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Legisladores georgianos elegem líder de extrema direita e linha dura antiocidental como novo presidente | Geórgia

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Agence France-Presse in Tbilisi

Os legisladores da Geórgia elegeram Mikheil Kavelashvilium crítico pró-Rússia e linha-dura do Ocidente, como o novo presidente do país.

Kavelashvili, ex-jogador de futebol profissional, tem fortes opiniões antiocidentais. Em discursos públicos este ano, ele alegou repetidamente que as agências de inteligência ocidentais estão a tentar conduzir Geórgia em guerra com a Rússia.

Os presidentes georgianos são escolhidos por um colégio eleitoral composto por deputados e representantes do governo local. Dos 225 eleitores presentes, 224 votaram em Kavelashvili, que foi o único candidato nomeado.

A nação do Mar Negro tem estado em crise desde que o partido governante Georgian Dream reivindicou a vitória em disputou eleições parlamentares em Outubro.

A sua decisão no mês passado de adiar as negociações de adesão à UE desencadeou uma nova onda de manifestações em massa.

A oposição denunciou as eleições de sábado como “ilegítimas” e disse que o presidente em exercício, Salomé Zourabichvili, continua a ser o único líder legítimo do país.

O pró-ocidental Zourabishvili – que está em desacordo com o Georgian Dream – recusou-se a demitir-se e exige novas eleições parlamentares, abrindo caminho a um confronto constitucional.

Na manhã de sábado, os manifestantes começaram a reunir-se em frente ao edifício do parlamento, que foi isolado pelas forças policiais.

Os manifestantes compartilharam chá para se aquecerem na manhã gelada, com canhões de água estacionados nas proximidades, testemunhou um repórter da AFP.

“A Geórgia nunca perde o sentido de humor, celebrando a eleição de um jogador de futebol como presidente”, escreveu Zurabishvili nas redes sociais.

Ela compartilhou vídeos de manifestantes jogando futebol na neve – um golpe claro em Kavelashvili.

Uma das manifestantes, Natia Apkhazava, de 40 anos, disse que chegou cedo “para proteger o nosso futuro europeu”.

“Nossa eleição (parlamentar) foi fraudada. Precisamos de novas eleições”, disse ela.

“Há 16 dias que protestamos aqui… e continuaremos a lutar pelo nosso futuro europeu.”

Os protestos estão programados para ocorrer em vários locais diferentes em Tbilisi.

Milhares de manifestantes pró-UE encheram as ruas da capital Tbilisi na sexta-feira, antes de se reunirem em frente ao parlamento pelo 16º dia consecutivo.

Ex-diplomata, Zourabishvili é uma figura extremamente popular entre os manifestantes, que a veem como um farol das aspirações europeias da Geórgia.

“O que vai acontecer amanhã no parlamento é uma paródia. Será um evento totalmente desprovido de legitimidade, inconstitucional e ilegítimo”, disse Zourabishvili numa conferência de imprensa na sexta-feira.

Grupos de oposição acusam o Georgian Dream de fraudar a votação parlamentar de 26 de Outubro, de retroceder na democracia e de aproximar Tbilisi da Rússia – tudo à custa dos esforços constitucionalmente mandatados da nação do Cáucaso para aderir à UE.

Kavelashvili, 53 anos – o único candidato ao cargo em grande parte cerimonial – é conhecido pelas suas veementes diatribes anti-Ocidente e pela oposição aos direitos LGBTQ.

O Georgian Dream cancelou as eleições presidenciais diretas em 2017.

Com Zourabishvili a recusar deixar o cargo, os legisladores da oposição a boicotarem o parlamento e os protestos não darem sinais de diminuir, a presidência de Kavelashvili será provavelmente prejudicada desde o início.

Um autor da constituição da Geórgia, Vakhtang Khmaladze, argumentou que todas as decisões do novo parlamento são nulas.

Isto porque ratificou os mandatos dos legisladores recém-eleitos antes do resultado de um processo judicial movido pelo presidente em exercício que contesta as eleições, explicou.

“A Geórgia enfrenta uma crise constitucional sem precedentes”, disse Khmaladze.

Ainda não está claro como o governo reagirá à recusa de Zourabishvili em renunciar após a posse do seu sucessor, em 29 de Dezembro.

A polícia disparou gás lacrimogêneo e canhões de água durante mais de duas semanas de manifestações e prendeu mais de 400 manifestantes, segundo a ONG Centro de Justiça Social.

Na sexta-feira, a Amnistia Internacional disse que os manifestantes enfrentaram “táticas brutais de dispersão, detenção arbitrária e tortura”.

Houve também ataques a escritórios de partidos da oposição e detenções dos seus líderes.

À medida que aumentava a condenação internacional da repressão policial, o presidente francês, Emmanuel Macron, disse aos georgianos que o seu “sonho europeu não deve ser extinto”.

“Estamos ao seu lado no apoio às suas aspirações europeias e democráticas”, disse ele num discurso em vídeo.

No início desta semana, Macron telefonou à fundadora do Georgian Dream, Bidzina Ivanishvili – o magnata amplamente considerado o verdadeiro corretor de poder da Geórgia.

A sua decisão de telefonar para Ivanishvili – em vez do primeiro-ministro, Irakli Kobakhidze – é indicativa da hesitação do Ocidente em reconhecer a legitimidade do novo governo do Georgian Dream.

Washington também impôs novas sanções às autoridades georgianas, barrando vistos a cerca de 20 pessoas acusadas de “minar a democracia na Geórgia”, incluindo ministros e parlamentares.



Leia Mais: The Guardian

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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