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lançamento da segunda campanha de sensibilização

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Faça do assunto um fenômeno social real. Pelo segundo ano consecutivo, o governo lança, segunda-feira, 14 de outubro, uma grande campanha para combater e prevenir acidentes de trabalho graves e fatais. Tal como em 2023, o projeto inspira-se em campanhas de comunicação sobre segurança rodoviária. Spots na rádio e na televisão, cartazes na imprensa geral e especializada, presença nas redes sociais, estão a ser feitos esforços em quase todo o lado para sensibilizar os franceses para o assunto. Com este ano, um novo elemento, a menção a um centro de recursos online onde poderá encontrar informações em caso de acidente.

Leia a pesquisa | Artigo reservado para nossos assinantes Mortes no trabalho, um massacre silencioso na França

Esta segunda campanha, que durará pouco menos de dois meses, confirma que a França está gradualmente a sair da letargia sobre o assunto. “Há uma espécie de acomodação da sociedade, lamenta a Ministra do Trabalho, Astrid Panosyan-Bouvet. Vemos isso como uma estatística, como foi o caso dos acidentes rodoviários. Temos que sair disso. » O fenómeno é um verdadeiro flagelo em França, que atua como um mau aluno na Europa, ainda que as comparações internacionais devam ser tratadas com cautela, pois nem todos os países contabilizam os acidentes da mesma forma.

De acordo com os últimos dados disponíveis, o Fundo Nacional de Seguro de Saúde (CNAM) registou 564.189 acidentes de trabalho em 2022, incluindo 738 vítimas mortais, e 44.217 doenças profissionais. “É uma tragédia para as famílias, obviamente, mas muitas vezes é uma tragédia para todos, para os colegas, mas às vezes também para os líderes empresariais que podem ficar arrasados”especifica Astrid Panosyan-Bouvet.

“Não é uma inevitabilidade”

No entanto, os acidentes de trabalho são muitas vezes relegados ao estatuto de notícia, causados ​​por azar ou por um risco inevitável. Este é o objetivo desta nova campanha: continuar a sensibilizar a população. “Duas mortes por dia não são inevitáveis, diz Astrid Panosyan-Bouvet. Há uma união coletiva, com sindicatos, empresas, Estado. Todos devem fazer a sua parte. »

Se diz que quer fazer deste assunto uma prioridade para a sua atuação no Ministério do Trabalho, Astrid Panosyan-Bouvet não esperou chegar à Rue de Grenelle para se interessar pelo assunto. Como deputada (Renascença) de Paris, ela fez assim a ligação entre o coletivo Famílias. Acabar com a morte no trabalho e no governo, ajudando representantes das famílias das vítimas a reunirem-se com os conselheiros sociais de Matignon e do Eliseu em 2023. Logicamente, a sua chegada ao Ministério do Trabalho foi vista com bons olhos pelo colectivo. “É uma notícia bastante boa, porque ela veio até nós quando era deputada e sabemos que ela está realmente comprometida com o assunto e sensível à nossa causa”considera a sua copresidente, Fabienne Bérard.

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Movimenta Ufac

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Licenciatura Indígena realiza defesa de TCCs em aldeias no Juruá — Universidade Federal do Acre

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1º Seminário Acadêmico de Apresentação de TCCs-2026 (2).png

O curso de Licenciatura Indígena, do campus Floresta da Ufac, realizou o 1º Seminário Acadêmico de Apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). O evento possibilitou a defesa de 16 trabalhos nas aldeias Barão, da terra indígena Puyanawa, em Mâncio Lima (AC), e Morada Nova, na terra indígena Katukina/Kaxinawá, em Feijó (AC). As atividades ocorreram entre 25 de setembro e 2 de outubro, envolvendo estudantes, professores, egressos do curso, pós-graduandos e as comunidades locais.

Os TCCs defendidos nas aldeias são de autoria de discentes que ingressaram na Ufac em 2023 e deverão colar grau no início de 2027. Os temas das pesquisas contemplaram variados aspectos da vida indígena, abrangendo história, biografia, mitologia, organização política, território, medicina tradicional, grafismos, gênero, terminologias linguísticas, educação especial, atividade cinegética e rituais tradicionais.

A viabilização das defesas nas aldeias ocorreu pela primeira vez em 18 anos de existência da graduação e está de acordo com a pedagogia da alternância, pela qual parte da carga horária do curso é realizada nas comunidades indígenas dos alunos, por meio de pesquisa e extensão. Os recursos para realização do evento foram provenientes de projeto de extensão com o mesmo nome do seminário.

As bancas de avaliação foram compostas por docentes do curso, egressos de outras turmas da Licenciatura Indígena e egressos indígenas de outros cursos da Ufac, inclusive da pós-graduação. Também compuseram algumas bancas pessoas reconhecidas por suas comunidades com “notório saber”, expediente previsto no regulamento de TCC do curso. Além de familiares dos estudantes e moradores das aldeias, indígenas de outras etnias estiverem presentes no seminário.

1º Seminário Acadêmico de Apresentação de TCCs-2026 (3).png

Organização

A atividade no município de Mâncio Lima, que é vizinho ao campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), ocorreu num só dia, em 25 de setembro, com a defesa de dois TCCs. Já para o evento em Feijó foi necessário um deslocamento de ônibus, com duração de quase seis horas, em 30 de setembro, até o porto da cidade. E, à noite, uma embarcação levou cerca de 20 pessoas até a aldeia Morada Nova, onde houve uma recepção musical para o grupo. Na manhã do dia seguinte começaram as defesas, que prosseguiram até 2 de outubro.

1º Seminário Acadêmico de Apresentação de TCCs-2026 (4).png



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Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre

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Ufac no 76º Congresso Nacional de Botânica-2026 (2)x.png

A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.

Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.

Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.

Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.

Herbário

O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.

Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.

A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.



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