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Kemi Seba candidato presidencial no Benin

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Ativista “Pan-Africanista” Kemi Seba, durante conferência de imprensa, em Paris, 26 de junho de 2020.

No dia 23 de dezembro, em sua página no Facebook, Kemi Seba prometeu um ano «incandescente» ao presidente beninense, Patrice Talon. Duas semanas depois, domingo, 5 de janeiro, o activista, condenado várias vezes por incitar ao ódio racial em França, lançou hostilidades. “Depois de anos de reflexão, decidi aceitar os vossos pedidos incessantes que visam empurrar-me para ser candidato à presidência do Benin (em 2026) » disse ele aos seus apoiadores, em um vídeo de dez minutos postado em suas redes sociais.

Aos 42 anos, o antigo líder de um pequeno grupo antissemita francês, que defendia a separação entre brancos e negros, um autoproclamado “pan-africanista”, transformou-se num feroz opositor beninense. No seu vídeo, aborda uma longa acusação contra o chefe de Estado, acusando-o de má governação e “perseguição” em relação aos seus adversários políticos. “Benin está passando por uma crise social sem precedentes (…) que favorece os mais ricos enquanto quase todas as pessoas vivem em condições que ultrapassam a compreensão”declara, proferindo um discurso populista em que evoca desordenadamente o destino de professores precários ou agricultores sujeitos a dificuldades económicas.

Ao lançar-se oficialmente na corrida presidencial, Kemi Seba, cujo nome verdadeiro é Stellio Gilles Robert Capo Chichi, marca uma nova etapa na sua controversa jornada. Nascido em 1982 em Estrasburgo, tornou-se conhecido no início dos anos 2000 através do seu movimento Tribu Ka, dissolvido em 2006 pelos tribunais franceses por violência, ameaças, antissemitismo e incitação ao ódio racial.

“Hostil à França”

Desde então, tem liderado um ataque constante contra os países ocidentais, sobretudo a França. Fã de golpes brilhantes, causou polêmica ao queimar, em 2017, uma nota de 5 mil francos CFA, símbolo do neocolonialismo, segundo ele. O seu discurso atinge um grande público online no continente e nas diásporas africanas. Ele tem mais de 1,3 milhão de assinantes no Facebook, 340 mil no TikTok e 290 mil no X.

As suas posições levaram-no a ser preso, expulso ou devolvido de vários países nos últimos anos, nomeadamente da Costa do Marfim, Senegal e Guiné. A sua relação com a França tornou-se tensa, até que lhe foi destituída a nacionalidade francesa em julho de 2024. Ele lidera de forma muito veemente uma actividade deliberadamente hostil à França, à sua acção e aos seus interesses no mundo, mais especialmente nos países da África francófona », justificou na altura fonte próxima do assunto. “Não há mais nacionalidade francesa? Glória a Deus. Livre estou deste fardo”, Kemi Seba reagiu. Em Outubro, suspeito de interferência estrangeira, foi levado sob custódia policial, antes de ser libertado sem ser processado.

Voz da Rússia

Desde 2020, tornou-se um fervoroso defensor das juntas do Sahel no poder no Mali, Burkina Faso e Níger, que romperam a sua aliança com a França, e ao mesmo tempo tornou-se um porta-voz da Rússia, o país patrocinador destes estados governados por os militares. De acordo com uma investigação realizada por um consórcio de meios de comunicação, ele recebeu US$ 440 mil em 2018 e 2019 do ex-chefe do Grupo Wagner, Evgueni Prigogine.

Embora o Presidente Talon tenha garantido que não irá concorrer a um terceiro mandato, as eleições presidenciais de 2026 no Benim prometem ser abertas. No entanto, nesta fase, não há garantias de que Kemi Seba consiga reunir as condições necessárias para se candidatar às eleições. Desde a reforma do código eleitoral, as candidaturas presidenciais independentes devem necessariamente ser apresentadas por um partido político e patrocinadas por pelo menos 28 funcionários eleitos, deputados ou presidentes de câmara – o que não é actualmente o caso de Kemi Seba.

A outra incógnita é o peso eleitoral que o ex-líder da tribo Ka poderia ter no Benin, onde não teve carreira política. “Kemi Seba é popular graças às suas acrobacias e ao seu discurso constante sobre o pan-africanismo. É uma frase que fala à juventude africana, mas tudo isto não dá qualquer indicação do desejo que os beninenses teriam de lhe confiar uma responsabilidade tão importante como a de chefe de Estado. Ele nunca enfrentou um teste eleitoral”, analisa Gilles Yabi, fundador do think tank Wathi.

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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