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Kamala Harris divulga relatório médico dizendo que está com ‘excelente saúde’ | Kamala Harris

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Ramon Antonio Vargas

Kamala Harris no sábado liberado um relatório sobre o seu histórico médico e de saúde, que concluiu que “ela possui a resiliência física e mental necessária para executar com sucesso as funções da presidência” se os eleitores a elegerem em Novembro.

Um assessor sênior de Harris, 59 anos, disse que os conselheiros do vice-presidente viram a publicação do relatório de saúde e do histórico médico como uma oportunidade para chamar a atenção para questões sobre Donald Trumpaptidão física e acuidade mental. O candidato republicano à Casa Branca, de 78 anos, seria o presidente eleito mais velho se os americanos lhe dessem um segundo mandato no Salão Oval.

O relatório de sábado – sob a forma de um carta de duas páginas do médico do vice-presidente, Joshua Simmons – descreveu Harris como tendo “excelente saúde” e afirmou que seu histórico médico era notável por alergias sazonais e urticária. Harris trata essas condições com medicamentos de venda livre, como Allegra, spray nasal Atrovent e colírio Pataday, e ela faz imunoterapia com alérgenos há três anos, dizia a carta.

Fora isso, Harris é levemente míope e, como resultado, usa lentes de contato corretivas, passou por uma cirurgia abdominal quando tinha três anos de idade e tem histórico materno de câncer de cólon. “Ela não tem histórico pessoal de diabetes, pressão alta, colesterol alto, doenças cardíacas, doenças pulmonares, distúrbios neurológicos, câncer ou osteoporose”, dizia a carta de Simmons, que acrescentou que o exame físico mais recente do vice-presidente, em abril, foi “nada notável”.

A declaração sobre a saúde de Harris foi feita no sábado, quando Trump se tornou cada vez mais incoerente em comícios de campanha, algo que o Guardian dos EUA relatou no início de outubro. Ele tem falado mal, tropeçando nas palavras, proferindo palavrões – e mostrando sinais de declínio cognitivo consistentes com alguém que se aproxima dos 80 anos, de acordo com médicos especialistas.

Discursos recentes viram-no discursar sobre temas que vão desde o seu corpo supostamente “lindo” até “um milhão de Rambos” no Afeganistão. Enquanto isso, os assessores de campanha de Harris apontaram para o recuo de Trump em uma entrevista ao programa 60 Minutes da CBS que a vice-presidente concedeu e sua recusa em debatê-la novamente após o confronto de 10 de setembro. Eles argumentam que o ex-presidente está “evitando o escrutínio público” e dando aos eleitores “a impressão… de que tem algo a esconder e pode não estar preparado para o cargo”.

“Compare a idade e a vitalidade dela com a dele”, disse o assessor sênior de Harris, 59, na manhã de sábado.

Trump tem recusou-se repetidamente a divulgar informações detalhadas sobre sua saúde durante sua vida pública. Por exemplo, antes de ganhar a Casa Branca em 2016, ele apenas apresentou uma carta de quatro parágrafos do seu médico pessoal que se gabava de que Trump seria “a pessoa mais saudável alguma vez eleita para a presidência”, como noticiou recentemente o New York Times.

O primeiro exame físico de Trump como presidente resultou talvez na visão geral mais detalhada de sua saúde até o momento. De acordo com o Times, o físico sinalizou colesterol “preocupantemente alto” e um índice de massa corporal que o deixou 0,1 ponto abaixo do limite para obesidade médica.

No entanto, num comunicado no sábado, um porta-voz da campanha de Trump afirmou que o ex-presidente distribuía regularmente atualizações médicas e que todos “concluíram que ele está em perfeita e excelente saúde para ser comandante-em-chefe”.

“Dizem que (Harris) não tem a resistência de… Trump”, disse também o comunicado do porta-voz da campanha.

Perguntas sobre se Joe Biden estava demasiado debilitado forçou-o a suspender a sua candidatura à reeleição para a presidência durante o Verão. O democrata de 81 anos desistiu da revanche com Trump em 21 de julho e apoiou Harris para sucedê-lo.

Recente médias de sondagens nacionais mostram Harris com uma vantagem de dois pontos sobre Trump na corrida de 5 de novembro à presidência. Mas os principais estados indecisos continuam demasiado próximos de serem convocados e a maioria dos especialistas espera eleições competitivas.

O Partido Republicano escolheu Trump como seu candidato, apesar de ele ter sido condenado em maio por falsificar criminalmente registros comerciais para encobrir pagamentos secretos a um ator de cinema adulto que alegou ter tido um encontro sexual extraconjugal com ele cerca de uma década antes de sua candidatura bem-sucedida à presidência em 2016. Entre outros problemas jurídicos, ele enfrenta acusações criminais de que tentou anular ilicitamente sua derrota para Biden nas eleições de 2020.

Trump, por sua vez, afirmou que Biden “ficou com deficiência mental”. Ele também disse que Harris “nasceu assim” enquanto lutava para pronunciar o nome do vice-presidente.

Numa assembleia municipal em Las Vegas para um grupo de eleitores indecisos na quinta-feira, Harris disse que “usar uma linguagem que menospreza… (não é) saudável para a nossa nação”.

“Eu não admiro isso”, disse Harris. “E, na verdade, sou bastante crítico quando isso vem de alguém que quer ser presidente dos Estados Unidos.”



Leia Mais: The Guardian

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Licenciatura Indígena realiza defesa de TCCs em aldeias no Juruá — Universidade Federal do Acre

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O curso de Licenciatura Indígena, do campus Floresta da Ufac, realizou o 1º Seminário Acadêmico de Apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). O evento possibilitou a defesa de 16 trabalhos nas aldeias Barão, da terra indígena Puyanawa, em Mâncio Lima (AC), e Morada Nova, na terra indígena Katukina/Kaxinawá, em Feijó (AC). As atividades ocorreram entre 25 de setembro e 2 de outubro, envolvendo estudantes, professores, egressos do curso, pós-graduandos e as comunidades locais.

Os TCCs defendidos nas aldeias são de autoria de discentes que ingressaram na Ufac em 2023 e deverão colar grau no início de 2027. Os temas das pesquisas contemplaram variados aspectos da vida indígena, abrangendo história, biografia, mitologia, organização política, território, medicina tradicional, grafismos, gênero, terminologias linguísticas, educação especial, atividade cinegética e rituais tradicionais.

A viabilização das defesas nas aldeias ocorreu pela primeira vez em 18 anos de existência da graduação e está de acordo com a pedagogia da alternância, pela qual parte da carga horária do curso é realizada nas comunidades indígenas dos alunos, por meio de pesquisa e extensão. Os recursos para realização do evento foram provenientes de projeto de extensão com o mesmo nome do seminário.

As bancas de avaliação foram compostas por docentes do curso, egressos de outras turmas da Licenciatura Indígena e egressos indígenas de outros cursos da Ufac, inclusive da pós-graduação. Também compuseram algumas bancas pessoas reconhecidas por suas comunidades com “notório saber”, expediente previsto no regulamento de TCC do curso. Além de familiares dos estudantes e moradores das aldeias, indígenas de outras etnias estiverem presentes no seminário.

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Organização

A atividade no município de Mâncio Lima, que é vizinho ao campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), ocorreu num só dia, em 25 de setembro, com a defesa de dois TCCs. Já para o evento em Feijó foi necessário um deslocamento de ônibus, com duração de quase seis horas, em 30 de setembro, até o porto da cidade. E, à noite, uma embarcação levou cerca de 20 pessoas até a aldeia Morada Nova, onde houve uma recepção musical para o grupo. Na manhã do dia seguinte começaram as defesas, que prosseguiram até 2 de outubro.

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Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre

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Ufac no 76º Congresso Nacional de Botânica-2026 (2)x.png

A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.

Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.

Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.

Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.

Herbário

O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.

Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.

A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.



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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza até esta sexta-feira, 23, a 3ª Semana Acadêmica de Física, no prédio do curso, no campus-sede, em Rio Branco. Iniciado nessa segunda-feira, 19, o evento retoma as atividades presenciais da semana acadêmica após seis anos de interrupção, causada pela pandemia de covid-19 e pela reorganização do calendário universitário.

A programação tem atrações abertas ao público, como oficinas de astronomia, observação do Sol com telescópio e um planetário móvel, instalado no segundo andar do prédio de Física. Há ainda palestras, apresentações de pesquisas de estudantes e minicursos práticos de elaboração de material didático, física experimental, criação de mapas, processamento de dados e sismologia.

Organizada em três eixos temáticos, a semana é voltada aos estudantes da licenciatura e do bacharelado em Física e do curso de Física Aplicada às Ciências da Terra. Os primeiros dias tiveram debates e palestras sobre o ensino de física e a formação docente. Em seguida, a programação trata de física pura, como mecânica quântica, relatividade e física de partículas, e termina com geofísica, astronomia e fenômenos naturais.

Segundo o coordenador do evento e professor do curso de Física, Victor Carreira, a retomada presencial reaproxima o curso da comunidade externa e das escolas de educação básica. Turmas do Instituto Federal do Acre visitaram a semana, e escolas da rede pública foram convidadas.

“A semana acadêmica é muito importante tanto para os nossos alunos quanto para a comunidade em geral de Rio Branco”, disse Carreira. “É uma oportunidade para jovens do ensino médio conhecerem a universidade e vivenciarem a ciência na prática.”

A cerimônia de encerramento ocorre nesta sexta-feira, 23, à tarde.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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