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Latinos e governador explicam onda conservadora na Flórida – 06/11/2024 – Mundo

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Julia Chaib

Com cerca de 30% da população de origem latina, a Flórida, que tem 30 dos 270 delegados no Colégio Eleitoral dos Estados Unidos, consolidou-se nesta terça-feira (5) como um dos principais redutos republicanos do país e evidenciou marcas de conservadorismo.

Embora a imigração latina seja uma das questões que Donald Trump promete combater, esta fatia do eleitorado, junto à atuação do governador republicano Ron DeSantis, é o que ajuda a explicar a votação de 56% que ele obteve no estado, avaliam estudiosos e políticos.

Os latinos da Flórida, de maioria cubana, são cristãos e temem o comunismo, o qual Trump sempre diz querer extinguir, e por isso encontram no discurso republicano um anteparo, avalia Silvia Pedraza, professora de sociologia e sociedade americana da Universidade de Michigan.

A Flórida elegeu o ex-presidente Barack Obama em 2008 e 2012, mas em 2016 e 2020 teve maioria a favor de Trump. A diferença das duas últimas eleições para esta é que o futuro presidente ampliou a margem em relação ao Partido Democrata e conquistou maioria, por exemplo, no condado de Miami-Dade –o mais populoso da Flórida–, que até então não havia eleito republicanos.

Além disso, a população também rejeitou em plebiscito a legalização do aborto após seis semanas e a maconha para uso recreativo. O primeiro teve o apoio de 57% dos eleitores e o segundo, de 56%, mas seriam necessários 60% para as medidas serem aprovadas.

Uma pesquisa divulgada na semana passada pela Universidade Internacional da Flórida mostrou que 68% dos cubanos do condado de Miami-Dade –que tem 70% da população latina do estado e da qual cerca de metade é cubana– estava inclinada a votar em Trump.

Isso representaria um aumento de 10 pontos percentuais em relação ao apoio que o republicano teve no local em 2020. A exceção captada pelo levantamento eram os cubanos nascidos fora de Cuba, que apresentaram uma intenção de voto menor no presidente eleito.

Para a professora Silvia Pedraza, a rejeição do Partido Republicano a líderes de esquerda latino-americanos ajuda a explicar por que o estado se tornou “profundamente vermelho” (cor dos republicanos).

“Muitos dos novos imigrantes latino-americanos na Flórida vêm de lugares como Cuba, Venezuela, Nicarágua, Colômbia, lugares onde tiveram um encontro com o socialismo, comunismo. Isso os empurra para as mãos do Partido Republicano”, avalia Pedraza.

A professora ainda acredita haver uma influência da religião na rejeição da legalização do aborto e da liberação do consumo na Flórida. “Muitos dos imigrantes latinos nos Estados Unidos, imigrantes latino-americanos do México, da Nicarágua, são muito católicos em geral, e provavelmente seguirão o que a igreja deles lhes diz para seguir.”

Para a vice-presidente do Partido Democrata do condado de Miami-Dade, Millie Herrera, outros dois fatores influenciaram o resultado eleitoral: a ausência do Partido Democrata no estado e a atuação do governador Ron DeSantis contra a legalização do aborto e liberação da maconha.

“O partido entregou a Flórida. Não tivemos muita atividade e perdemos a oportunidade de alcançar os eleitores. Não prestamos atenção neles. Quando isso acontece, eles gravitam em direção à pessoa que presta atenção em você”, disse Lacombe à Folha.

Ela ainda aponta que DeSantis usou a estrutura do estado para se contrapor às propostas do plebiscito. “DeSantis usou dinheiro público, o que é ilegal, para fazer campanha contra isso. Deve haver um processo.”

Carolina Camps, presidente da Cuban American Women Supporting Democracy (movimento de mulheres cubanas americanas pela democracia), também reclama da atuação de DeSantis contra o plebiscito. Ela aponta o conservadorismo dos latinos como aspecto para o voto em Trump.

“A comunidade latina, os homens latinos, são misóginos. Eles podem não admitir, mas são”, diz.

O aspecto religioso foi justamente o que levou a camareira Rosidalia Perez, 22, a votar em Trump. “Ele apoia o cristinianismo. E fez um bom primeiro governo no primeiro mandato”, diz. A tia de Rosidalia, Rosa Perez, 59 anos, aponta os mesmos motivos para o voto no republicano.



Leia Mais: Folha

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



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Gestão da Ufac realiza visita ao laboratório Charles Mérieux — Universidade Federal do Acre

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2026.09.24 Visita ao laboratório Charles Mérieux (2).jpg

A Ufac realizou uma visita institucional ao Centro de Infectologia Charles Mérieux (CICM). A agenda reuniu a gestão superior da universidade, pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e representantes do centro para alinhar propostas de cooperação que permitam o desenvolvimento de pesquisas avançadas e projetos de inovação em saúde pública nas instalações do laboratório. O encontro ocorreu nessa quinta-feira, 24.

O coordenador de Gestão e Infraestrutura do CICM, George Dobré, apresentou as propostas operacionais para viabilizar o uso da infraestrutura laboratorial por equipes de pesquisadores e estudantes da Ufac. A iniciativa visa unificar o potencial de pesquisa acadêmica da universidade com a capacidade tecnológica e de vigilância do centro.

A reunião contou com a presença do reitor Josimar Ferreira; do pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Dionatas Meneguetti; do diretor de Pesquisa da Ufac, Thiago Augusto da Cunha; do diretor-geral da Fiocruz-RO, Jansen Medeiros; e dos pesquisadores da Fiocruz, Gabriel Melim e Deusilene Vieira, que também atua como coordenadora de Pesquisa, Vigilância e Educação do CICM.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)



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Membros da Academia Acreana de Letras visitam a Ufac — Universidade Federal do Acre

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2026.09.25 Visita da Academia Acreana de Letras (2).JPG

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, recebeu membros da Academia Acreana de Letras (AAL), que vieram parabenizá-lo pelo mandato e iniciar as tratativas para fortalecimento da parceria institucional, com incentivo à cultura, à literatura e à extensão acadêmica no Estado. A visita de cortesia ocorreu nesta sexta-feira, 25, na sala de reuniões da Reitoria, campus-sede.

As instituições definiram como encaminhamento a elaboração de um termo de cooperação técnica para aproximar as ações da AAL dos cursos de graduação e das pró-reitorias, com destaque para a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura. A parceria busca integrar a universidade aos projetos culturais da academia, além de apoiar a realização de um grande evento comemorativo ao aniversário da AAL, previsto para este ano, entre 29 de outubro e 17 de novembro.

“Recebo a Academia Acreana de Letras com muita gratidão. Vamos aproximá-la dos nossos processos formativos e das nossas ações de extensão”, disse o reitor Josimar Ferreira. “A universidade já planeja lançar um edital na área de cultura por meio da Agência de Inovação e a academia terá um papel central nesse contexto.”

O presidente da AAL, José Dourado de Souza, ressaltou a relevância da aproximação com a Ufac. “Ficamos muito felizes em prestar essa homenagem ao reitor Josimar, uma pessoa de muita experiência e aberta ao diálogo. A academia busca esse apoio institucional e de materiais para continuar promovendo eventos culturais e ações nas escolas.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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