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Kamala Harris pede uma ‘nova geração de liderança’ em discurso em Washington | Eleições dos EUA 2024

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Lauren Gambino in Washington

Com a Casa Branca iluminada atrás dela, Kamala Harris pediu à fatia cada vez menor de americanos indecisos que elegesse uma “nova geração de liderança”, comparando Donald Trump a um “pequeno tirano” que esteve no mesmo lugar há quase quatro anos e, num último esforço de última hora para se agarrar ao poder , ajudou a incitar a multidão que invadiu o Capitólio dos EUA.

A escolha entre ela e Trump na disputa presidencial paralisada foi “sobre se temos um país enraizado na liberdade para todos os americanos ou governado pelo caos e pela divisão”, disse Harris, da Ellipse perto do gramado sul da Casa Branca, onde dezenas de milhares de pessoas de apoiadores reunidos uma semana antes da votação final das eleições de 2024.

“Peço o seu voto”, disse ela à multidão, que se espalhou para além do parque, em direção ao monumento de Washington, e a muitos outros que assistiam em casa.

Num discurso na sua campanha anunciada como o “argumento final” do ex-procurador, tendo o povo americano como seu júri, Harris gesticulou repetidamente para trás enquanto descrevia o progresso que esperava fazer como 47.º presidente dos Estados Unidos na redução de preços, na protecção direitos ao aborto e abordar a imigração.

“Em menos de 90 dias, seja Donald Trump ou estarei no Salão Oval”, disse ela enquanto a multidão – que a campanha classificou em 75 mil pessoas – irrompeu em gritos de “Kamala! Kamala!” “No primeiro dia, se eleito, Donald Trump entraria naquele cargo com uma lista de inimigos”, continuou ela. “Quando eleito, entrarei com uma lista de tarefas.”

O parque de formato oval também serviu como lembrete das ações de Trump em 6 de janeiro, quando exortou seus seguidores a “lutarem como o diabo” e caminharem até o Capitólio, onde o Congresso certificava a vitória de Joe Biden em 2020. Ofendido e “obcecado por vingança”, Trump estava “em busca de um poder irrestrito”, alertou Harris, acusando-o de passar os próximos quatro anos concentrado nos seus problemas, e não nos do país.

Embora Harris tenha enquadrado o que está em jogo nas eleições de 2024 como nada menos do que a preservação da democracia nos EUA, ela procurou oferecer um tom optimista e esperançoso, em forte contraste com os temas obscuros e racistas que animou o comício alimentado pelas queixas de Trump no Madison Square Garden. Harris apelou aos americanos para “virarem a página” da era Trump e “começarem a escrever o próximo capítulo da história mais extraordinária alguma vez contada”. Os americanos tinham-se esquecido, disse ela, de que “não tem de ser assim”.

De seu clube Mar-a-Lago, na Flórida, na terça-feira, Trump rejeitou as críticas ao comício, chamando-o de “festival de amor absoluto”.

Filha de imigrantes da Índia e da Jamaica, Harris lembra-se de ter participado em marchas pelos direitos civis com os pais quando era criança e da memória da mãe, “com uma chávena de chá na mão”, debruçada sobre contas à mesa da cozinha.

“Eu vivi a promessa da América”, disse Harris, e sem uma referência explícita à natureza histórica da sua candidatura, ela fundamentou-a numa luta pela “liberdade” que impulsionou gerações de “patriotas” da Normandia para a América. Selma, Seneca Falls e Stonewall.

Kamala Harris fala durante um evento de campanha no Ellipse, perto da Casa Branca, em Washington, na terça-feira. Fotografia: Jacquelyn Martin/AP

“Eles não lutaram, sacrificaram e deram as suas vidas apenas para nos verem ceder as nossas liberdades fundamentais, apenas para nos verem submetidos à vontade de outro pequeno tirano”, disse ela, com a voz a crescer ao declarar: “Os Estados Unidos da América não é um veículo para os esquemas de aspirantes a ditadores.”

Nos últimos dias, Harris ampliou os alertas sobre a guinada do seu oponente em direção ao autoritarismo e à xenofobia aberta. A sua campanha está a veicular anúncios que destacam John Kelly, um general da Marinha e ex-chefe do Estado-Maior de Trump, dizendo que Trump correspondia à definição de fascista. Harris disse que concorda.

Nas suas observações, Harris tentou equilibrar o existencial e o económico – concentrando-se na ameaça que Trump representa para as instituições dos EUA, ao mesmo tempo que tecia os seus planos para reduzir os preços e construir a classe média. Ela retratou Trump como uma ferramenta da classe bilionária que eliminaria o que resta do acesso ao aborto e impediria o compromisso bipartidário quando isso não lhe convém politicamente.

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Respondendo ao seu discurso na Ellipse, um porta-voz da campanha de Trump acusou o vice-presidente de “mentir, xingar e apegar-se ao passado”.

As pesquisas mostram que a disputa entre Trump e Harris está praticamente empatada nos sete estados decisivos para decidir a eleição presidencial.

Trump procurou reescrever a história de 6 de janeiro, o culminar da sua tentativa de se agarrar ao poder que resultou na primeira ocupação do Capitólio dos EUA desde que as forças britânicas o incendiaram durante a guerra de 1812. Trump declarou recentemente o ataque como um “ataque”. dia do amor” e disse que perdoaria os manifestantes de 6 de janeiro – a quem chamou de “patriotas” e “reféns” – se for eleito presidente.

Centenas de apoiantes foram condenados e presos pela sua conduta no Capitólio, enquanto os procuradores federais acusaram Trump de coordenar um esforço para anular a sua derrota nas eleições de 2020 para Joe Biden. Trump afirma que não desempenhou nenhum papel no fomento da violência que se desenrolou e ainda afirma infundadamente que as eleições de 2020 lhe foram roubadas.

Em uma coletiva de imprensa na manhã de terça-feira, a campanha de Harris expressou otimismo em relação às suas perspectivas. “Sabemos que ainda há muitos eleitores por aí que ainda estão tentando decidir quem apoiar ou se vão votar”, disse Jennifer O’Malley Dillon, presidente da campanha de Harris, aos repórteres antes de seus comentários na terça-feira. Ela disse que muitos americanos estavam “exaustos” pelo tribalismo e pela polarização que Trump agravou desde sua ascensão política em 2016.

Em uma campanha abreviada de 100 dias que Harris herdou de Biden depois que ele se afastou em julho, a candidata democrata unificou seu partido, arrecadou mais de US$ 1 bilhãocobriu as ondas de rádio e bombardeou os estados decisivos. E ainda assim a corrida permanece um empate nacionalmente e nos sete estados decisivos que determinarão quem ganhará a Casa Branca.

Após seu discurso, Harris retornará à campanha, onde manterá um ritmo frenético antes do que sua campanha chamou de “eleição com margem de erro”.

“Vemos sinais muito bons para nós em todos os estados decisivos, em particular na parede azul”, disse O’Malley Dillon na teleconferência da manhã de terça-feira, referindo-se a Wisconsin, Michigan e Pensilvânia, onde Harris fez uma tempestade nas últimas semanas. “E vemos que estamos no caminho certo para vencer uma eleição muito acirrada.”



Leia Mais: The Guardian

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NAI da Ufac realiza evento cultural sobre arte, corpo e inclusão — Universidade Federal do Acre

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1º Evento Cultural Entresentidos-2026 (2).jpg

O Núcleo de Apoio à Inclusão (NAI), da Ufac, realizou a abertura do 1º Evento Cultural Entresentidos: Arte, Corpo e Inclusão, nessa quinta-feira, 24, na modalidade online. Nesta sexta-feira, 25, o evento teve sua etapa presencial no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede. A iniciativa faz alusão ao Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado em 21 de setembro.

A Ufac conta com mais de 700 estudantes com deficiência matriculados nos campi sede e Floresta, em Cruzeiro do Sul. O evento marca a transição institucional do NAI, que, a partir da recente reestruturação administrativa da universidade, passou a integrar a Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), criada há pouco mais de um mês, tendo como pró-reitora a professora Letícia Mamed.

“A intenção da Proafe é justamente considerar esse público como o centro da nossa política institucional, que estamos organizando, consolidando e ampliando na Ufac”, disse Letícia. “Queremos garantir que esses estudantes não apenas ingressem na universidade, mas tenham uma trajetória de qualidade no ensino, na pesquisa e na extensão até a sua diplomação.”

Professora da rede estadual e mestranda de Matemática da Ufac, Sthefhanie Vidal tem deficiência visual. “Quando você vai a um show sem acessibilidade, você só ouve a multidão e o cantor. Mas quando há audiodescrição e você compreende as expressões faciais, o figurino e a movimentação no palco, você se sente parte real do evento”, pontuou. “Ver o NAI e a Proafe incentivando a cultura acessível é extremamente satisfatório e nos motiva a colaborar para que essa inclusão seja efetiva.”

Assistente social da Ufac, Carla Peres enfatizou o caráter reflexivo da programação. “Este é um momento único e significativo para compreendermos a diversidade que atravessa a nossa universidade. O espaço acadêmico é um aprendizado diário entre diferentes sujeitos e culturas.” Ela agradeceu o trabalho dos intérpretes de língua brasileira de sinais e a parceria com o projeto “Mão em Cenas”, que contribuiu com exposições e apresentações teatrais sobre a expressividade e a identidade dos corpos.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

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Curso de Música divulga chamada para Jornada Acadêmica — Universidade Federal do Acre

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X JORNADA ACADÊMICA DE MÚSICA DA UFAC

A Música como Realidade no Currículo Escolar: Mudanças de Paradigma e Práticas Integrativas no Desenvolvimento Humano

Período do evento: 09 a 15 de outubro de 2026

Período para submissão: 01 a 30 de setembro de 2026

Chamada de trabalhos



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PPG em Letras promove seminário para discutir internacionalização — Universidade Federal do Acre

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2026.09.18 Seminário PPGLI (2).jpg

O programa de pós-graduação em Letras: Linguagem e Identidade (PPGLI), da Ufac, realizou seminário para compartilhamento de experiências de internacionalização de seu curso de doutorado e apresentação dos relatórios de estágio e relatos de vivência de cinco doutorandas que retornaram de universidades no exterior. O evento ocorreu na sexta-feira, 18, no auditório do Bloco dos Mestrados, campus-sede.

Professores e estudantes discutiram a consolidação da política de internacionalização do PPGLI, visando à busca pela nota de excelência acadêmica junto à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A avaliação da pós-graduação no país varia em uma escala de 1 a 7, na qual os extratos 6 e 7 representam programas de nível internacional.

As cinco doutorandas realizaram intercâmbios de pesquisa em instituições de referência na Europa e na América Latina, abrangendo universidades de Portugal, da França, do México e do Chile. O coordenador do PPGLI, Gerson Albuquerque, disse que isso consolida a produção bibliográfica e técnica em esfera global, incentivando outros alunos a perseguirem o estágio no exterior.

“Para alcançar a excelência, exige-se maturidade temporal, que completaremos em 2027 com oito anos de formação de doutores e uma inserção internacional consolidada”, acrescentou. “O doutorado sanduíche é fundamental para o amadurecimento intelectual dos pesquisadores e para a celebração de convênios que promovam a mobilidade docente e discente.”

A professora e pesquisadora Raquel Ishii ressaltou que a internacionalização do PPGLI dialoga diretamente com as características territoriais e culturais da Amazônia Sul-Ocidental. “Nosso programa atua fortemente com literatura, oralidade e a pluralidade linguística da região, que abriga 16 povos indígenas. Internacionalizar e nacionalizar a produção acadêmica feita no Acre fortalece a agenda científica nacional sobre a diversidade cultural e linguística amazônica.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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