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Juiz dos EUA restabelece acordo de sentença negociada para ‘cérebro’ do 11 de setembro

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Um juiz militar dos EUA declarou válido o acordo de sentença negociado para Khalid Sheikh Mohammed, considerado o “mentor” dos ataques de 11 de Setembro, bem como para dois co-réus, uma decisão, no entanto, revogada no início de agosto pelo Pentágono depois da forte emoção causada por muitos familiares das quase 3.000 vítimas.

“O juiz militar decidiu que os acordos pré-processuais dos três arguidos são admissíveis e aplicáveis”explicou à Agence France-Presse (AFP) um funcionário americano, sob condição de anonimato. Este acordo, validado na quarta-feira, 6 de novembro pelo juiz, deverá poupar à pena de morte estes três homens, detidos na base militar americana de Guantánamo.

Não ficou imediatamente claro se os promotores recorreriam da decisão. “Estamos revisando a decisão e não temos mais nada a acrescentar neste momento.”indicou, num comunicado de imprensa, o porta-voz do Pentágono, general Pat Ryder, três meses após a revogação deste mesmo acordo pelo ministro da Defesa, Lloyd Austin.

Khalid Cheikh Mohammed, Walid Ben Attash e Mustafa Al-Hawsawi são acusados ​​de terrorismo e do assassinato de quase 3.000 pessoas nos ataques em solo americano, um dos episódios mais traumáticos da história dos Estados Unidos. A maioria das pessoas conhece Khalid Sheikh Mohammed pela foto tirada dele na noite em que foi capturado em 2003, com cabelos desgrenhados e bigode espesso, vestido com pijama branco.

Um “tapa na cara” aos familiares das vítimas

Os termos do acordo não foram divulgados. De acordo com o New York TimesKhalid Cheikh Mohammed, que se vangloriou aos investigadores de ter imaginado e organizado os ataques mais mortíferos da história, e os seus dois cúmplices concordaram em declarar-se culpados de conspiração criminosa em troca de uma sentença de prisão perpétua, em vez de um julgamento que poderia ter levado à sua execução.

Ou, esta decisão, anunciada no final de julhochocou muitos familiares das vítimas e provocou críticas virulentas no campo republicano, num país em plena campanha presidencial. O líder republicano da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, considerou que este anúncio teve o efeito de uma “tapa” para as famílias das vítimas.

“Decidi, dada a importância da decisão, celebrar acordos de confissão pré-julgamento com os arguidos (…)que a responsabilidade por tal decisão deveria recair sobre mim”explicou o ministro da Defesa, Lloyd Austin, em agosto. “Com efeito imediato, no exercício da minha autoridade, revogo os três acordos” de sentença negociada, disse ele. Poucos dias depois, o chefe do Pentágono disse que queria um julgamento: “As famílias das vítimas, os membros das nossas forças armadas e os americanos merecem ver os julgamentos da comissão militar realizados neste caso”ele declarou.

Anthony Romero, diretor da União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU), uma poderosa organização de direitos civis, considerou, por sua vez, que o acordo de sentença negociado era “a única solução possível” e que o chefe do Pentágono tinha “ultrapassou os limites” cancelando-o. “Como nação, devemos avançar (…) dar às famílias das vítimas respostas às suas perguntas”acrescentou ele em um comunicado à imprensa na quinta-feira.

Prisões secretas da CIA

Os três homens nunca foram julgados, e o processo para levá-los a julgamento ficou atolado pela questão de saber se a tortura que sofreram nas prisões secretas da CIA maculou as provas contra eles.

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Os casos do 11 de Setembro definharam durante anos e os réus permaneceram detidos na base militar dos EUA em Guantánamo. Esta prisão, onde foram detidos quase 800 prisioneiros, manchou em grande parte a imagem dos Estados Unidos no estrangeiro. Joe Biden expressou o desejo de fechar a prisão de Guantánamo antes da sua eleição. Mas permaneceu aberto.

Um paquistanês criado no Kuwait, Khalid Cheikh Mohammed, conhecido como “KSM” (S de Sheikh em inglês), foi transferido para Guantánamo em Setembro de 2006. “Fui responsável pela operação de 11 de setembro, de A a Z”confessou orgulhosamente perante o tribunal militar. Disse também que esteve envolvido em cerca de trinta outras operações, incluindo ataques ligados à Al-Qaeda em Bali e no Quénia, bem como no assassinato do jornalista americano Daniel Pearl.

Leia também o arquivo (2016) | Artigo reservado para nossos assinantes Guantánamo, um monstro americano

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Ufac lança projeto voltado à educação na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

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Ufac lança projeto voltado à educação na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

A Ufac lançou o projeto de extensão “Tecendo Teias de Aprendizagem: Cazumbá-Iracema”, em solenidade realizada nesta sexta-feira, 6, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas. A ação é desenvolvida em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Associação dos Seringueiros da Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema.

Viabilizado por meio de emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), o projeto tem como foco promover uma educação contextualizada e inclusiva, com ações voltadas para docentes e estudantes da reserva, como formação em metodologias inovadoras, implantação de hortas escolares, práticas agroecológicas sustentáveis e produção de um documentário com registros da memória cultural da comunidade.

A reitora Guida Aquino destacou a importância da iniciativa. “É um momento ímpar da universidade, que cumpre de fato seu papel social. O projeto nasce a partir da escuta da comunidade, com apoio fundamental do senador Petecão, que tem investido fortemente na educação.” Ela também agradeceu o apoio financeiro para funcionamento da instituição. “Se não fossem as emendas, não teríamos fechado o ano passado com energia, segurança e limpeza garantidas.”

Petecão frisou que o investimento em educação é o melhor caminho para transformar a realidade da juventude e manter as comunidades nas reservas. “Não tem sentido incentivar as pessoas a deixarem a floresta. O mundo todo quer conhecer a Amazônia e o nosso povo quer sair de lá. Está errado. A reserva Cazumbá-Iracema é um exemplo de paz e organização, e esse projeto pode virar referência nacional.”

Ele reafirmou seu apoio à universidade. “A Ufac é um patrimônio do Acre. Já destinamos mais de R$ 40 milhões em emendas para a instituição. Vamos continuar apoiando. Educação não tem partido.”

O pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes, explicou que a proposta foi construída a partir de escutas com lideranças da reserva. “O projeto mostra que a universidade pública é espaço de formulação de políticas. Educação é direito, não mercadoria.” Ele também defendeu a atualização da legislação que rege as fundações de apoio, para permitir a inclusão de moradores de comunidades extrativistas como bolsistas em projetos de extensão.

Durante o evento, foram entregues placas de agradecimento à reitora Guida Aquino, ao senador Sérgio Petecão e ao pró-reitor Carlos Paula de Moraes, além de cestas com produtos da comunidade.

A reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema possui cerca de 750 mil hectares nos municípios acreanos de Sena Madureira e Manoel Urbano, com 18 escolas, 400 estudantes e aproximadamente 350 famílias.

Também participaram da mesa de honra o coordenador do projeto, Rodrigo Perea; o diretor do Parque Zoobotânico, Harley Araújo; o chefe do ICMBio em Sena Madureira, Aécio dos Santos; a subcoordenadora do projeto, Maria Socorro Moura; e o estudante Keven Maia, representante dos alunos da Resex.



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Grupo de pesquisa da Ufac realiza minicurso sobre escrita científica — Universidade Federal do Acre

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Grupo de pesquisa da Ufac realiza minicurso sobre escrita científica — Universidade Federal do Acre

O grupo de pesquisa Elos: Estudos em Economia, Finanças, Política e Segurança Alimentar e Nutricional, da Ufac, realiza o minicurso Escrita Científica em 12 de fevereiro, em local ainda a ser definido. A ação visa proporcionar uma introdução aos fundamentos da produção acadêmica. A carga horária do minicurso é de duas horas e os participantes receberão certificado. As inscrições estão disponíveis online.

Serão ofertadas duas turmas no mesmo dia: turma A, às 13h30, e turma B, às 17h20. A atividade é coordenada pela professora Graziela Gomes, do Centro de Ciências Jurídicas e Sociais Aplicadas.

A metodologia inclui exposição teórica e atividades práticas orientadas. A atividade abordará técnicas de citação, paráfrase, organização textual e ética na escrita científica, contribuindo para a redução de dificuldades recorrentes na elaboração de trabalhos acadêmicos e para a prevenção do plágio não intencional.

 

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Ufac realiza formatura de alunos do CAp pela 1ª vez no campus-sede — Universidade Federal do Acre

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Ufac realiza formatura de alunos do CAp pela 1ª vez no campus-sede — Universidade Federal do Acre

A Ufac realizou a cerimônia de certificação dos estudantes concluintes do ensino médio do Colégio de Aplicação (CAp), referente ao ano letivo de 2025. Pela primeira vez, a solenidade ocorreu no campus-sede, na noite dessa quinta-feira, 29, no Teatro Universitário, e marcou o encerramento de uma etapa da formação educacional de jovens que agora seguem rumo a novos desafios acadêmicos e profissionais.

A entrada da turma Nexus, formada pelos concluintes do 3º ano, foi acompanhada pela reitora Guida Aquino; pelo diretor do CAp, Cleilton França dos Santos; pela vice-diretora e patronesse da turma, Alessandra Lima Peres de Oliveira; pelo paraninfo, Gilberto Francisco Alves de Melo; pelos homenageados: professores Floripes Silva Rebouças e Dionatas Ulises de Oliveira Meneguetti; além da inspetora homenageada Suzana dos Santos Cabral.

Guida destacou a importância do momento para os estudantes, suas famílias e toda a comunidade escolar. Ela parabenizou os formandos pela conquista e reconheceu o papel essencial dos professores, da equipe pedagógica e dos familiares ao longo da caminhada. “Tenho certeza de que esses jovens seguem preparados para os próximos desafios, levando consigo os valores da educação pública, do conhecimento e da cidadania. Que este seja apenas o início de uma trajetória repleta de conquistas. A Ufac continua de portas abertas e aguarda vocês.”

Durante o ato simbólico da colocação do capelo, os concluintes reafirmaram os valores que orientaram sua trajetória escolar. Em nome da turma, a estudante Isabelly Bevilaqua Rodrigues fez o discurso de oradora.

A cerimônia seguiu com a entrega dos diplomas e as homenagens aos professores e profissionais da escola indicados pelos concluintes, encerrando a noite com o registro da foto oficial da turma.

 



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