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Laurent Wauquiez acredita que suspender a reforma sem financiamento seria “irresponsável”; Yaël Braun-Pivet “não se opõe” a “reddiscutir” o assunto
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Conseguirá convencer a oposição a dar-lhe uma oportunidade, sem perder o apoio da “base comum”? A dois dias da declaração de política geral que François Bayrou deverá entregar na terça-feira à Assembleia Nacional, o governo está a negociar com a esquerda – com excepção de La France insoumise (LFI) – medidas orçamentais para evitar que isso aconteça. voto censura, como fez com Michel Barnier há um mês.
O principal ponto de discussão diz respeito às concessões em torno da reforma previdenciária. O Presidente da Assembleia, Yaël Braun-Pivet, deu um passo sobre este assunto no domingo, 12 de janeiro. Sem dizer explicitamente por um «suspensão» da reforma de 2023, o eleito estimou que esta última «n’(era) não é perfeito”e até “injusto”e que ele “há muitos assuntos para discutir ainda”seja no trabalho penoso, nas longas carreiras ou nas aposentadorias das mulheres.
“O que me convém é que voltemos a conversar. Depois, se tivermos de parar para discutir novamente com um ciclo de discussão muito curto, não me oponho em princípio, mas o que quero nestes casos é que concordemos realmente em colocar realmente as coisas sobre a mesa durante estes seis meses de discussão e que todos nos comprometamos a realmente discutir”disse Mmeu Braun-Pivet, convidado de “Questões políticas” no France Inter.
Por seu lado, Laurent Wauquiez, líder dos deputados Les Républicains (LR) e cujo grupo é membro da “base comum”, alertou o Primeiro-Ministro, acreditando que“considerar retornar à reforma previdenciária sem propor a menor via de financiamento é irresponsável”, em entrevista com parisiense, publicado na noite de domingo.
Medo de que François Bayrou “dê tudo à esquerda”
Sem brandir a ameaça de uma moção de censura, este teme que François Bayrou “dar tudo para a esquerda”. “Tenho a sensação de que a prioridade do governo é negociar o seguro de vida com o Partido Socialista, quaisquer que sejam as consequências para o país”diz o Sr. Wauquiez, pedindo “proteger a França da iminente tempestade de dívidas”.
“Não votarei num orçamento com novos aumentos de impostos”, garante também o deputado do Haute-Loire, que exige redução dos gastos públicos para obter “um orçamento que proteja os franceses de uma crise da dívida”. Nesse contexto, “suspender (reforma previdenciária) sem um cenário alternativo é como saltar no vazio sem pára-quedas. Será sem a Direita Republicana! »ele disse. O presidente do Senado, Gérard Larcher, também havia enviado na véspera no mesmo jornal um «mensagem clara» sobre a reforma: « Nem revogação nem suspensão! »
Questionado sobre as declarações de Larcher no domingo, o primeiro secretário do Partido Socialista (PS), Olivier Faure, minimizou a influência da direita, que tem apenas 47 deputados. “Isso supõe que em algum momento todos nós pararemos de ficar resfriados quando Gérard Larcher tossir”disse ele na BFM-TV. Faure, por sua vez, disse que esperava que François Bayrou pronunciasse a palavra durante sua declaração de política geral «suspensão».
“Está se movendo”
“Enquanto falamos esta manhã, a conta ainda não existe”alertou o líder dos socialistas, lembrando que as discussões ainda estão em curso com o executivo e que ainda não conhece as decisões de Bayrou. “Tal como está, de facto, censuraríamos, mas o meu desejo pessoal e o dos socialistas é não procurar censurar por censurar”acrescentou.
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Olivier Faure esclareceu que o objectivo do PS não era “preparar uma armadilha para o governo”mas pelo contrário “encontrar as razões certas para os franceses dizerem “sim, houve uma discussão, sim, eles conseguiram encontrar compromissos””. “Queremos garantir que garantimos o nosso sistema de pensões de repartição e que o fizemos ao não colocar o fardo do financiamento sobre os mais precários”ele explicou.
Questionado sobre RTL e do Senado Público, o líder dos Ecologistas, Marine Tondelier, ecoou as declarações do deputado por Seine-et-Marne. “Pequenos passos estão sendo dados, as coisas estão se movendo”ela disse, enquanto alertava: “Queremos um gesto forte e eles devem ceder. » “Hoje não temos motivos para não votar pela censura”ela disse. “Dei as condições – necessárias, mas não suficientes – para que não (o) não vamos votar »ela continuou, citando “o fim da aplicação da reforma previdenciária e 7 bilhões (no mínimo) para o meio ambiente. »
Já Benjamin Lucas, membro da Génération e porta-voz do grupo Ecologista e Social na Assembleia, anunciou que pessoalmente votaria pela censura. Por seu lado, La France insoumise continua a manter pressão sobre os seus aliados na Nova Frente Popular: “Aqueles que recusam a censura validam o golpe de Macron em julho passado recusando os resultados eleitorais”trovejou seu líder, Jean-Luc Mélenchon, em seu blog.
O RN “dá uma chance” a François Bayrou
Na manhã de sábado, a porta-voz do governo Sophie Primas disse “que hoje tudo (era) na mesa ». Após uma semana de intensas discussões em Bercy com líderes políticos da oposição, os ministros Eric Lombard (economia), Amélie de Montchalin (contas públicas) e Catherine Vautrin (saúde e trabalho) foram recebidos no sábado em Matignon para apresentar o resumo do seu trabalho ao Primeiro Ministro.
Nada escapou destas discussões, mas tanto na esquerda como na maioria, alguns esperam um gesto em relação aos partidos de esquerda, a fim de chegar a um acordo de não censura. O principal grupo macronista na Assembleia, Ensemble pour la République, anunciou na sexta-feira que estava “contra uma suspensão seca nesta fase”.
A LFI, que se recusou a entrar nestas negociações, já anunciou uma moção de censura, que será analisada na quinta ou sexta-feira. Se esta moção tiver poucas hipóteses de ser adoptada, tendo o Rally Nacional (RN) decidido neste momento “dê uma chance ao produto” Bayrou, esta será uma oportunidade para o Primeiro-Ministro avaliar a extensão do seu possível apoio à esquerda.
Até lá, as discussões continuarão. Para além da questão das pensões, as questões fiscais e as despesas públicas continuarão a alimentar as negociações entre o governo e o Parlamento. O Senado deve, portanto, retomar os debates sobre o Orçamento do Estado a partir de quarta-feira e até ao final da semana, antes da possível convocação de uma comissão mista para acordar os pontos de vista do Senado e da Assembleia.
O mundo com AFP
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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16 horas atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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