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Khamenei do Irã: Resistência do Hamas e do Hezbollah significa ‘derrota’ para Israel | Notícias do conflito Israel-Palestina
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Teerã, Irã – O líder supremo do Irão, o aiatolá Ali Khamenei, disse que o facto de o Hamas e o Hezbollah ainda estarem lutando em Gaza e no Líbano significa uma derrota para Israel.
Israel pretendia desenraizar o Hamas, mas “massacrou pessoas, mostrou a sua cara feia ao mundo inteiro, provou a sua maldade, condenou-se e isolou-se”, disse ele numa reunião do principal órgão clerical, a Assembleia de Peritos, na quinta-feira.
O líder iraniano disse que Israel acreditava que poderia silenciar a resistência palestina assassinando seus principais líderesmas “o Hamas continua a lutar e isso significa uma derrota para o regime sionista”.
O líder político do Hamas Ismail Haniyeh foi morto em 31 de julho na capital iraniana, Teerã. Chefe do Hezbolá Hassan Nasrallah foi morto em Beirute em setembro.
Khamenei disse que durante quase 40 anos, o Hezbollah expulsou Israel do território libanês em muitos incidentes, incluindo em Beirute, Sidon, Tiro e, finalmente, na maior parte do sul do Líbano.
O Hezbollah passou de “um pequeno grupo” de combatentes a uma “organização enorme” que tem tal poder para fazer recuar um oponente que é amplamente apoiado por “pessoas como os presidentes da América”, acrescentou.
Khamenei disse que as pessoas, incluindo algumas dentro do Líbano, estão a minar o Hezbollah, pensando que este foi enfraquecido após o assassinato de muitos dos seus principais líderes políticos e militares.
“Eles estão errados, estão delirando, o Hezbollah é forte e está lutando”, disse ele. “A organização, com os seus homens, o seu poder espiritual e a sua vontade, está presente. O inimigo não foi capaz de superá-lo.”
Os comentários foram feitos dias depois de o líder iraniano ter prometido uma “resposta esmagadora” a Israel e aos Estados Unidos para o Ataques aéreos israelenses contra várias províncias iranianas em 26 de outubro.
Washington alertou contra o que se tornaria um terceiro grande ataque iraniano a Israel, transferindo para Israel baterias avançadas de defesa antimísseis e soldados que as operam.
O Exército dos EUA também aumentou significativamente as suas capacidades militares na região, trazendo bombardeiros estratégicos e aviões de combate, baterias de mísseis e navios de guerra.
Mas responsáveis do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e do exército iraniano têm alardeado o seu ataque iminente.
Na província sudeste do Sistão e Baluchistão, o IRGC continua a avançar com uma operação militar em grande escala destinada a atingir o grupo separatista armado Jaish al-Adl, que considera um grupo “terrorista” com ligações a Israel.
A operação foi lançada depois que Jaish al-Adl matou 10 membros das forças armadas iranianas no mês passado.
O Jaish al-Adl anunciou na quarta-feira que 12 dos seus membros, incluindo dois comandantes, foram mortos em ataques aéreos conjuntos do Irão e do Paquistão, enquanto outros quatro ficaram feridos. O ataque ocorreu depois que o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, visitou Islamabad.
Entretanto, o governo iraniano sugeriu que se tinha preparado para a potencial reeleição de Donald Trump como presidente dos EUA e não estava muito preocupado com a sua vitória.
“A eleição do presidente dos Estados Unidos não tem uma ligação clara connosco. As políticas gerais dos EUA e da república islâmica são fixas e não mudarão significativamente com uma mudança de indivíduos”, disse a porta-voz do governo, Fatemeh Mohajerani, aos jornalistas após uma reunião de gabinete na quarta-feira.
Ela também prometeu que a reeleição de Trump, que impôs as mais duras sanções dos EUA ao Irão a partir de 2018 e que permanecem em vigor até hoje, não terá impacto nos meios de subsistência dos iranianos.
A moeda nacional iraniana, o rial, caiu para novos mínimos de mais de 700.000 por dólar americano após a vitória de Trump.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre
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16 de junho de 2026
A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.
A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.
O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.
O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.
Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.
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Ufac e Fiocruz fazem oficina sobre leishmaniose em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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16 de junho de 2026A Ufac e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram a oficina Epidemiologia, Vigilância e Controle da Leishmaniose Cutânea. O evento ocorreu em 1 de junho, no auditório do Instituto Federal do Acre, em Sena Madureira (AC), reunindo 110 agentes comunitários de saúde e 20 agentes de combate às endemias.
A programação contou com palestras e discussões sobre aspectos epidemiológicos, clínicos e diagnósticos da doença, abordando ciclos de transmissão, vetores e reservatórios envolvidos na manutenção da chamada “ferida brava”, nome popular da leishmaniose cutânea. Além disso, foram realizadas atividades práticas com o uso de lupas e microscópios, permitindo aos profissionais a observação de características dos vetores e compreensão dos métodos laboratoriais utilizados no diagnóstico da doença.
Com mais de 11 mil casos registrados na última década, o Acre ocupa posição de destaque no cenário nacional da doença. Em 2025, o município de Sena Madureira foi classificado pelo Ministério da Saúde como área de risco intenso para transmissão da leishmaniose cutânea, apresentando média anual de 64 casos.
A oficina integra as atividades do projeto de ensino, pesquisa e extensão EpiLeish-Acre, que na Ufac é coordenado pelo professor Francisco Glauco de Araujo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza. Para o pesquisador Leandro Siqueira, do Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz, ações educativas para enfrentar a doença são fundamentais. “Profissionais bem capacitados conseguem orientar de forma mais eficaz a população, contribuindo para o diagnóstico e tratamento precoce”, ressaltou.
O secretário municipal de Saúde de Sena Madureira, Willisson Viana, destacou a relevância das parcerias institucionais. “Buscamos fortalecer parcerias com instituições de referência, como a Fiocruz e a Ufac, que contribuem significativamente para o desenvolvimento técnico das nossas equipes.”
O diretor da Vigilância em Saúde de Sena Madureira, Serginey Amorim, disse que a capacitação fortalece ações de saúde pública. “Com conhecimento atualizado e capacitação contínua, ampliamos a prevenção, melhoramos o diagnóstico precoce e fortalecemos as ações de controle da doença em nosso município.”
A iniciativa foi organizada pelos Laboratórios de Patologia e Biologia Parasitária e de Entomologia Médica, da Ufac, e pelo Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz.
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