitaram a síndrome do bebê sacudido como um diagnóstico não comprovado, baseado em ciência ultrapassada e em estudos de precisão duvidosa.

Em janeiro de 2002, Roberson levou sua filha ao pronto-socorro, onde os exames mostraram trauma cerebral interno. Curtis estava com febre nos dias anteriores e Roberson disse que ela havia caído da cama.

Alguns especialistas médicos sugeriram que ela provavelmente morreu devido a complicações de pneumonia, em vez de abuso por parte de Roberson, como alegaram os promotores.

O seu caso chamou a atenção nacional para o Texas, onde um grupo que inclui legisladores conservadores, defensores da reforma da justiça criminal e autoridades médicas lançaram dúvidas sobre a culpa de Roberson.

Os advogados de Roberson também argumentaram que as autoridades interpretaram mal os sintomas do autismo do seu cliente como falta de emoção após a morte de Curtis.

Os promotores destacaram a natureza aparentemente estóica de Roberson como prova de sua culpa. Mas desde a sua condenação, Roberson foi diagnosticado com autismo, o que pode afetar a forma como as pessoas se expressam.

“O Texas planeja executar Robert Roberson na próxima quinta-feira – apesar de uma condenação baseada em ciência lixo. Até os ex-detetives envolvidos em seu caso acreditam que Roberson é inocente”, disse a filial estadual da União Americana pelas Liberdades Civis em uma postagem nas redes sociais na semana passada.

A execução de quinta-feira, no entanto, foi interrompida depois que um comitê da Câmara dos Deputados estadual, controlada pelos republicanos, solicitou uma ordem de restrição, em um esforço para ganhar mais tempo.

Vários legisladores na Câmara do Texas – tanto republicanos como democratas – fizeram lobby para que o caso fosse revisto.

Mesmo assim, o Conselho de Perdão e Liberdade Condicional do Texas rejeitou o pedido de clemência de Roberson na quarta-feira, e a Suprema Corte dos EUA negou um pedido de suspensão da execução na quinta-feira.

Robertson estava programado para morrer na quinta-feira por injeção letal em uma penitenciária estadual em Huntsville, Texas.

O uso de injeção letal como forma de execução continua a ser controversa nos EUA e resultou em numerosos esforços “mal sucedidos” que, segundo os críticos, causaram sofrimento desnecessário aos condenados.

Uma pesquisa Gallup de 2023 descobriu que as pessoas nos EUA continuam a apoiar o pena de morte para os condenados por homicídio por uma margem de 53 a 44 por cento. No entanto, 50 por cento dos inquiridos afirmaram que a pena de morte foi aplicada injustamente, enquanto 47 por cento afirmaram que foi aplicada de forma justa.





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Plácido de Castro e Acrelândia recebem graduações da Ufac — Universidade Federal do Acre

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Plácido de Castro e Acrelândia recebem graduações da Ufac (2).jpg

O programa de interiorização da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), da Ufac, realizou a aula inaugural dos cursos de Enfermagem, em Plácido de Castro (AC), e Letras/Português, em Acrelândia (AC). Ambos os cursos contemplam alunos dos dois municípios. Após a cerimônia, que ocorreu nessa segunda-feira, 27, foram distribuídos kits estudantis de boas-vindas aos discentes.

Os eventos ocorreram na Câmara Municipal de Plácido de Castro, para Enfermagem, e no Centro Estadual de Educação Permanente, polo educacional de Acrelândia, para Letras/Português, reunindo autoridades da Ufac e representantes dos municípios.

A reitora Guida Aquino ressaltou que levar a Ufac para além da capital é uma estratégia fundamental para ampliar o acesso à educação superior e impulsionar o desenvolvimento do Estado. Segundo ela, a presença da instituição no interior permite que estudantes permaneçam em suas comunidades enquanto constroem sua formação acadêmica, fortalecendo a inclusão educacional e reduzindo desigualdades.

Para o prefeito de Plácido de Castro, Camilo da Silva (PP), a ampliação da oferta de cursos da Ufac representa um marco para os municípios. “Quero parabenizar a reitora Guida Aquino pela visão e pelo compromisso com o povo acreano”, disse. “A implantação de novos cursos de graduação no interior, chegando a atender 16 municípios do Acre, demonstra sensibilidade com as necessidades dos nossos municípios e um olhar voltado para o futuro.”

Também participaram da solenidade, em Plácido de Castro, o diretor de Apoio à Interiorização e de Programas Especiais, Marcelo Feliciano de Melo; o coordenador do curso de Enfermagem, João Francalino da Rocha; o presidente da Câmara Municipal de Plácido de Castro, Rogério Ribeiro (PP); a representante do Coren-AC, Iunaira Cavalcante; a representante do Sindicato dos Enfermeiros do Acre, Ionara Araújo.

Também participaram da solenidade, em Acrelândia, o diretor de Apoio à Interiorização e de Programas Especiais, Marcelo Feliciano de Melo; o coordenador do curso de Letras/Português, Sérgio da Silva Santos; o vice-diretor do Centro de Educação, Letras e Artes, Micael Carmo Côrtes Gomes; o vice-prefeito de Plácido de Castro, Luiz Américo Azimoto (Republicanos); o presidente da Câmara Municipal de Acrelândia, Vitor Martinelli (União).



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Alunos da Ufac se apresentam em congresso sobre socioeconomia rural — Universidade Federal do Acre

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Alunos da Ufac se apresentam em congresso sobre socioeconomia rural---todos.jpg

Quatro estudantes de graduação da Ufac representaram a instituição no 64º Congresso da Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural (Sober, na sigla em inglês), ocorrido na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, de 19 a 23 de julho, com o tema “Políticas para Natureza, Alimentação e Nutrição em Tempos de Incerteza e Mudanças Climáticas”.

Os trabalhos, desenvolvidos no âmbito dos grupos de pesquisa Estudos em Economia, Finanças, Política e Segurança Alimentar e Nutricional (Elos) e Governança Fundiária, Desenvolvimento Econômico e Políticas Públicas (GPD), contaram com a coautoria e orientação dos professores e coordenadores dos grupos, Graziela Gomes Bezerra, Elyson Ferreira de Souza e Gisele Elaine de Araújo Batista Souza.

Cultivo do cacaueiro

O aluno de Sistemas de Informação, Guilherme Félix Cavalcante, apresentou, na quarta-feira, 22, o trabalho “Cacauicultura na Região Norte: Análise do Desempenho Produtivo, Dinâmica Comercial e Sustentabilidade”. O estudo aborda a cacauicultura e oferece uma análise do desempenho produtivo, da dinâmica comercial e dos aspectos de sustentabilidade, fornecendo dados para o desenvolvimento rural, territorial e regional, além de subsidiar práticas mais sustentáveis para a cadeia produtiva do cacau.

“A participação no evento é um marco significativo em minha formação acadêmica”, disse Guilherme. “Dissemina os resultados da minha pesquisa e fomenta o desenvolvimento de habilidades de comunicação, pensamento crítico e construção de uma rede de contatos profissionais.”

Bananicultura no Acre

A aluna de Ciências Econômicas, Maria Eduarda Souza Diniz, apresentou, na quarta-feira, 22, o trabalho “Desenvolvimento Produtivo e Dinâmica da Bananicultura no Acre: Uma Análise da Produção e dos Mercados (1994-2024)”, o qual analisa a evolução da bananicultura no Acre durante três décadas, contribuindo para o entendimento das transformações produtivas e comerciais desse setor, além de fornecer subsídios para o fomento de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento rural, territorial e regional.

“O congresso proporciona um ambiente de aprendizado e troca de experiências com outros pesquisadores e profissionais da área”, contou Maria Eduarda. “Isso enriquece minha formação e contribui para consolidação da Ufac como um polo de produção científica de excelência.”

Mulheres na gestão

A aluna de Ciências Econômicas, Riely Nilce de Melo Avilar, apresentou, na terça-feira, 21, o trabalho “Mulheres na Gestão de Propriedades Rurais na Amazônia Legal”. A pesquisa trata da atuação feminina no desenvolvimento regional e contribui para o debate sobre agricultura familiar, ruralidades e relações de gênero no meio rural, oferecendo perspectivas para promoção da equidade e do desenvolvimento sustentável na região. Esse estudo teve, ainda, coautoria de Raiza Gabriele Lima dos Santos.

“Apresentar um trabalho num congresso de relevância nacional, como o da Sober, e para uma audiência especializada é fundamental para minha formação profissional e promoção de intercâmbios”, pontuou Riely.

Milho e inflação

O aluno de Ciências Econômicas, Rogério Gonçalves Bezerra Junior, apresentou, na segunda-feira, 20, o trabalho “Análise da Inflação na Cadeia Produtiva do Milho: Evidências a Partir de Dados de Produção”, com o qual investigou como fatores econômicos afetam a produção do milho e o custo de vida, servindo como base para formuladores de políticas públicas e agentes do mercado.

“Além de projetar a pesquisa desenvolvida na Ufac para um público qualificado, tive a oportunidade de uma experiência inestimável de intercâmbio científico”, comentou Rogério. “Também destaco a discussão de ideias, o recebimento de feedback e a mobilização de contatos.”

 



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Ufac lança Plano de Acessibilidade da Infraestrutura Física (2026-2029) — Universidade Federal do Acre

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A Ufac lançou seu Plano de Acessibilidade da Infraestrutura Física (2026-2029). A solenidade ocorreu na sexta-feira, 17, no auditório Pedro Martinello, no Centro de Convenções, campus-sede. A iniciativa integra o projeto “Ufac em Ação: Acessibilidade, Inclusão e Segurança” e busca orientar as ações destinadas à construção de uma universidade mais acessível, inclusiva e segura.

A reitora Guida Aquino destacou que a instituição já realizou melhorias de acessibilidade, mas ainda precisa avançar e buscar recursos para executar as ações previstas no plano. “Nós temos que buscar agora investimento para que possamos acolher nossos estudantes; a universidade não existe sem aluno.” Segundo ela, essas iniciativas devem atender também os servidores que necessitam de condições adequadas de acessibilidade.

O coordenador do projeto e prefeito do campus-sede, Artheson Cruz, explicou que o crescimento da infraestrutura física da Ufac ocorreu em diferentes períodos, com edificações construídas de acordo com normas distintas. Essa situação, para ele, resultou na existência de espaços acessíveis que não estão completamente conectados entre si.

“Você entra em um prédio que tem acessibilidade e, quando sai daquele local, já se depara com uma situação de ausência da acessibilidade”, disse e ressaltou que o aumento do número de pessoas com deficiência que ingressam na universidade exige a adequação dos espaços para garantir dignidade, autonomia, permanência e conclusão dos cursos.

O plano estabelece diretrizes para superar progressivamente os desafios de acessibilidade no campus-sede, no campus Floresta e nos núcleos da Ufac no Estado. Para a elaboração do documento, foram realizados levantamento técnico da infraestrutura e escuta qualificada com pessoas surdas, com deficiência visual e autistas.

A representante do Núcleo de Acessibilidade e Inclusão, Rayfa Almeida, destacou que a efetivação das medidas é fundamental para garantir o acesso e a permanência das pessoas com deficiência na universidade. “Esperamos que seja concretizado realmente, que seja efetivo para as pessoas com deficiência conseguirem finalizar seus cursos.”

 



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